Blog de comunicación del Escolasticado Latinoamericano Sacramentino

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domingo, 21 de febrero de 2010

Ir ao deserto do coração...



...Onde há um solo e um firmamento
Imensos, sem fim
Um recinto sagrado, lugar aberto, desdobrado
Sem trilhas, apoiadas em esquemas intelectivos, que imobilizem os afetos
Apenas um intento: atravessá-lo, sempre e mais

Ir ao deserto
Passo por passo, pedra por pedra, montanha por montanha
Transitar nos horizontes da mente e do espírito
E adentrar em suas migalhas sensitivas
Traspassar a mim mesmo
Volatilizar os condicionamentos lançando-os ao vento
Desnudar o olhar obnubilado
[1]
Ver o invisível, o oculto do mistério, e contemplar o íntimo do íntimo
O EU que sou sem metade nem pedaços...


Ir. Gleidson, sss


[1] Obscuro; envolver a vista, como que numa nuvem densa; turvo.

2 comentarios:

  1. "Ver o invisível, o oculto do mistério, e contemplar o íntimo do íntimo"
    Esta semana em que a liturgia nos conduz aos nossos desertos, vou rezar tambem seu poema. Ver o oculto, contemplar o intimo. A oracao me fará viver a riqueza desse tempo. Parabens pelo mistica ajuda, Gleidson. P. Francisco Junior, SSS

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  2. Gleidson, lindo poema!
    "Apenas um intento: atravessá-lo, sempre e mais" para descobrirmos o essencial, supérfluo e prejudicial e principalmente as sugestões de Deus dentro de nós.
    A mística do deserto , fonte de maturidade cristã...
    Continue esvrevendo...
    Viviane

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