Blog de comunicación del Escolasticado Latinoamericano Sacramentino




martes, 30 de marzo de 2010

RESULTADO DE LA ENCUESTA


Agradecemos a todos los participantes de nuestra encuesta sobre la práctica quaresmal.

La pregunta fue: ¿Cuál es la práctica cuaresmal más habitual entre su familia?
Qual é a prática quaresmal mais habitual entre sua família?


Presentamos ahora el resultado:

Fueron 24 participantes
18 respondieron que la práctica cuaresmal más habitual en su familia es la ORACIÓN
6 respondieron que es el AYUNO
6 respondieron que es la CARIDAD

Aguarden nuestra próxima encuesta y tengan una ¡feliz y SANTA SEMANA!

ESTACIÓN EYMARD - ESPECIAL DE SEMANA SANTA

ESTACIÓN EYMARD ESPECIAL DE SEMANA SANTA

sábado, 27 de marzo de 2010

VIA-SACRA, por Leonardo Boff (enviado pela irma Liduina)

1ª ESTAÇÃO: JESUS É CONDENADO À MORTE

NAQUELE TEMPO: CRISTO FOI CONDENADO
HOJE: JESUS CONTINUA A SER CONDENADO

O pecado do mundo, que matou o Filho de Deus, continua a matar os filhos e filhas de Deus. A paixão de Jesus se prolonga na paixão de nosso povo sofrido. Há por todas as partes sede de justiça, fome de equidade e ânsia de fraternidade. Procura-se criar as condições sociais, econômicas, políticas, pedagógicas e religiosas para concretizar a justiça ao maior número possível. Só assim a justiça deixa de ser mero desejo e começa a ser realidade concreta. Mas é também aqui que principiam os obstáculos.

2ª ESTAÇÃO: JESUS TOMA A CRUZ AOS OMBROS

NAQUELE TEMPO: JESUS CARREGOU SUA CRUZ
HOJE: JESUS CONTINUA A CARREGAR A CRUZ

Toda libertação e todo sofrimento verdadeiro no direito e na justiça reclamam um preço a ser pago. Essa cruz imposta aos já crucificados pela desumanização da vida é crime que não escapa ao juízo de Deus. Desde que, em Jesus Cristo, Deus mesmo foi crucificado na cruz, não há nenhuma cruz imposta injustamente que lhe seja indiferente. Ele é solidário com todos aqueles que pendem de uma cruz. A humilhação deles é também a sua. Não carregam a cruz sozinhos. Jesus a carrega com eles e neles. Mas essa cruz, por mais desagregadora que seja, é digna, porque é conseqüência de um compromisso digno, que é viver e lutar para que haja cada vez menos cruzes injustas para os outros.

3ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ

NAQUELE TEMPO: JESUS CAIU PELA PRIMEIRA VEZ
HOJE: JESUS CONTINUA CAINDO

A história geralmente vem contada pelos que triunfaram. São eles que, para imortalizar seus feitos, guardam as memórias documentais, levantam monumentos e fazem cantar epopéias.
E a história dos vencidos e caídos, quem a contará? Eles são esquecidos. As ruínas e os sofrimentos deixados pelos arrivistas são recalcados, sua memória apagada e a culpa silenciada. Existe uma anti-historia dos caídos de cujo drama sangrento somente Deus conhece as verdadeiras dimensões. É o grupo de agricultores que se reuniu para defender o direito assegurado de suas terras e foi massacrado. São as tribos de índios que foram enxotadas de suas reservas e foram sendo dizimadas pela subnutrição e pelas doenças. São os operários de fábricas que, por reivindicarem salários mais justos, foram demitidos, perseguidos, e seus líderes, dados por desaparecidos.
Todos esses são caídos. É Jesus que, ao largo da via-sacra histórica, vai novamente caindo. Ele já ressuscitou e está na glória de seu Pai. Mas sua ressurreição não está completa, porque sua paixão na paixão de seus irmãos e irmãs ainda prossegue.

4ª ESTAÇÃO: JESUS SE ENCONTRA COM SUA AFLITA MÃE

NAQUELE TEMPO: JESUS SE ENCONTROU COM SUA MÃE
HOJE: CONTINUA O ENCONTRO DE JESUS COM MARIA

Maria continua se compadecendo de seus filhos e filhas, acompanha-os em seus sofrimentos, reconforta-os com seu olhar de compreensão, de apoio, de aprovação, como fez com seu filho Jesus. Na glória não fica indiferente ao drama dos seres humanos. Como em seu Magnificat, em que toma partido pelos humildes contra os orgulhosos, pelos pobres contra os prepotentes, continua a suscitar mulheres corajosas que se empenham na realização da justiça e na superação das discriminações impostas secularmente à mulher.

5ª ESTAÇÃO: SIMÃO CIRENEU AJUDA JESUS A LEVAR A CRUZ

NAQUELE TEMPO: SIMÃO CIRENEU AJUDOU JESUS
HOJE: SIMÃO CIRENEU CONTINUA A AJUDAR

Nunca faltarão neste mundo espíritos grandes e abnegados que, embora pertencendo a uma classe social mais beneficiada, se solidarizem com aqueles que estão por baixo, façam corpo com suas esperanças e sofram com suas penúrias. Haverá sempre Simões Cireneus, feitos pessoas, feitos classes inteiras, que se prestarão a carregar a cruz do Jesus que sofre e quase sucumbe nas vidas de milhões de trabalhadores e de oprimidos.

6ª ESTAÇÃO: VERÔNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS

NAQUELE TEMPO: VERÔNICA ENXUGOU O ROSTO DE JESUS
HOJE: VERÔNICA CONTINUA A ENXUGAR O ROSTO

Os homens piedosos sempre perguntaram: Onde encontramos Deus? As religiões demarcaram os principais lugares e situações privilegiadas na quais podemos encontrar Deus: na oração, na interiorização, na vida simples e ascética, no serviço desinteressado ao próximo. Os cristãos sabem que encontram Deus na Igreja, em seus sacramentos, nas palavras sagradas das Escrituras, no encontro fraterno e no amor ao próximo.
O manto de verônica nos recorda, pelos séculos afora, a face do Filho do Homem, feito Servo sofredor. Enxugando o rosto do irmão atormentado pela paixão dolorosa da vida, estamos enxugando o rosto de Jesus que continua a se apresentar dolorido à compaixão amorosa dos homens.

7ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ

NAQUELE TEMPO: JESUS CAIU PELA SEGUNDA VEZ
HOJE: JESUS CONTINUA CAINDO

Há tantos que foram de tal forma golpeados pela vida e sofreram tão clamorosas injustiças que não conseguem mais crer na esperança. Outros foram tão profundamente marcados pelas desgraças, especialmente aquelas provocadas pela maldade humana, que se tornaram céticos e incapazes de aceitar um sentido para a história global. Há os que entregaram os pontos, se cansaram de sublimar, desistiram de esperar e se renderam aos impulsos rudimentares da vida, do prazer e da autodestruição por algum vício. Há um exército de irrecuperáveis, considerados peso morto da história.
Jesus, que foi considerado “a escória da humanidade”(Is 53,3), faz corpo com todos esses. Neles ele continua caindo. É no chão que Jesus os encontra e é aí que quer salvá-los.

8ª ESTAÇÃO: JESUS EXORTA AS MULHERES DE JERUSALÉM
NAQUELE TEMPO: MULHERES CHORAVAM POR JESUS
HOJE: MULHERES CONTINUAM A CHORAR POR JESUS

Se não tivermos um espírito de discernimento, estamos condenados a repetir a mesma tragédia ao largo da história. Assim existem grupos, especialmente dos estratos opulentos da sociedade, que utilizam o símbolo da cruz e o fato da morte redentora de Cristo para justificar a necessidade do sofrimento e da morte e impedir que os oprimidos façam ouvir os clamores das injustiças e as lamúrias de sua humilhação. O apelo à morte redentora do Senhor quer ocultar a iniqüidade daqueles que, precisamente por suas práticas e interesses egoísticos, provocam a cruz e a morte nos outros.

9ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ

NAQUELE TEMPO: JESUS CAIU NOVAMENTE
HOJE: JESUS CAIRÁ SEMPRE

Há muitos que vivem distantes de Deus por seus pecados. Sofrem porque gostariam de estar na proximidade da graça e não conseguem. Caem e recaem. Um mecanismo pecaminoso os envolve e os atira continuamente à mesma iniqüidade. Converter-se-iam se lhes fossem dadas a força e as condições da liberdade. Estes não estão longe de Deus nem do reino. O reconhecimento humilde de sua situação de que os pode lançar nas mãos misericordiosas do Pai. Estão por terra, mas não se afogou a esperança.

10ª ESTAÇÃO: JESUS É DESPOJADO DE SUAS VESTES

NAQUELE TEMPO: JESUS FOI DESNUDADO
HOJE: JESUS CONTINUA A SER DESNUDADO
O ser humano pode, mesmo violado, conferir um sentido à sua desgraça. Não se deixa vencer e tomar pelo mal: vence o mal pelo bem; pode oferecer a vida como perdão aos inimigos e como sacrifício para Deus. O mártir de outrora podia dizer, face aos que lhe infligiam torturas: “Estas não são torturas, impostas por causa de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas são unções”, pois “no caminho da libertação a morte é a mais sublime festa”. Nesses vilipendiados é vilipendiado Jesus Cristo, que está sofrendo com os homens até o final dos tempos.

11ª ESTAÇÃO: JESUS É PREGADO NA CRUZ

NAQUELE TEMPO: JESUS FOI CRUSCIFICADO
HOJE: JESUS CONTINUA SENDO PREGADO NA CRUZ

Não há estações suficientes nesta via dolorosa que possam retratar todas as formas pelas quais o Senhor continua sendo perseguido, aprisionado, condenado e novamente crucificado. Mais que sofrer, Jesus prossegue o seu oferecimento aos irmãos e a Deus, continua a perdoar e persiste em amar a todos até o fim.

12ª ESTAÇÃO: JESUS MORRE NA CRUZ

NAQUELE TEMPO: JESUS MORREU ABANDONADO NA CRUZ
HOJE: JESUS CONTINUA MORRENDO NA CRUZ

Quem se coloca no seguimento de Cristo se compromete a participar de sua vida e de seu destino. Como Jesus, entende a existência não como algo a se gozar egoisticamente, mas como serviço aos outros, especialmente aos mais necessitados. Esse serviço pode implicar o sacrifício pode implicar o sacrifício da própria vida, como expressão de amor e de liberdade.

13ª ESTAÇÃO: JESUS É DESCIDO DA CRUZ

NAQUELE TEMPO: MARIA CHOROU SEU FILHO
HOJE: MARIA CONTINUA CHORANDO SEUS FILHOS

Diante do corpo inerte do tombado e transpassado pelo empenho numa causa justa, o espírito experimenta que está remetido a um maior que impede o triunfo absurdo. Deve ter um sentido último, definitivo e assegurado para aquele que morreu pelos outros, que escolheu para si o mais difícil por amor da justiça dos pobres e preferiu a morte violenta em lugar da vida sem dignidade.


14ª ESTAÇÃO: JESUS É DEPOSITADO NO SANTO SEPÚLCRO

NAQUELE TEMPO: JESUS FOI SEPULTADO
HOJE: JESUS CONTINUA A SENDO SEPULTADO

Todos os que morrem sacrificados como Jesus, por amor a uma vida mais digna, herdam a plenitude da vida. São como o grão de trigo que, ao morrer, produz vida e, ao ser enterrado, rompe o chão e cresce. É por causa deles que a história continua com suas esperanças e o reino de Deus ganha credibilidade. A plenitude da vida implica a ressurreição.

15ª ESTAÇÃO: JESUS RESSUCITA PARA A VIDA PLENA

NAQUELE TEMPO: A RESSURREIÇÃO COMO TRIUNFO DA JUSTIÇA
HOJE: A RESSURREIÇÃO ESTÁ ACONTECENDO

A quem crê na ressurreição não é mais permitido viver triste. A vida dolorosa do Filho de Deus e de seus irmãos, pelos tormentos deste mundo, tem sentido um sentido certo. Somos destinados e chamados a viver plenamente, alegres na esperança, confiados no amor e reconciliados com o mundo, com os irmãos e com Deus. Já antegozamos a presença do reino, enquanto ansiosamente esperamos a ressurreição da carne e a vida eterna.

Amém

miércoles, 24 de marzo de 2010

Parar na vida
E ir ao deserto
Do coração


Onde posso descansar escutando a verdade do Criador
A cada batida do pulsar das veias
Irrompendo da força do Espírito Santificador

Ir ao deserto
Levantar vôo e elevar-me, esvaziar-me, abandonar-me
Perder-me, esquecer-me e descobrir-me em Deus
Reunir as energias, as forças da alma
Revestindo-me da Luz santa que incendeia e fortifica
Para vencer as lutas e as tentações
Onde as lamúrias, os conflitos, erros e fracassos
São digeridos e minguados
Onde se removem as máculas contíguas, ocultas do inconsciente
Fazendo revelar, pouco a pouco
O claro sorriso de quem aguarda a real promessa

Lá posso tocar os sentimentos
Ser livre, decidir, evitar, atravessar e atingir
Solidarizar, dar-me ao mundo
Porque o mundo vem a mim
Do tamanho do deserto
Do coração

Caminhar e caminhar
Neste lugar deserto
De céu e de chão, sem norte
Onde atravessar
Já é o chegar de cada segundo
De um mundo que não tem fim

Hno. Gleidson Forte, SSS


martes, 23 de marzo de 2010

30 anos do assassinato de Dom Oscar Romero em El Salvador

Esta Quarta-feira, 24 de Março, completa 30 anos sobre o dia em que D. Oscar Romero, Arcebispo de San Salvador, foi morto a tiro enquanto celebrava a Eucaristia na capela do hospital Divina Providência, na capital salvadorenha.

O Cardeal Roger Etchegaray, presidente emérito do Conselho Pontifício Justiça e Paz, no prefácio do livro “Oscar Romero: um Bispo entre a guerra-fria e a Revolução”, afirma que o Arcebispo salvadorenho “foi assassinado por denunciar a violência das partes envolvidas” na guerra civil que opôs o governo e a guerrilha.

“Foi morto numa sociedade que mergulhava confusamente na guerra civil, porque há muito se havia frustrado os anseios por justiça, e ambas as partes não viam outro caminho a tomar que não o das armas”, assinala.

D. Vincenzo Paglia, Bispo de Terni-Narni-Amelia (Itália), postulador da causa de beatificação, considera que “Dom Romero foi vítima da polarização política, que não deixava espaço para a sua caridade e pastoral”.

“Contrário à violência, tanto por parte do governo militar como da guerrilha, viveu, na condição de pastor, o drama do seu rebanho”, precisa.

A causa de beatificação de Oscar Arnulfo Romero, cujos restos mortais jazem na Catedral da capital salvadorenha, iniciou a sua fase diocesana em 1994, que foi concluída em 1996.

O processo foi então apresentado ao Vaticano, no mesmo ano, e em 1997 foi recebido por Roma o decreto por meio do qual a causa era oficialmente aceite como válida.

D. Oscar Arnulfo Romero nasceu em Ciudad Barrios, no dia 15 de Agosto de 1917. A 4 de Abril de 1942 foi ordenado sacerdote em Roma, sendo posteriormente pároco em diversas localidades de San Miguel. No dia 3 de Fevereiro de 1977 foi nomeado bispo da Arquidiocese de San Salvador.

Perante a violência que varria o seu país, começou a usar as homilias de Domingo para denunciar os massacres e defender os agricultores pobres e indefesos. Pelo seu apostolado em favor da Paz e dos direitos humanos foi nomeado para o Prêmio Nobel da Paz em 1979.

No dia 24 de Março de 1980, enquanto celebrava Missa na capela do Hospital da Divina Providência, na capital de El Salvador, D. Oscar Romero foi assassinado com um tiro no coração. Um dia antes de ser assassinado, dirigia-se aos soldados na homilia dominical: “Em nome de Deus, em nome do povo sofredor, peço-vos, imploro-vos, ordeno-vos em nome de Deus: parai a repressão”.

O 24 de Março é celebrado como Dia de oração e jejum pelos missionários mártires: bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos que perderam a vida no cumprimento da sua missão de evangelização e promoção humana.

Fonte: Zenit

viernes, 19 de marzo de 2010

São José e o tema da justiça - Por Ir. Gilton Holanda, SSS

Anualmente, no dia 19 de agosto, a Igreja celebra a festa litúrgica de um dos santos mais populares do calendário católico. São José, pai adotivo de Jesus, patrono dos trabalhadores e da igreja universal é modelo para muitas famílias e ícone da fé popular brasileira.

Interessante é que essa enorme devoção não data de período recente. Já nos primeiros tempos da era cristã, no Oriente, começava essa piedade ao homem que acolheu Maria como esposa mesmo não sendo o pai biológico do filho que ela estava gestando. No Egito, por exemplo, ao redor do século IV, se escreveu um célebre testemunho chamado A história de José, o carpinteiro resgatando elementos da vida desse personagem que combina paradoxalmente a popularidade devocional contrastada com a falta de abundantes testemunhos a seu respeito.

Porém, se nos voltarmos às informações oferecidas pelos relatos bíblicos do Primeiro Testamento, ainda que sejam parcos, elas não deixam de nos brindar dados valiosos sobre sua personalidade (Cf. Mt 1, 16.18-25; 2, 13-15.19-23; Lc 1, 27; 2, 4S; 2, 16; 4, 22). Nesse caso, a quantidade cede espaço para a qualidade. Dentre esses, nos parece capital o de Mt 1, 19 que confere a figura de José o adjetivo de .

Ao contrario do que vemos nos demais evangelistas, onde essa figura é aparentemente esquecida, Mateus concede uma virtude central a José. Ao chamar o pai putativo de Jesus como <> lhe é conferido uma dignidade que não foi dada a qualquer personagem bíblico. Justiça é a palavra chave do modo em que o evangelista em questão entende o discipulado cristão. Seguir a Jesus não é questão de confessar oralmente que se crê no homem-Deus de Nazaré, antes é adquirir uma postura justa diante a vida.

Assim, José não é somente o piedoso homem que recebe a Maria por esposa a fim de que ela não seja condenada pelos costumes e tradições de seu tempo. O carpinteiro, mais que tudo, condensa o ideal daqueles que decidem seguir o difícil caminho da fé por meio da obediência à vontade de Deus, que exige inocência e equidade.

Instrutivo é que o próprio termo justiça, do latim iustitia, porta um sentido de santidade, pureza, vontade divina (Cf. Schrader, Mommsen y Breal). No Direito Romano, a igual, justiça se referia a “arte e conhecimento das coisas divinas e humanas e a ciência do justo e do injusto” (Montoro, A. F.; Maria, S.).

São José foi justo porque soube equilibrar os valores que vem da fé com aqueles inerentes a vida. O absoluto não poderia ser a tradição com sua rigidez característica. Tampouco a concessão à permissividade que corrompe a dignidade da pessoa. Ele soube respeitar a dimensão corporal, psicológica, social e religiosa de uma mulher que, acima de qualquer projeto divino, estava inserida em um contexto determinado por uma ética legalista.

Nestes termos, José não somente interessa aos cristãos, antes de tudo ele é referencia para qualquer pessoa preocupada com uma ética natural ou fundamental. Fazer a vontade de Deus não é coisa estranha aos valores presentes nos bons humanismos. Se para o evangelista Mateus piedade caminha junto com justiça, coisa que o santo carpinteiro soube conciliar, para qualquer ser humano de boa vontade é permitido o direito de se inspirar nesse exemplo de respeito e amor pelo próximo. Assim que não foi por acaso que o Papa Benedito XV o declarou como patrono da justiça social.

Por tudo isso, resta-nos a tarefa de nos servir do testemunho dessa figura singular que plasmou sua vida segundo os critérios que vem de Deus e se inserem no bem viver humano. Certamente teríamos um mundo mais afinado aos princípios básicos que velam pela dignidade da pessoa humana. Feliz dia de São José!

Ir. Gilton Holanda, SSS

Padre Carlitos, SSS


jueves, 18 de marzo de 2010

Mis días en el Escolasticado “San Pedro Julián Eymard” - Por P. Carlitos, SSS


Deseo hacer llegar a Ustedes mi experiencia durante estos diez días en el Escolasticado

A modo de síntesis podría decir que han sido días de paz, de alegría comunitaria y de muchas esperanzas. Esperanza espiritual como también esperanza en el futuro de nuestra Congregación SSS en Latinoamérica.

La oportunidad de compartir con Ustedes la Eucaristía, la Oración ante el Santísimo, Acto Penitencial, reflexiones y el mismo compartir con la comunidad, ya sea en la mesa y otros momentos, me ha llenado de satisfacciones al ver que es posible la formación de nuestros Religiosos a nivel Internacional, a pesar de las distintas culturas.

Agradezco la apertura de cada uno de Uds., en recibir con alegría y entusiasmo a quienes los visitan, integrándolos en la Comunidad como si fueran parte de la familia, es un gesto muy Eucarístico, del cual tengo la certeza que allí comienza la alegría comunitaria que nos lleva a vivir la gracia del perdón.

He compartido también algunas salidas, como la subida a Monserrate y a la localidad de Guatavita y otros lugares de la ciudad de Bogotá, siempre acompañado de la amabilidad de algunos de Uds., que se han puesto a disposición como hermanos.

Sin lugar a dudas que voy a partir con la satisfacción de haber encontrado una comunidad de hermanos que lucha y busca el camino de vivir como verdaderos Religiosos SSS.

Solo me resta agradecer a Dios y a Ustedes estos días vividos y alentarlos a continuar por esta senda que el Señor les ha señalado para alegría y felicidad de quienes los rodean y con el testimonio de Religiosos logren que el Reino de Cristo se haga presente en este mundo.

¡Muchas gracias hermanos!
P. Carlitos, SSS