Blog de comunicación del Escolasticado Latinoamericano Sacramentino

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viernes, 30 de julio de 2010

A FOME E A SEDE DA HUMANIDADE, UM DESAFIO ONDE EYMARD CONCRETIZA SEU AMOR E CONSOME SUA VIDA


Por: Epiane Evangelista e Liduina Araujo

Meditemos:
Pe. Eymard foi um homem que percebeu profundamente as transformações pelas quais atravessou a Europa do século XIX. Através de sua própria experiência pastoral, conheceu a industrialização, o êxodo do campo para a cidade, o aparecimento, em Paris, dos primeiros bairros operários em condições de extrema miséria, os conflitos sociais e o seu resultado: a desumanização do homem.

Partindo da Eucaristia como sacramento do amor universal, ele procurou concretizar esta “força de renovação” (cf. RV 33) em iniciativas de promoção social.
A coincidência desse compromisso social com o difícil começo de sua congregação exige-lhe um investimento considerável de suas pobres forças físicas, o que certamente contribuiu para a sua morte prematura. Mas ele não se poupa. Sua vida e sua morte são como uma participação na construção do Reino, na libertação da humanidade, no dom do Cristo na Eucaristia.

Escreveu Pe. Eymard: Eu refleti frequentemente sobre os remédios para esta indiferença universal que se apodera de uma maneira assustadora de tantos católicos e eu não encontro senão um: a Eucaristia, o amor a Jesus eucarístico. A perda da fé vem inicialmente da perda do amor; as trevas, da perda da luz; o frio glacial, da morte, da ausência do fogo. Ah! Jesus não disse: “Eu vim trazer a revelação dos mais sublimes mistérios”, mas: “ Eu vim trazer o fogo sobre a terra, e todo o meu desejo é que ele já estivesse acesso” (Lc 12, 49) - (Carta à Senhora Tholin-Bost, 22 de outubro de 1851).

Eu sou um pouco seu capelão, pelo menos daqueles que estão a bordo do navio O Generoso, o comandante é pai de um de nossos alunos. Eu vou domingo aí dizer missa, pregar e visitar esses pobres infelizes no número de 300. Há muitos arrependidos. Eu passeio no meio deles, eles me cercam e nós conversamos. Mas infelizmente! Quanta tristeza de se dizer: há aí assassinos, perjuros, homens de sangue. Oh! os chefes e os grandes chefes são bem culpados de ter abusado deste povo ignorante e impetuoso do Sul, atrasado de três séculos dos homens do Norte, como eles nos chamam. Depois eu vou ao presídio de tempo em tempo, mas somente para gemer sobre estes infelizes, sobre estes quatro mil condenados de todas as classes da sociedade, revestidos deste hediondo costume e arrastando esta pesada e longa corrente. Como Toulon é triste! Eu volto sempre esgotado de tristeza. (Carta à Madame Adèle Revel de Nesc – 24 de fevereiro de 1852).

A ação de pe. Eymard nasceu da visão da realidade, que o levou a compadecer-se, isto é, sentir junto com o povo, marginalizado, cansado e abatido. Meditemos, dialogando com o Senhor.
·Quais são as fomes e as sedes existenciais dos homens e das mulheres dos nossos dias?
·Como responder de maneira criativa a estas fomes “a partir das riquezas do amor de Deus manifestadas na Eucaristia”
·Qual o aspecto ou elemento no exemplo dado pelo Pare Eymard o inspira mais a esse respeito?

Deus de nossos pais, tu conduziste São Pedro Julião Eymard, sob a inspiração de teu Espírito, a descobrir na Eucaristia o dom do amor de teu Filho oferecido para saciar a fome da humanidade. Concede-nos, a seu exemplo, celebrar dignamente este mistério, interiorizá-lo na adoração e vivê-lo em plenitude, testemunhando a caridade no meio dos irmãos e irmãs. Por Cristo Nosso Senhor.

martes, 27 de julio de 2010

Da fé nasce a solidariedade, o serviço, a defesa da vida (enviado pela nossa irma Viviane - 7 Lagoas)

Dizem os bispos no documento de Aparecida: "De nossa fé em Cristo nasce também a solidariedade como atitude permanente de encontro, irmandade e serviço. Ela há de se manifestar em opções e gestos visíveis, principalmente na defesa da vida e dos direitos dos mais vulneráveis e excluídos, e no permanente acompanhamento em seus esforços por serem sujeitos de mudança e de transformação de sua situação. O serviço de caridade da Igreja entre os pobres “é um campo de atividade que caracteriza de maneira decisiva a vida cristã, o estilo eclesial e a programação pastoral”( Novo millenio ineunte,49)” (DA 394).

O que o texto me diz? Diz que uma verdadeira fé se manifesta pela solidariedade, serviço, fraternidade, opções e gestos visíveis defesa da vida.
Como vivo a minha fé?

Olho demoradamente para minhas atitudes e gestos. São atitudes e gestos de serviço e fraternidade para defender e promover a vida? E na minha comunidade, vive-se também esta fé?O bispos, em Aparecida, disseram ainda:
"Bento XVI nos recorda que: "o discípulo, fundamentado assim na rocha da Palavra de Deus, sente-se motivado a levar a Boa Nova da salvação a seus irmãos. Discipulado e missão são como os dois lados de uma mesma moeda: quando o discípulo está enamorado de Cristo, não pode deixar de anunciar ao mundo que só Ele salva (cf. At 4,12). Na realidade, o discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro". Esta é a tarefa essencial da evangelização, que inclui a opção preferencial pelos pobres, a promoção humana integral e a autêntica libertação cristã." (DAp146).

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Oração do Brasil na missão continental

Senhor, Deus da vida e do amor, enviastes o vosso Filho para nos libertar das forças da morte e conduzir-nos no caminho da esperança. Movei-nos pelo dom do vosso Espírito! Fazei-nos discípulos, comprometidos com o anúncio do Evangelho em nossa Pátria, em comunhão com a Missão Continental. Fazei-nos missionários, caminhando ao encontro de nossos irmãos e irmãs, acolhendo a todos, sobretudo os jovens, os afastados, os pobres, os excluídos. Virgem Mãe Aparecida, Intercedei junto ao vosso Filho, para que sejamos fiéis ao nosso compromisso de discípulos missionários. Amém!

lunes, 26 de julio de 2010

Quando Madre Teresa me servia o café da manhã

Por Renzo Allegri

Em muitas partes do mundo estão em curso manifestações em memória do centenário do nascimento de Madre Teresa de Calcutá, celebrado em 26 de agosto. Grandes cerimônias estão sendo preparadas na Índia - país onde a Madre viveu a maior parte de sua existência terrena e onde está sepultada - e na Albânia, onde nasceu, mas inúmeras iniciativas de menor porte estão previstas nas paróquias e associações voluntárias de todo o mundo, organizadas principalmente pelos jovens, para lembrar esta figura extraordinária.
Ao lado de Padre Pio e João Paulo II, Madre Teresa foi uma das pessoas que marcaram profundamente a história do cristianismo de nosso tempo. Padre Pio, com a chama de sua altíssima experiência mística; João Paulo II, com o vento impetuoso de sua ação e suas constantes viagens apostólicas; Madre Teresa, com o amor, desprendido e absoluto, pelos mais necessitados. Seu exemplo e seus ensinamentos inspiraram crentes e não crentes, e permanecem vivos ainda hoje.

Todos os que conheceram Madre Teresa guardam lembranças extraordinárias. Especialmente aqueles que tiveram a oportunidade de viver próximos a ela. Mas também os jornalistas que dela se aproximaram em seu trabalho. Nós, jornalistas, graças à nossa profissão, nos vemos próximos de todo tipo de personagem. Por quarenta anos, fui enviado especial de grandes jornais, tendo a oportunidade de conhecer e entrevistar um incontável número de pessoas famosas: artistas, políticos, cientistas, atletas, divas do espetáculo, assassinos e santos.

Graças a uma série de estranhas coincidências, tive diversos encontros com ela, longas conversas, viagens de automóvel em sua companhia. Posso dizer que desenvolvi por ela um profundo afeto, e que ela demonstrava tal benevolência, que de minha parte considerava uma amizade – algo que eu, em minha vaidade superficial, por vezes tirei proveito, pedindo-lhe favores que eu mesmo julgava impossíveis, mas que a Madre, em sua infinita bondade, sempre encontrava um meio de me contentar.

Incrível. Estou certo de que todos aqueles que estiveram próximos de Madre Teresa puderam constatar sua amorosa disponibilidade. Era certamente uma grande santa, mas também uma mulher de uma sensibilidade deliciosa, de uma boa vontade tão grande que se sentia triste quando não conseguia atender a algum pedido.
Escrevi muitos artigos sobre Madre Teresa, e também alguns livros. Neste momento, para o centenário de seu nascimento, reuni em um pequeno volume, publicado pela Editrice Ancora, algumas memórias e, principalmente, algumas de suas palavras; não gostava muito de falar. Mas, quando o fazia, era fascinante em seu modo essencial e incisivo de expor seus pensamentos. Fala preferivelmente por meio de imagens; seus argumentos eram uma sequência de fatos que levava a uma conclusão inevitável.

O título de meu livro é “Madre Teresa me disse” (“Madre Teresa mi ha detto”); um título pretensioso. Talvez somente alguém que tivesse de fato vivido em Calcutá ao lado da irmã pudesse usar um título como esse, mas este não é meu caso. Conheci Madre Teresa, entrevistei-a em diversas ocasiões, e nada mais. Porém, como já disse, somente por sua benevolência, me sentia muito próximo a ela, e este título, “Madre Teresa me disse”, reflete de fato uma extraordinária realidade.

Em 1965, lendo um livro de Pier Paolo Pasolini, encontrei algumas linhas dedicadas à Madre Teresa, a quem o escritor havia conhecido durante uma de suas viagens à Índia. O fato de Pasolini ter sido tão profundamente tocado pela irmã atiçou minha curiosidade. Foi o primeiro contato. Passei a recolher informações, e cada novo dado minha curiosidade aumentava.

Decidi então que devia encontrar e entrevistar aquela freira; algo que só foi possível após uma espera de 15 anos. Mas não se tratou apenas de uma entrevista, e sim de uma série de encontros.

Os aspectos que mais me impressionaram de imediato foram sua enorme sensibilidade e sua bondade ilimitada. Eu era um jornalista com outro qualquer, na prática um incômodo que a fazia perder tempo; mas mesmo quando eu divagava em perguntas talvez inúteis e pouco pertinentes, jamais vi um mínimo sinal de desaprovação de sua parte.

Quando estava em Roma e pedia para vê-la, ela me recebia no convento no Celio, onde se encontra a Casa das Missionárias da Caridade, por ela fundada. Ela dizia: “Te aguardo amanhã de manhã, às cinco e meia”. Neste horário havia a missa reservada às irmãs, e a Madre desejava que, antes de falar comigo, nos uníssemos por alguns instantes em oração. Chegava sempre pontualmente e encontrava, à porta do convento, uma irmã que já me aguardava e então seguíamos para a capela. Participava da missa ao lado da Madre, que permanecia ajoelhada no chão, no fundo da capela; para mim, porém, ela pedia uma cadeira. Do lugar onde ficava podia observar todas as irmãs e também a Madre, que não fazia nada de especial; ficava encolhida de joelhos, concentrada em oração silenciosa, como se não existisse. Mas justamente daquela posição de anulação física, transmitia uma energia poderosa, despertando infinitas considerações que horas de conversa não seriam capazes de sugerir.

Após a missa, a irmã que me recebera me acompanhava até uma saleta no interior do convento, onde, infalivelmente, chegava Madre Teresa pouco depois, trazendo nas mãos uma bandeja com o café da manhã. Madre Teresa me servia o café; fazia questão de fazê-lo e não permitia que nenhuma outra irmã o fizesse. Na primeira vez, me senti embaraçado, e fiz menção de impedi-la, dizendo não estar com fome e nunca ter fome de manhã. Ela percebeu meu constrangimento, mas não havia como impedi-la; serviu-me com um comovente amor materno. Café, leite, marmelada, biscoitos. Aquela sua atenção falava mais que as entrevistas. Em seguida, após o café da manhã, ela me concedia seu tempo. Eu tomava minhas anotações com as perguntas, ligava meu gravador, e ela respondia.

Ouvindo novamente estas gravações, me dei conta de que algumas de minhas perguntas eram realmente estúpidas, inúteis e superficiais, mas ela respondia com calma, levando a conversa para temas importantes ou ressaltando, em determinados fatos, o aspecto no qual residia um ensinamento importante.

Como disse, quando passei a me sentir mais íntimo da Madre, pedi-lhe favores talvez pouco pertinentes à sua condição de religiosa.

Certa vez lhe perguntei se aceitaria ser madrinha em um batizado. No Natal de 1985, Al Bano (Albano Carrisi), o famoso cantor de Puglia, foi pai pela terceira vez: era uma menina, Cristel. Somos muito amigos, desde o início de sua carreira, e ele é padrinho de batismo de um de meus filhos. Em maio de 1986, Cristel já estava com cinco meses e ainda não havia sido batizada; sabia que Al Bano tinha uma sólida e concreta fé. Indaguei então por que ainda não havia batizado sua filha. Me respondeu que adiara a cerimônia de batismo porque não desejava que o rito religioso se transformasse num evento público, com fotógrafos e jornalistas, com ocorrera em seu casamento; queria uma cerimônia religiosa privada, e me pediu que o ajudasse a organizá-la, de preferência em Roma.

Falei então com o bispo eslovaco Dom Pavel Hnilica; uma pessoa extraordinária, também ele um santo, amigo pessoal de Madre Teresa; foi ele que me apresentou à irmã. Perguntei-lhe se poderia batizar a filha de um amigo, perguntando também se seria possível ter Madre Teresa como madrinha. “Não acredito que consiga”, disse o bispo, “mas te aconselho a pedir diretamente a ela; é uma mulher imprevisível”. A Madre estava em Roma. Me enchi de coragem e fiz o pedido; ela me fitou séria por um tempo, e em seguida disse: “Como religiosa, não posso assumir esta responsabilidade jurídica. Mas posso fazê-lo como madrinha espiritual”. E assim foi. O batismo foi celebrado na capela privada do bispo. Somente um fotógrafo estava presente, e as fotografias foram mais tarde distribuídas gratuitamente, sendo publicadas até no Japão.

Dois anos mais tarde, em agosto de 1988, alguns amigos me contaram uma história muito comovente. Um jovem casal de um país próximo ao Lago de Bracciano teve gêmeos quíntuplos. Como costuma ocorrer nestes casos, os bebês permaneceram um longo período na incubadora, e foram salvos graças ao grande amor de seus pais e ao empenho dos médicos. Quando finalmente deixaram o hospital, pensou-se logo nos batismos. “É preciso fazer uma grande festa”, diziam os amigos do casal. Um deles me pediu que organizasse algo que atraísse a atenção dos jornais. Pensei em Madre Teresa. Tinha a certeza que ela, ao saber da história, aceitaria. E assim se deu. A cerimônia foi realizada na antiga capela de Santa Maria di Galeria. Cada um dos cinco bebês tinha seu próprio padrinho, conforme estabelece a Igreja, mas todos tiveram Madre Teresa como sua “madrinha espiritual”. A Madre, embora tão atarefada, dedicou metade daquele dia ao batizado. Os jornais, naturalmente, cobriram o evento, publicaram fotografias e foi uma grande festa.

Quando penso na Madre, a imagem que me vem à mente é dela em oração. A primeira vez que viajei de automóvel em sua companhia, tive a honra de sentar-me ao seu lado. Íamos da Casilina, na periferia de Roma, onde há uma casa das “Missionárias da Caridade”, ao Vaticano, onde a Madre seria recebida pelo Papa.

O automóvel partiu em alta velocidade; estávamos atrasados, e não se podia fazer o Papa esperar. Madre Teresa olhava a paisagem pela janela; seu olhar era sereno. Após alguns minutos, pediu-me que a acompanhasse em suas orações. Fizemos o sinal da cruz, e ela, com um rosário nas mãos, iniciou as orações em voz baixa, recitando o “Pai Nosso” e a “Ave Maria” em latim. Nós orávamos com ela.

Enquanto o automóvel acelerava, nervoso, através do tráfego caótico e intenso, freando bruscamente e se precipitando perigosamente nas curvas; eu mantinha-me agarrado à manopla da porta. Madre Teresa, ao contrário, estava completamente absorta em suas orações e mal se dava conta do que ocorria.

Encolhida sobre seu assento, estava em diálogo com Deus. Seus olhos estavam semi-cerrados. Seu rosto rugoso, reclinado sobre o peito, estava transfigurado; parecia quase emitir luz. As palavras das orações saíam de seus lábios precisas, claras, lentas, quase como se se detivesse para saboreá-las uma a uma. Não tinha a cadência de uma fórmula continuamente repetida, e sim o frescor de uma conversa viva e apaixonada. Parecia realmente que a Madre se dirigia a uma presença invisível.

Certa vez lhe perguntei, de surpresa: “Tem medo de morrer?”. Estava em Roma por alguns dias e quis visitá-la antes de retornar a Milão. Ela me fitou por algum tempo, como se quisesse compreender a razão da minha pergunta. Pensei ter feito mal em mencionar o tema, e tentei mudar de assunto. “A senhora me parece descansada”, disse. “Ontem me parecia muito cansada”. “Durmi bem esta noite”, respondeu ela. “Nos últimos anos, a senhora sofreu cirurgias delicadas, como a do coração; deve se preservar, viajar menos”, disse. “É o que todos me dizem, mas devo pensar na obra que Jesus me confiou. Quando não servir mais, será Ele quem me fará parar”.

E, mudando de assunto, perguntou-me “Onde mora?”. “Em Milão”, respondi. “Quando volta para casa?”. “Espero que ainda esta noite. Quero tomar o último avião, para que amanhã, sábado, possa estar com minha família”. “Ah, vejo que está feliz em voltar para casa, para sua família”, disse-me sorrindo. “Estou fora há quase uma semana”, respondi para justificar meu entusiasmo. “É natural que esteja feliz. Vá encontrar sua esposa, suas crianças, sua casa. É certo que seja assim”.

Permaneceu em silêncio por alguns instantes e então, retomando a pergunta que havia feito, prosseguiu: “estarei feliz como você se pudesse dizer que morreria esta noite. Morrendo, irei para casa também eu. Irei ao paraíso. Irei me encontrar com Jesus. Consagrei minha vida a Jesus; ao tornar-me freira, tornei-me a esposa de Jesus. Veja, tenho neste dedo uma aliança, como as mulheres casadas; fui desposada por Jesus. Tudo o que faço aqui nesta terra, faço por amor a Ele. Assim, ao morrer, voltarei para casa. Para meu esposo. Além do mais, no paraíso, encontrarei todos os que me são caros. Milhares de pessoas morreram nos meus braços. Já são mais de quarenta anos dedicados aos doentes e moribundos. Eu e minhas irmãs recolhemos nas ruas, principalmente na Índia, milhares e milhares de pessoas prestes a morrer. Nós as trouxemos às nossas casas e as ajudamos a morrer serenamente. Muitas delas espiraram em meus braços, enquanto eu sorria para elas e acariciava seus rostos trêmulos. E quando morrer, reencontrarei todas estas pessoas. Lá, estão à minha espera. Quem saberá a festa que farão ao rever-me? Como poderia temer a morte? Eu a desejo, a aguardo, porque finalmente me possibilitará voltar para casa”.

Em geral, nas entrevistas ou nas conversas, Madre Teresa era concisa, dando resposta curtas e rápidas. Mas naquela ocasião, diante de minha estranha pergunta, ofereceu-me um verdadeiro discurso. E enquanto me dizia aquelas coisas, seus olhos brilhavam com uma serenidade e uma felicidade surpreendentes.

Fonte: ZENIT

sábado, 24 de julio de 2010

SÁBADO: A VIRGEM SANTA MARIA, MÃE E MODELO DOS ADORADORES

Por Aluisio Parreiras

No sábado, o último dia da semana, nós somos chamados a vivenciar, sem reservas, a piedade e a devoção mariana. O sábado é um dia propício para o exercício do verdadeiro culto à Virgem Santa Maria, Mãe e modelo dos adoradores e, por isso, meditamos os mistérios gozosos do terço, rezamos o Oficio da Imaculada e participamos da devoção reparadora dos cinco sábados que Nossa Senhora solicitou aos videntes de Fátima. No sábado, exercitando a piedade mariana, percebemos que a Virgem Maria está de tal forma intimamente unida com o Sublime sacramento do Altar, que devemos tê-la como aquela que é a Mãe da Eucaristia, o mais perfeito modelo dos adoradores do Cristo Eucarístico.

A Virgem Santa Maria foi a primeira a adorar o Verbo encarnado, pois, com o seu sim, ela veio a ser o novo Tabernáculo de Deus. Em Belém, ela foi o primeiro fiel a adorar o nosso Redentor reclinado sobre a manjedoura. Certamente, foi observando a devoção da Santíssima Mãe que os Magos e os Pastores aprenderam a se reclinar em uma sublime adoração, diante da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Nas primeiras comunidades cristãs, junto com os Apóstolos, Maria ensinou aos discípulos de Cristo como se realiza a mais perfeita adoração ao Senhor e testemunhou que participar da Fração do Pão significa afirmar a presença da divindade de Jesus em nossas vidas. Com sua plena entrega aos projetos do Altíssimo, ao desempenhar o seu ofício de Mãe da Eucaristia, como um amor de dileção, de uma maneira digna, Maria revelou para todos nós o que pode e deve ser feito para que possamos encontrar todos os mistérios e todas as graças da Sagrada Comunhão.

Por ser a Mãe da Eucaristia, a Virgem Maria nos revela que somos chamados à plenitude da graça eucarística. Deste modo, “pensar na Eucaristia e não pensar em Nossa Senhora é impossível; pensar em Nossa Senhora e recordar a alma eucarística é indispensável”. (Fr. Antonino de Castellammare, A Alma Eucarística, pág. 114). É indispensável que saibamos aprender com Maria a manter a plenitude do silêncio diante do Corpo único e perfeito do Verbo que se faz presente em nossos sacrários. É indispensável que saibamos aprender com Maria que a comunhão com o nosso próximo se enraíza na comunhão com Cristo. Diante do Altar, professamos que a santidade das pessoas eucarísticas é consequência da devoção mariana que nos dá a força de inserir na sociedade e em nossas comunidades esboços de caridade, de justiça e de fraternidade.

Por amor a todos nós, Cristo nos deixou Sua Santíssima Mãe como o mais perfeito modelo dos adoradores. Por amor aos Apóstolos e os primeiros cristãos, por vontade de Cristo, - segundo a Tradição da Igreja - Maria permaneceu na terra por mais vinte e quatro ou vinte e cinco anos, após a ascensão de Jesus. No decorrer desses anos, o que fez Maria? Como ela ocupou o seu tempo? Uma coisa é certa: “a Santíssima Virgem não teria podido viver na terra sem a Eucaristia; com ela a vida lhe sorri porque possui Jesus, de quem se torna adoradora por estado e por missão. E os vinte e quatro anos de seu viver no Cenáculo se passaram, quais vinte e quatro horas do dia, no exercício habitual da adoração”. (São Pedro Julião Eymard, Flores da Eucaristia, pág. 166). Agindo assim, Maria, Mãe e modelo dos adoradores, nos ensinou que os verdadeiros adoradores não poupam tempo, esforços e ocasiões para estar diante de Jesus Eucarístico. Maria nos ensinou que, quando sabemos ouvir o que o Cristo tem a nos dizer, os anos, os dias e as horas passam como se fossem minutos, pois, diante do Amor, tudo permanece em segundo plano. Maria também nos ensinou que, com humildade e simplicidade, temos que propagar a verdadeira adoração eucarística em todos os ambientes em que estamos presentes.

Sábado é dia de devoção mariana, é dia de recorrer à poderosa proteção da Padroeira dos adoradores, dizendo: “O Senhor Deus vos abençoou, Virgem Maria, mais que a todas as mulheres. Ele exaltou o vosso nome: que todos os povos cantem vosso louvor!” (Jt 13, 23.25). Sábado é dia de recorrer à proteção da Virgem Santa Maria, suplicando: Maria, Mãe e modelo dos adoradores, ensinai-nos a vida de contemplação e de adoração. Fazei, ó doce Mãe, que saibamos perceber que sublime privilégio é poder participar do Corpo puríssimo e do Sangue preciosíssimo do nosso Redentor. Ajudai-nos, ó Mãe, a edificar em nosso ser uma alma eucarística, a fim de que sejamos, de fato, adoradores do Cristo Eucarístico em espírito e verdade. Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, Mãe e modelo dos adoradores, rogai por nós!

viernes, 23 de julio de 2010

SEXTA-FEIRA: EUCARISTIA: SACRIFÍCIO REDENTOR - enviado pela irma Liduína

Por Aloísio Parreiras

Sexta-feira é o dia em que nossa mãe Igreja nos convida a meditar sobre a Paixão e a morte de Cristo, solicitando- nos a prática do jejum, da abstinência e penitência. Sexta-feira é um dia eucarístico no qual podemos meditar com maior piedade e fervor no sacrifício redentor da Eucaristia. A Eucaristia é, certamente, o gesto mais denso da oferenda da paz, do sacrifício de louvor, de propiciação e de expiação que, por Cristo e em Cristo, a Igreja oferece a Deus; por conseguinte, podemos afirmar que há um vínculo indissolúvel e profundo que une o mistério da Cruz e a celebração eucarística.

A Sagrada Eucaristia é o memorial de todo o mistério pascal: paixão, morte, descida à mansão dos mortos, ressurreição e ascensão ao céu. A Eucaristia perpetua o sacrifício da Cruz e, por isso, "a Igreja vive continuamente do sacrifício redentor, e tem acesso a ele não só através de uma lembrança cheia de fé, mas também com um contato atual, porque este sacrifício volta a estar presente, perpetuando- se, sacramentalmente, em cada comunidade que o oferece pela mão do ministro consagrado. Deste modo, a Eucaristia aplica aos homens de hoje a reconciliação obtida de uma vez para sempre por Cristo para a humanidade de todos os tempos”. (João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia, nº 12). Na Santa Missa se dá uma profunda reconciliação entre Deus e o ser humano, pois, nas celebrações eucarísticas, nosso Redentor tira o pecado do mundo e presta o louvor perfeito à glória do Pai.

Na celebração da Santa Missa, após a consagração, com a grandeza de alma e a consciência de que estamos diante da presença real de Cristo crucificado e ressuscitado, aclamamos: “Anunciamos, Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!” Com os olhos da fé envoltos nos mistérios eucarísticos, reconhecemos que o nosso Salvador está presente e vivo com os sinais da Sua Paixão e, juntamente com São João Crisóstomo, repletos de surpresa, podemos repetir: “Nós não celebramos um outro sacrifício, mas é o mesmo que fazemos perpetuamente!” (In Hebr. Hom. 17,3). Assim se dá porque a Eucaristia é a enternecedora manifestação do ato do infinito e sublime amor com que Cristo salvou todos e cada um de nós das concupiscências do pecado e da morte.

Quando participamos dignamente da Santa Missa, do Memorial do sacrifício da Cruz, aprendemos a apresentar ao Senhor sobre o Altar todos os enfermos, os pobres, os excluídos, os marginalizados e todos aqueles que, de algum modo, participam do sacrifício redentor. Contemplando o sofrimento do Cristo, aprendemos também a ajudar ao nosso próximo em suas dificuldades e sofrimentos. Contemplando o sofrimento do Cristo, apropriamo-nos da Sua vitória sobre o pecado e a morte, procurando concretizá-la em gestos concretos de vida, pois no rosto de todo ser humano que sofre, brilha com novo vigor o rosto do Cristo crucificado.

No sacramento da Eucaristia - Memorial vivo do sacrifício redentor, supremo dom de Cristo ao Pai - por amor a nós, Jesus, o único e eterno sacerdote, se oferece em prol da nossa salvação uma vez e sempre. Nas sextas-feiras, quando aceitamos o convite que a Igreja nos faz para meditar a Paixão de Cristo, adquirimos a consciência de que, na Sagrada Comunhão, “Aquele a quem nós mesmos transpassamos com nossas culpas não se cansa de derramar sobre o mundo uma torrente inesgotável de amor misericordioso!” (Papa Bento XVI, Ângelus em 25 de fevereiro de 2007). Em resposta ao amor misericordioso de nosso Redentor, bradamos que a Eucaristia é o sacrifício vivificante, o Corpo dado e o Sangue derramado que nos possibilitam a permanência na santidade, mesmo quando atravessamos as noites escuras das dores e dos sofrimentos.

Peçamos à Virgem Maria, que junto da Cruz de Jesus foi trespassada na alma, que obtenha para nós o dom de uma fé eucarística firme. Ajudai-nos, Mãe, a deixar tudo o que nos distrai da escuta da Palavra do Senhor e ensinai-nos a perceber com vigorosa fé que a Eucaristia é o supremo sacrifício de Cristo. Maria, Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, Virgem dolorosa, rogai por nós!

jueves, 22 de julio de 2010

Eleições e política

A participação democrática nas eleições tem uma significação que ultrapassa o simples ato de sufragar nomes para ocupar cargos administrativos e parlamentares. Não se pode reduzir um pleito eleitoral em simples corrida vitoriosa, oportunidades de hegemonias partidárias ou mesmo imposição de carismas pessoais na definição dos cenários que vão configurar a comunidade política, que tem na referência ao povo a sua autêntica dimensão e que, na realidade, deve ser a unidade orgânica e organizadora de um verdadeiro povo.

A Doutrina Social da Igreja ressalta que “o povo não é uma multidão amorfa, uma massa inerte a ser manipulada e instrumentalizada, mas, sim, um conjunto de pessoas, cada uma das quais – no próprio lugar e a seu modo – tem a possibilidade de formar a própria opinião a respeito da coisa pública e a liberdade de exprimir a sua sensibilidade política e de fazê-la valer em maneira consoante com o bem comum”. Portanto, o foco de um processo eleitoral não pode restringir-se às figuras que serão aprovadas por votos, considerando-se, é claro, a moralidade e as condições de cada um no exercício da responsabilidade e missão a que se propõem.

Há uma luz, nascida da compreensão da realidade e dos seus funcionamentos, que deve iluminar o rosto e a vida de candidatos. Compreende-se que o processo eleitoral tem a tarefa social e política de ajudar a sociedade a dar um passo adiante na sua autocompreensão, nas correções de dinâmicas culturais viciadas e prejudiciais e na efetivação de solidariedades que garantam a busca permanente da superação de tudo o que macula a convivência política e a organização social. Fica o desafio de se aproveitar do processo eleitoral para agregar ganhos na consciência social e política da sociedade, pondo-a em condições de participação mais cidadã e de acompanhamento dos processos e mecanismos que definem seu funcionamento e status.

Não se pode reduzir, pois, as eleições à corrida eleitoral, à propaganda enquanto mecanismo de convencimento ou às promessas que apaziguam e podem ter força na definição de adesões transformadas em voto. É inconcebível também estreitar o evento eleitoral - momento educativo da mais alta importância na vida social e política de um povo a afirmações partidárias. Não se desconhece sua função própria. Uma nação não pode ser governada simplesmente pela ideologia de um partido, tendo em conta suas fragilidades, as alianças questionáveis e outros aspectos próprios da complexidade do tecido político.

É importante a mobilização de todos os segmentos da sociedade para que as eleições tragam resultados tanto no âmbito de escolhas adequadas dos nomes, quanto no crescimento da consciência social e política, que deve alavancar a cidadania de todos. Neste âmbito, pode se constatar grandes avanços e abertura de novos horizontes. A Lei da Ficha Limpa é um desses grandes avanços que apontam na direção de reformas morosas por interesses diversos ou por incapacidade de avanços. Há um aspecto importante a ser considerado no progresso que as eleições devem trazer no contexto da comunidade política e no tecido da cultura que sustenta a vida da sociedade brasileira. Existe ainda resquícios de dinâmicas, práticas e hábitos que continuam sendo heranças de espúrio coronelismo e de ultrapassados caudilhos que tentam se perpetuar.

As figuras representativas deste modus operandi na sociedade e nas instituições, sejam elas de que tipo for, vão caindo num ridículo que produz o seu ostracismo pouco a pouco. Contudo, há a tendência de se incorrer no mesmo risco e equívoco do povo de Deus saindo do Egito, conduzido pela lucidez de Moisés, que abre horizontes e aponta caminhos e possibilidades a serem conquistados. Mas o povo reclama, confessa o desejo de voltar a servir o faraó, fazendo referências às panelas de carnes e às cebolas, embora comidas na condição de escravo. Existe uma preferência pela condição escravocrata àquela da liberdade, embora pagando um preço. Os faraós se multiplicam com suas artimanhas aproveitando-se dos fracos na sua saudade de um passado que não volta mais, especialmente na dinâmica da sociedade contemporânea. Aproveita-se de uma necessidade de incentivo e de benesses que revelam a pequenez na penúria dos dependentes e na tirania de antigos caudilhos e coronéis. Estes vivem do passado. É hora de apostar, como Moisés, em um horizonte novo.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

QUINTA-FEIRA - EUCARISTIA: MISTÉRIO CELEBRADO, ADORADO, CONTEMPLADO. enviado pela nossa irma Liduína

Por Aloísio Parreiras

“Isto é o Meu Corpo que é dado por vós! Este cálice é a Nova Aliança em Meu Sangue, que é derramado em favor de vós!” (Lc 22, 19-20). “Desejei ardentemente comer convosco esta Páscoa!” (Lc 22, 15). Foram essas as palavras que Cristo utilizou no Cenáculo, na Quinta-Feira Santa, ao realizar a Última Ceia, para expressar Sua imensa alegria ao celebrar e instituir, na presença dos Apóstolos, o Sublime sacramento da Eucaristia. Os Apóstolos, repletos de entusiasmo, aos poucos foram percebendo que aquela Ceia memorável era também uma importante parte do testamento do Senhor que oferecia o Seu Corpo e o Seu sangue, Sua própria vida, em prol da salvação da humanidade. Naquela Ceia derradeira, Jesus mesmo convidava-os a imitá-Lo, dizendo: “Fazei isto em Minha memória”. (Lc 22, 19).

Naquela Quinta-Feira Santa, Jesus Cristo confiou aos Doze Apóstolos a sublime tarefa sacerdotal de celebrar, adorar e contemplar no Pão e no Vinho consagrados o Sacramento do Seu Corpo e do Seu Sangue, até à Sua volta. “Não é a Eucaristia, portanto, um simples presente de Jesus; é um testamento; não é uma oferta, senão uma herança: a herança do Seu próprio Corpo e do Seu próprio Sangue. A Igreja é a herdeira universal, somos nós os legatários designados pelo documento, exarado na Última Ceia”. (Fr. Antonino de Castellammare, A Alma Eucarística, pág. 188). A Eucaristia é, de fato, o bem precioso da Igreja, a valiosa herança que o Senhor nos deixou.

Quinta-feira é o dia da semana em que as palavras e os gestos que o nosso Redentor expressou naquela Ceia de amigos adquirem a plenitude de seu significado. Por isso, nas quintas-feiras, podemos salmodiar: “O Senhor abriu as portas do céu, fez chover maná para alimentar seu povo; deu-lhes o pão do céu, e o homem se nutriu com o pão dos Anjos”. (Sl 77,23-25). Em silêncio, diante do Sacrário, podemos também afirmar: “Ele nos ama e por Seu Sangue nos libertou dos nossos pecados”. (Ap 1, 5). Nas quintas-feiras, como membros da Igreja, nós somos convocados a participar da celebração da Santa Missa, das adorações eucarísticas, das horas santas, da Solenidade e da procissão de Corpus Christi, manifestando aos nossos contemporâneos o zelo e o fervor da fé eucarística e a profundidade da adoração que exercemos na comunidade eclesial.

Na Última Ceia, Cristo, o verdadeiro Cordeiro pascal, substituiu todos os sacrifícios da Aliança Antiga pela entrega, pelo dom de Si mesmo. Naquela inesquecível comensalidade, Ele instituiu o Alimento insubstituível da nossa alma. Ansiamos por esse Alimento, do mesmo modo que o cego anseia por enxergar; do mesmo modo que o paralítico deseja voltar a andar; ansiamos muito mais que os surdos que desejam ouvir. Ansiamos pelo encontro com o Pão do Céu, o precioso Alimento que nutre e fortalece a nossa caridade, santidade e esperança, pois temos a plena consciência de que somente unidos ao Cristo Eucarístico seremos luzeiros de paz, de fraternidade e de esperança para o nosso próximo.

Quinta-feira é dia de rezar o quinto mistério luminoso do terço, contemplando a instituição da Eucaristia. Quinta-feira é um dia propício para se reservar alguns minutos, para que possamos meditar os textos do Evangelho que narram os detalhes da Última Ceia. É dia de dobrar os joelhos diante do Tabernáculo do Altíssimo. É dia de extravasar nossa alma eucarística. É dia de silenciar o nosso exterior, para que a nossa alma possa suplicar: “Permanece conosco, Jesus, doa-te a nós e dá-nos o Pão que nos alimenta para a vida eterna! Liberta este mundo do veneno do mal, da violência e do ódio que polui as consciências, purifica-o com o poder do Teu amor misericordioso”. (Papa Bento XVI, Homilia na Solenidade de Corpus Christi em 11 de junho de 2009). Purifica-nos, Senhor, a fim de que possamos ascender à Tua Mesa. Amparados por Maria, Mulher Eucarística, cremos e professamos que a Eucaristia é a fonte e o apogeu de toda a nossa vida cristã. Cristo Eucarístico, nosso Deus adorado e amado, concede a todos nós a graça de podermos ser, um dia e sempre, hóspedes bem-aventurados do eterno Banquete nupcial. Assim seja! Amém!

Aloísio Parreiras

miércoles, 21 de julio de 2010

Vida consagrada, levar o Pão e a Palavra vivenciados na alma

A tarefa dos consagrados é testemunhar a experiência de Deus que se realiza em sua alma e coração. Foi o que afirmou o núncio apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, em carta aos cerca de 600 religiosos e religiosas que se reúnem esta semana em Brasília para a XXII Assembleia Geral da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

O evento reflete sobre o tema: “Vida Religiosa Consagrada no contexto plural: identidade, relações e paixão pelo Reino”, e o lema “De olhos fixos em Jesus”.

Segundo o núncio, a consagração religiosa “é uma entrega movida não por interesses humanos ou de utilidade pública que se motivam, talvez, por razões circunstanciais de tempo e de lugar, tais como as exigências de acolher os mais pobres e excluídos da sociedade”.

“Será também por estas razões – prosseguiu o arcebispo –, mas ela está para ser acolhida por um coração orante e sacrificado que quer levar o Pão e a Palavra de Deus vivenciados na alma e no coração do consagrado e da consagrada.”

A dimensão religiosa deve “ser um domínio exclusivo de Deus, realizada ao compasso de uma vida unida a Jesus Sacramentado, especialmente na Eucaristia e na contemplação da vida de Cristo de cada consagrado”.

“Quando a vida de uma alma está plenamente imbuída de Deus então, e só então, a vida ativa encontra plenamente sua razão de ser. Dela virão frutos abundantes de eficácia apostólica e de conversão das almas”, afirma.

Segundo Dom Lorenzo Baldisseri, a presença operativa dos consagrados “será certamente de grande utilidade para a Igreja quando estes saberão demonstrar com a própria vida e a própria conduta, inclusive não tendo receio de apresentar-se externamente como tal, que são almas que se deram a Deus incondicionalmente”.

“Servir a Igreja como ela quer ser servida é o grande desafio que cada religioso e religiosa deveria propor-se à hora de discernir suas opções pastorais, não somente em sede de Conselho Provincial, mas também, ao assumir individualmente uma colaboração na vida de uma diocese”, afirma o arcebispo.

A CRB reúne 507 unidades jurisdicionais, que representam as Congregações e Ordens religiosas. No Brasil, há 30.862 religiosos. Destes, 23.220 são mulheres.
Fonte: ZENIT

FELIZ DÍA DEL AMIGO

lunes, 19 de julio de 2010

CRB Nacional inicia Asamblea Electiva

El evento acontece en Brasilia, hasta jueves, 22. Hna. Márian, presidente de la CRB, procedió con la abertura de la Asamblea a las 2h00 pm, saludando todos los superiores provinciales y demás participantes. Al término del día, tuvimos la alegría de escuchar Mons. Leonardo, obispo de Arraguaia, que nos recordaba: "Ojos fijos en Jesus".

La convivencia continua; y los trabajos son también intensos. No dejen de rezar por este momento iluminada de la Igresia y de la vida Consagrada en Brasil.

P. Francisco Junior DeOliveira Marques, sss
Superior Provincial
Congregacion del Santisimos Sacramento

Provincia de Santa Cruz, Brasil

domingo, 18 de julio de 2010

Papa propõe centrar-se naquilo que é mais importante

Bento XVI convidou os fiéis que desfrutam de um tempo de férias neste meio do ano a aproveitar este período para descobrir aquilo que é verdadeiramente importante na vida, aquilo que não passa: a Palavra de Deus.

Ao rezar ao meio-dia a oração mariana do Ângelus junto a milhares de peregrinos, no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo, o Papa ofereceu uma espécie de leitura orante da passagem evangélica que a liturgia apresenta neste domingo: a cena de Jesus na casa de Marta e Maria.

“Marta e Maria são duas irmãs; têm também um irmão, Lázaro, que, no entanto, neste caso, não aparece”, disse o Papa ao início.

“Jesus passa por seu povoado e, segundo o texto, Maria o recebeu em sua casa. Este detalhe dá a entender que, entre as duas, Marta é a mais velha, a que governa a casa.”

De fato – prosseguiu o Papa –, “depois que Jesus tinha se instalado, Maria senta-se aos seus pés e o escuta, enquanto Marta está totalmente ocupada com os muitos serviços, devidos certamente ao hóspede de exceção”.

Bento XVI recriou com estas palavras a cena: “uma irmã move-se fatigada, e a outra fica como que maravilhada pela presença do Mestre e suas palavras”.

“Depois de um momento, Marta, evidentemente ressentida, não aguenta mais e protesta, sentindo que, além disso, tem o direito de criticar Jesus: ‘Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda pois que ela venha me ajudar!’”

Segundo o Papa, Marta “queria inclusive dar lições ao Mestre”. No entanto, “Jesus, com grande calma, responde: ‘Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada’”.

A palavra de Cristo “é claríssima”, afirmou Bento XVI: “não deprecia a vida ativa, e muito menos a generosa hospitalidade; mas recorda o fato de que a única coisa verdadeiramente necessária é outra: escutar a Palavra do Senhor; e o Senhor nesse momento está ali, presente na Pessoa de Jesus”.

E concluiu: “Todo o demais passará e nos será tirado, mas a Palavra de Deus é eterna e dá sentido a nossa ação cotidiana”.

jueves, 15 de julio de 2010

Halleluya 2010

Em 1995, nascia a semente do Halleluya. Na época, o Projeto Juventude, da Comunidade Católica Shalom, decidiu promover três dias de festas para celebrar o fim das férias. O Trifest, como era chamado, foi realizado em um ginásio da capital. Dois anos seguintes, o Projeto aumentou em um dia o evento, que passou a ser Quadrifest.

O sucesso do evento foi tanto que em 1997, ele passou a ser realizado no Parque do Cocó, já com o nome Halleluya. Na primeira edição, o evento recebeu um público de 40 mil pessoas.

O evento tornou-se uma vitrine da música católica. Artistas de renome nacional passaram a fazer parte da lista de convidados de cada edição. O público de Fortaleza aderiu e o Parque do Cocó ficou pequeno.

Em 2005, o Halleluya foi transferido para o Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU). Neste ano, segundo a organização, participaram do evento cerca de 350 mil pessoas. Em 2007, a média de público participante foi de 450 mil pessoas durante os cinco dias. Este número saltou para 650 mil pessoas em 2008.

Ano passado, na arena do Halleluya, 670 mil passaram pelos cinco dias de evento. Para esta edição a expectativa é de um público estimado em 800 mil pessoas. Os mais de 3000 voluntários da Comunidade Shalom se mobilizam nos trabalhos de divulgação e produção do evento.

miércoles, 14 de julio de 2010



Este vídeo apresenta a ganhadora do programa "Ukraine’s Got Talent", Kseniya Simonova, de 24 anos, desenhando em uma mesa de areia iluminada, imagens de como as pessoas foram afetadas pela invasão alemã durante a Segunda Guerra Mundial. Seu talento, é fascinante, e sensibilizou pessoas do auditorio. Ela ganhou o primeiro prêmio de £ 75.000,00.

1. Cena de um casal sentado, segurando suas mãos, em um banco sob um céu estrelado.


2. Os aviões de guerra, desfazem a felicidade


3. Um rosto de mulher chora, mas volta a sorrir quando chega uma crianca


4. A guerra retorna, e a artista joga areia formando o caos, de onde o rosto de uma jovem aparece.


5. Ela rapidamente se transforma em uma velha viúva, com o rosto enrugado e triste

6. Essa imagem se transforma no monumento ao Soldado Desconhecido na Ucrânia.


7. Esta cena externa fica emoldurada por uma janela

8. Na cena final, uma mãe e uma criança aparecem do lado de dentro, com um homem parado do lado de fora da casa, pressionando sua mão sobre o vidro, dando adeus.


A Grande Guerra Patriótica, como é chamada na Ucrânia, resultou na morte de 11 milhões de mortos.

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…
Fernando Pessoa
O presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) o pastor sinodal Carlos Möller, falou sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 (CFE), “Fraternidade e Economia”. De acordo com ele, a CFE-2010 é atual e tem despertado por isso a atenção da sociedade brasileira para o tema. “Minha avaliação da Campanha da Fraternidade Ecumênica é altamente positiva, haja vista a atualidade do tema e os desafios que ele nos apresentou, a mobilização que a Campanha causou nas igrejas, além do interesse que ela despertou em diversos órgãos da sociedade”.

Um dos pontos positivos na Campanha da Fraternidade Ecumênica, segundo o pastor Carlos Möller, é a força da campanha em sair do âmbito religioso para todos os campos da sociedade. “A Campanha extrapolou os limites das igrejas que integram o Conic, colocando na ordem do dia um assunto não só de interesse delas, mas da sociedade. Uma vez que a economia é parte integrante de todas as propostas político-partidárias, ela precisa ser revista, sob pena de se ver aumentar as desigualdades, impossibilitando a viabilização de projetos de vida mais importantes para o povo brasileiro”, disse.

O presidente do Conic acredita que o tema da Campanha é importante, de modo especial, porque traz para o debate popular uma temática que faz despertar para os reais objetivos da economia em favor da vida. “O Brasil continua sendo um país de enormes desigualdades sociais e, neste sentido, apresentar como tema ‘Economia e Vida’, quando se tem como lema ‘Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro’, traz uma pergunta muito crítica sobre o modo e o estilo de vida que nós temos: fomentamos o consumismo ou procuramos diminuir as desigualdades? Como igrejas, estamos comprometidos a pensar na dignidade da vida, na promoção da justiça e na integridade da criação. A partir dessa reflexão podemos concluir que o tema foi muito significativo, pois nos apresenta uma importante lição de casa, que é cooperar para uma economia a serviço da vida, não do lucro”, completou.
Fonte: CNBB

Querida Família Sacramentina,

celebramos nos dias 08 a 11 de julho a nossa II Assembleia dos leigos e leigas sacramentinos. A alegria do acontecimento tem sido manifestada por leigos e religiosos sacramentinos e partilhada no e-mail do grupo. Tudo nos ajuda a recolher ao coração o bonito acontecimento.

Penso que o estar juntos nos ajudou na Unidade, na Identidade e Missão Sacramentina, nos fez mais acolhedores aos caminhos que queremos percorrer. Foram dias de escuta, reflexão, partilha, oração, estudos, celebração, confraternização.

No dia 09, sexta-feira, celebramos a Páscoa do Iran Silva Galdino, nosso irmão leigo do Grupo de Caratinga. Confiantes que Deus está no meio de nós, entregamos a Ele, este acontecimento que nos amadurece na fé e no amor fraterno.

Foram muitos os sinais da presença amorosa do Pai, que certamente, vão sendo partilhados. A todos, o mais fraterno abraço: leigos e religosos sacramentinos, às representantes do Servitium Christi, à Lauina do Cesc, aos colaboradores do Recanto!

Em meio às partilhas, deixo a lembrança da reflexão do Pe Andrés Taborda, sss, Conselheiro Geral, sobre "Eucaristia e Missão" de que devemos Amar e Comunicar a Eucaristia e Ser um Testemunho silencioso, alegre e simples. Deus se manifesta nestes sinais! Nos convidou a amar e cuidar dos Homens e Mulheres da Eucaristia: Religiosos, Religiosas, Leigos e Leigas!

Alegremo-nos pela missão Eucarística Eymardiana! É nossa!!!

Marilda do Rosário Dias
leiga sacramentina de Uberaba
secretaria da coordenação dos leigos e leigas sacramentinos
No contexto das celebrações do bicentenário da independência da Colômbia – 20 de julho –, 78 bispos colombianos se reuniram na semana passada em Assembleia Plenária, onde foi discutido o tema “A missão evangelizadora da Igreja na construção da sociedade, a dois séculos do nascimento da nação”.

Os prelados debateram também alguns problemas que deverão ser enfrentados pelo presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que tomará posse de seu cargo a 7 de agosto.

Pobreza, desemprego e violência foram alguns dos temas analisados pelos bispos na reunião.
“Vivemos em um país imensamente rico, mas a metade da população vive na pobreza”, disse o presidente da Conferência Episcopal Colombiana e arcebispo de Barranquilha, Dom Rubén Salazar Gómez. “Hoje é necessário revisar as políticas contra a pobreza, conscientes do fato de que estamos frente a um processo endêmico muito complexo”, disse.

Por sua vez, o secretário da Conferência Episcopal, Dom Juan Vicente Córdoba, bispo auxiliar de Bucaramanga, disse que é necessário superar “a brecha entre ricos e pobres” e agradeceu a Igreja por ser “uma força crítica que olha o futuro com esperança”.

“Refletir, orar e dar graças a Deus por estes 200 anos. Continuar nos projetando para o futuro, sempre a serviço de nosso povo, porque essa é nossa missão”, disse o prelado em declarações à imprensa.

Pedofilia: tolerância zero
Quanto ao tema dos abusos sexuais a menores da parte de alguns sacerdotes, diante de uma pergunta de um jornalista, Dom Salazar Gómez disse que a Igreja na Colômbia “fará tudo e mais um pouco para evitar que isso se repita”. Dessa forma, manifestou sua comunhão com o Papa Bento XVI no tema da prevenção e da denúncia destes casos.

“Hoje há uma mentalidade muito clara de que não se pode esconder nada. Portanto, não se pode ignorar a existência destes casos”, afirmou. “Por parte da Igreja, não há nenhuma conivência com estes crimes, pelo contrário, há uma condenação absoluta dos praticantes”, garantiu o prelado.

Mediadores
Os bispos também discutiram o tema dos esforços a favor da pacificação, em particular com os grupos armados. Disseram que foi necessário “suspender” os diálogos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), até a posse do presidente eleito.

“Estamos esperando a chegada do novo governo para que – se nos pedir – sejamos facilitadores” do diálogo, disse Dom Salazar Gómez.

Por sua parte, o bispo da diocese de Magangue, norte da Colômbia, Dom Leonardo Gómez Serna, disse que “não nos resignamos com a guerra porque esta guerra é absurda, e esperamos que o novo governo abra caminhos de Paz”.

Um dos pontos que a Igreja irá propor ao novo governo, e que foi analisado na atual assembleia, é a revisão das políticas para os agricultores, que, segundo Dom Córdoba, não contam com subsídios nem apoio governamental para se desenvolver. “Deve existir um novo direcionamento agricultor não só na posse de terras, mas em subsídios da parte do Governo, para que mais agricultores possam aparecer”, disse o prelado.

O presidente da Colômbia que está deixando seu cargo, Álvaro Uribez, em uma visita que realizou a esta reunião, agradeceu a Igreja pelo desempenho de sua missão e pelo trabalho social no país. O episcopado lhe entregou uma série de três livros que representam aspectos centrais relacionados com a realidade da Colômbia, trabalhados durante as últimas assembleias de bispos.

Fuente: ZENIT

jueves, 8 de julio de 2010

O QUE É O SAVSL?

O projeto intitulado “SAVSL – Serviço de Animação Vocacional dos Leigos e Leigas Sacramentinos” foi embasado em documentos e pronunciamentos dos religiosos em assembléias e capítulos, assim como nos pronunciamentos em reuniões de conselho de leigos e leigas, em grupos de leigos e leigas e na I Assembléia em (2008); sobre a necessidade de consolidar a formação humana integral e vocacional dos Leigos e Leigas na Província de Santa Cruz do Santíssimo Sacramento.

No primeiro semestre deste ano de 2010, durante uma reunião do conselho provincial de leigos e leigas sacramentinos, foram convidadas as leigas Glória Bessa (Uberaba – MG) e Viviane Tanos (Sete Lagoas- MG) para assumirem o serviço, como promotoras vocacional da província do Brasil.

Como avanço foi realizado a 1ª reunião do SAVSL, no dia 19 de junho, na Igreja da Boa Viagem em Belo Horizonte. Estavam presentes, o diretor nacional dos leigos e leigas sacramentinos ir. Marcelo Silva sss; Pe. Jésus Neres sss responsável pelo SAVS; Nelo Bessa – Vice Coordenador do Conselho de Leigos e Leigas Sacramentinos; Glória Bessa e Viviane Tanos. O intuito dessa reunião foi conhecer o projeto SAVS (Serviço de Animação Vocacional Sacramentino) e unificá-lo com o projeto SAVSL (Serviço de Animação Vocacional para Leigos e Leigas Sacramentino).

Os desafios percebidos para a caminhada dos Leigos e Leigas foram destacados com as perguntas: como assumir com autenticidade a Identidade Sacramentina, e ser agentes multiplicadores do carisma, missão e espiritualidade, sendo hoje, religiosos, leigos e leigas, modelos de contradição para a sociedade contemporânea em sua pluralidade a partir da vivência integral Eucarística? Como suscitar no coração da PESSOA, o próximo, o desejo de também fazer a experiência pessoal do encontro com Jesus Cristo, SENHOR DA VIDA? Como fazer Jesus Cristo cada vez mais conhecido, amado e adorado; presença VIVA e que caminha e está no meio de nós?
A alegria vivenciada foi à confirmação do SIM, à resposta ao chamado de Deus, dada pelas promotoras vocacional, que assumiram o serviço e se comprometeram a dinamizar, e a fazer do SAVSL protagonista na igreja e sociedade; sendo promotores e defensores de uma vida digna para todos as pessoas.

Concluiu-se, que a força emergente do laicato nos dá a certeza de que, nós Leigos e Leigas Sacramentinos formamos um só corpo e um só espírito na riqueza da intercomplentaridade entre o SER Religiosos e religiosas Consagrados e o SER Leigos e Leigas Consagrados.

Venha você também ser um Apóstolo da Eucaristia, assim como São Pedro Julião Eymard! Presença vivificadora na Igreja assumindo a missão de eucaristizar o mundo com seu autêntico jeito de ser e agir.
Contatos
Glória Bessa_Uberaba_ (34)3315 3149_8812 8812 9001_glorianbessa@yahoo.com.br
Viviane Tanos_Sete Lagoas_(31)3773 0376_ 9688 3054_ viviane_dt@yahoo.com.br

miércoles, 7 de julio de 2010

Mensagenes para el provincial de Brasil: pe. Júnior, SSS

Liduina:
Parabéns, caríssimo Provincial, Que pela intercessão de nossa mãe divina, a Senhora da Eucaristia, e de nosso fundador, São Pedro Julião Eymard, você possa realizar um governo cheio da glória e da graça de Deus. Estaremos juntos nesse serviço. Um abraço fraterno

Maria do Carmo:
Querido Padre Júnior, Que DEUS E NOSSA SENHORA DA EUCARISTIA possa estar sempre ao teu lado nessa tarefa tão árdua. Conte conosco e com nossas orações.

Parabéns Pe. Júnior, nosso amado provincial! Buscai constantemente a Face do Senhor! Obrigada pelo seu SIM. Ao saber da novidade, meu coração exultou de alegria... Um abração na suavidade de nossa Boa Mãe.

Viviane:
Pe. Júnior, que o seu SIM seja fortalecido e renovado todos os dias com as bençãos e graças do nosso Bom Deus.

Salve o novo Provincial que Deus o abençõe hoje e sempre. Abraços

Ir. Renivaldo:
Felicitamos nosso ex-diretor do escolasticado pelo seu novo desafio. Sr provincial pe. Junior, sss. Esperamos que seu governo seja de frutos abundantes para todos da Provincia Santa Cruz.

martes, 6 de julio de 2010

Nuevo provincial de Brasil




QUERIDOS IRMAOS E IRMÃS DA FAMILIA SACRAMENTINA:
SAUDAÇOES EUCARISTICAS DIRETO DO CAPÍTULO!

Nesta manhã, depois do momento de adoração e invocação do Espírito Santo, entramos para a eleição do IX Provincial da Província de Santa Cruz.

O religioso eleito foi o pe. Francisco Júnior de Oliveira Marques, sss.

IDADE: 36 anos.
NATURAL: Maranguape, CE (região metropolitana de Fortaleza);
FORMAÇÃO:
Pré-noviciado: em São Benedito (Fortaleza) no ano de 1995 - Formadores: Aldo e Ruy;
Noviciado: em Uberaba (MG), durante 1997 e 1998 - Formador: Pe. André;
Escolasticado: em Belo Horizonte (MG), durante os anos de 1999 a 2002 - Formador: Pe. Ismael.

Votos Perpétuos: em Caratinga, 17 de março de 2002 - Provincial que recebeu os votos Pe. Tiãozinho.

Filosofia: ISTA - BH;
Teologia - FAJE Jesuítas;
Mestrado em Teologia Eucarística - FAJE;
Especialização para a formação (Curso de Psicopedagogia): Gregoriana de Roma - Itália;
Serviço atual prestado a Congregação: Diretor do Escolasticado Latino Americano em Bogotá (Colômbia);

Pe. Francisco Júnior, conte com nossas orações, nossa súplica ao Bom Deus para que lhe dê discernimento nas decisões, serenidade e sabedoria para caminhar nos desafios e entusiasmo e fraternidade para promover, criar e estimular os religiosos de nossa Província; os projetos em realização e os que serão criados a partir da sua gestão;

Que São Pedro Julião Eymard, o Apóstolo da Eucaristia, e Nossa Senhora da Eucaristia intercedam ao Pai por você e seu conselho.

Por seu SIM a este serviço e pela doação realizada até então, bendigamos ao Senhor.

Caso alguém queira entrar em contato com o novo provincial, Pe. Francisco Júnior, o telefone é:
031 8423 4667 ou
031 9954 1614.

Ir. Marcelo Carlos, SSS

viernes, 2 de julio de 2010

Un saludo fraterno a todos los hermanos de la Provincia de Santa Cruz.

Deseamos que el Capitulo que adelantan y la elección de los nuevos responsables de la animación provincial y que sin duda esperamos sea el que ustedes con la ayuda del Señor considere mas conveniente para la presencia Eucaristía de los Sacramentinos en Brasil y toda América Latina.
Cuenten con nuestra humilde oración y acompañamiento.
P. Álvaro, SSS
ESCOLASTICADO CLAS

jueves, 1 de julio de 2010

IX Capítulo Provincial dos Religiosos Sacramentinos

Queridos irmãos - Família Sacramentina,

hoje, 1º de julho, inicia o IX Capítulo Provincial dos Religiosos Sacramentinos, em Belo Horizonte, no Recanto da Boa Viagem.

Este é um encontro em que todos os religiosos se encontram para fazer memória do caminho, nestes 4 anos de governo e, a partir da realidade, de propostas e de novas possibilidades, planejar a caminhada para mais 4 anos.

Na ocasião, será eleito o novo Governo Provincial, que terá o compromisso de animar o trabalho da Congregação Sacramentina.

Temos muito a agradecer à Congregação - a todos religiosos, em especial, pelo "Projeto Leigos e Leigas Sacramentinos"!

Neste tempo capitular, permaneçamos unidos, com o nosso carinho e oração, colocando no coração do Pai todos estes acontecimentos, para que aconteçam bons frutos para o Reino de Deus!

Tudo, confiemos a Deus, por intercessão de nosso fundador, São Pedro Julião Eymard e de Maria, a Senhora da Eucaristia.

Abraço fraterno!
Marilda do Rosário Dias
Secretaria do Conselho dos Leigos e Leigas Sacramentinos