Blog de comunicación del Escolasticado Latinoamericano Sacramentino

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martes, 31 de agosto de 2010

Queridos da família sacramentina,

nos dias 28 e 29 de agosto aconteceu a reunião da Coordenação Provincial dos Leigos e Leigas Sacramentinos, em Belo horizonte, na casa paroquial da Boa Viagem.

A Coordenação Provincial, Liduina e Nelo (coordenação), José Carlos e Normandes (tesouraria), Marcelo Lacerda e Marilda (secretaria), acolhidos fraternalmente pelos religiosos Ir. Marcelo, SSS (coordenador nacional) e Padre Francisco Junior, SSS (superior provincial), trabalhou com disposição os assuntos da pauta da reunião.

Contamos, também, com a presença da Glória e Viviane, do SAVLS Provincial que trabalham com entusiasmo na promoção vocacional sacramentina nos quatro cantos da Província Santa Cruz.

Estamos felizes com a presença do nosso provincial, Pe. Francisco Junior, SSS, que caminha cheio de esperanças com toda a "família sacramentina". Temos certeza e confiança na bondade de Deus que nos chama e anima nossas vidas "Deus chama a gente pra um momento novo...", assim, vamos juntos "aos caminhos de Deus, vamos todos, terra boa de se caminhar!...

O tempo é nosso, tempo de eucaristizar, e todos somos chamados, "Respondendo à vocação recebida no Batismo, testemunhamos Cristo no meio da sociedade humana e, a partir da Eucaristia, fonte e ápice de toda a evangelização, animamos evangelicamente todas as realidades humanas" (Projeto de Vida, Nosso ideal).

Dentre os assuntos da pauta, destacamos o tema do regimento da associação dos leigos e leigas sacramentinos, votado na 2ª assembleia de julho, a caminhada das comunidades de leigos(as), o plano de formação dos leigos(as), dentre outros, e começamos a pensar a próxima assembleia para 2011. Todos são esperados!!!

Partilharemos com vocês os acontecimentos.

Celebramos a Eucaristia, Dom de Deus, no sábado, 28, na capela da casa paroquial, lembrando que o Senhor nos convida a servir com humildade e com o coração acolhedor.

Muitos abraços, com carinho fraterno.
Marilda do Rosário Dias
Secretaria da coordenação provincial dos leigos e leigas sacramentinos

domingo, 29 de agosto de 2010

Dia do Catequista 2010

O último domingo de agosto é o Dia do Catequista.
É com admiração, reconhecimento e gratidão que a Igreja celebra essa festividade. Celebrar o Dia do Catequista é sempre uma graça, motivo de alegria e de reflexão mais profunda sobre o ser do catequista sua vocação e missão na Igreja e sociedade.

Secretário da CNBB: aborto é um crime que clama aos céus

O secretário geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara Barbosa, reafirmou a “posição inegociável” da Igreja “de defesa intransigente da dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”.

O bispo divulgou uma nota em que contesta o jornal O Estado de S. Paulo, que publicou matéria afirmando que Dom Dimas “admitiu que os católicos votem em candidatos que são favoráveis ao aborto”.

“Foi com desagradável surpresa que vi estampada minha fotografia no topo da página A7 da Edição de hoje, sexta-feira, 20 de agosto, com a nota de que eu teria admitido que os católicos votem em candidatos que são favoráveis ao aborto”, afirma o bispo na nota.

“O aborto é um crime que clama aos céus, um crime de lesa humanidade”, afirmou. Segundo Dom Dimas, os católicos “jamais poderão concordar com quaisquer programas de governo, acordos internacionais, leis ou decisões judiciais que venham a sacrificar a vida de um inocente, ainda que em nome de um suposto estado de direito”.

De acordo com o bispo, o contexto que deu origem à manchete em questão é uma reflexão que ele fazia em torno da diferença entre eleições majoritárias e proporcionais.

“No caso da eleição de vereadores e deputados (eleições proporcionais), o eleitor tem uma gama muito ampla para escolher. São centenas de candidatos, e seria impensável votar em alguém que defenda a matança de inocentes, ainda mais com dinheiro público”, explica.

“No caso de eleições majoritárias (prefeitos, senadores, governadores, presidente), a escolha recai sobre alguns poucos candidatos. Às vezes, sobretudo quando há segundo turno, a escolha se dá entre apenas dois candidatos. O que fazer se os dois são favoráveis ao aborto? Uma solução é anular o próprio voto. Quais as conseqüências disso? O voto nulo não beneficiaria justamente aquele que não se quer eleger?”

Segundo Dom Dimas, trata-se de “uma escolha grave, que precisa ser bem estudada, e decidida com base numa visão mais ampla do programa proposto pelo candidato ou por seu Partido, considerando que a vida humana não se resume a seu estágio embrionário”.

“Na luta em defesa da vida, o problema nunca é pontual. As agressões chegam de vários setores do executivo, do legislativo, do judiciário e, até, de acordos internacionais. E chegam em vários níveis: fome, violência, drogas, miséria...”
“São as limitações da democracia representativa. Meu candidato sempre me representa? Definitivamente, não! Às vezes, o candidato é bom, mas seu Partido tem um programa que limita sua ação.”

Por isso – prossegue o bispo –, o exercício da cidadania “não pode se restringir ao momento do voto. É preciso acompanhar, passo a passo, os candidatos que forem eleitos”.

Dom Dimas deseja “que o Senhor da Vida inspire nossos eleitores, para que, da decisão das urnas nas próximas eleições, nasçam governos dignos do cargo que deverão assumir. E que o cerne de toda política pública seja a pessoa humana, sagrada, intocável, desde o momento em que passa a existir, no ventre de sua própria mãe”.
Fonte: ZENIT

Escolhas e líderes

O cenário eleitoral está projetando luzes sobre as escolhas que serão feitas nas eleições deste ano - e também acerca dos líderes que, corajosamente, põem seus nomes para serem sufragados nas urnas. Em questão não está apenas o juízo que se pode emitir sobre os nomes que deverão preencher cargos no Executivo e Legislativo. Sem dúvida, este é um capítulo fundamental no processo eleitoral. Não se pode “comprar gato por lebre”. Nesse sentido, é fundamental que os candidatos se mostrem e se deem a conhecer nos seus pensamentos e posições, fora da ribalta do marketing que os emoldura defensivamente e das maquiagens que ajudam muito na amostragem de feições e de contornos que podem não corresponder à realidade.

Os debates são importantes para o conhecimento indispensável na elaboração de critérios nas escolhas a serem feitas. É necessário conhecer bem o candidato, sua posição a respeito de temas pertinentes, como a defesa da vida, a justiça, o aborto, os direitos humanos. Não basta emoldurar o candidato apenas no bojo da ideologia partidária, com suas inconsistências próprias, nem somente respaldar o candidato pelos feitos, tomado como garantia de que ele será bom por isso. Cada etapa da história supõe, portanto, respostas próprias e novas e precisa contar, para além daquilo que já se fez, com a competência própria daquele que se propõe a governar e a representar o povo.

Este desafio está posto à sociedade que precisa aplicar critérios mais exigentes aos nomes que estão sendo oferecidos neste pleito eleitoral. Na verdade, as eleições de 2010 representam mais uma oportunidade para evidenciar traços muito peculiares da cultura brasileira no exercício da liderança e no âmbito das escolhas que determinam caminhos novos para a sociedade e suas instituições. O evento das eleições se findará com os resultados que vão determinar rumos na sociedade brasileira na próxima etapa de sua história. Importa também emitir juízos a respeito da cultura subjacente no exercício da liderança e o que dá consistência às escolhas da sociedade.

O momento eleitoral explicita muitas inconsistências e porosidades existentes na nossa cultura quando se trata de escolhas e de líderes. Lembra “sol forte em monturo depois da chuva”. Além de juízos a respeito de nomes a serem sufragados, a oportunidade nos convida a refletir, avaliar e ter novas compreensões sobre a prática da liderança. Ainda é comum atrelar o exercício da liderança com a distribuição de benesses e favores. Há líderes obsoletos que continuam, em muitas circunstâncias, perpetuando a mentalidade coronelista própria dos antigos fazendeiros e senhores de engenho. Estes líderes não reconhecem e não são capazes de lidar com as novidades das compreensões corporativas na condução de processos – independentemente da instituição em que se encontram, religiosa, política, pública, privada, são todos semelhantes. A visão é da manutenção de dinâmicas que perpetuam, na condição de refém, os destinatários das benesses e favores, na contramão da liberdade e da autonomia como características inegociáveis da cidadania deste tempo. O tecido cultural no desempenho das lideranças na sociedade brasileira ainda está enrijecido por presenças e atuações que estão atravancando os necessários avanços. Ainda existe uma mentalidade que luta para manter funcionamentos e dinâmicas que, ilusoriamente, pretendem conservar domínios que são em si arcaicos. Ainda existem tentativas de perpetuar modelos de lideranças que já não contam mais e que se mantém à custa da mediocridade dos que não ousam mudanças e ainda sonham com retornos irrealizáveis. A prática obsoleta da liderança, presente na cultura subjacente da sociedade contemporânea, é responsável pelo envelhecimento de instituições, seu uso em proveito próprio e dos seus correligionários e familiares. No cenário nacional é fundamental avaliar, criteriosamente, os contextos sociais e institucionais - onde estão os prejuízos cometidos pelos líderes que entortam escolhas e perpetuam um “modus vivendi” contrário às necessidades e expectativas da sociedade.
Este momento eleitoral, além de eleger nomes, precisa projetar nova cultura nas escolhas e nos líderes, avançando em conquistas condizentes com a história do povo brasileiro.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

sábado, 28 de agosto de 2010

Papa discute caminhos seguidos desde o Concílio Vaticano II

Reformismo, ruptura e continuidade são as palavras-chave para o debate, defendem teólogos portugueses. Os caminhos seguidos desde o Concílio Vaticano II (1962-1965), que mudou o rosto da Igreja no século passado, estão em debate no encontro anual de Bento XVI com os seus antigos alunos, o chamado “Ratzinger Schülekreis”. De 27 a 30 de Agosto, em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, 40 participantes discutem a necessidade de continuidade e de ruptura com os ensinamentos deste encontro conciliar, que reuniu mais de 2000 prelados de todo o mundo.
Em declarações à Agência ECCLESIA, o padre Henrique Noronha Galvão, antigo aluno de Bento XVI e presença habitual nestes encontros - retido em Portugal por motivos de saúde -, revelou que as conferências vão focar-se na interpretação do Concílio e na reforma litúrgica. O primeiro dia vai ser reservado ao debate entre os participantes, enquanto que para 28 de Agosto está agendada a discussão teológica com o Papa.
“Costumo dizer que Jesus Cristo tem direitos de autor sobre a Igreja, pelo que esta não é uma associação que a dada altura possa rever os estatutos e recriar tudo a partir de nada”, salienta o professor jubilado da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. Frei José Nunes, também docente naquela escola, considera que Bento XVI se situa numa “linha reformista” relativamente às intuições conciliares: “Ele pensa e sente que o Vaticano II ainda tem as suas virtualidades, e portanto há que o explorar”. Entre os católicos, explica, distinguem-se pelo menos três perspectivas face às conclusões do Concílio: a corrente “restauracionista” defende o regresso da Igreja ao período anterior ao Vaticano II, enquanto que no outro extremo há quem pretenda ultrapassar a letra dos seus textos.
Segundo Fr. José Nunes, o Papa optou pela via “reformista”, “a mais aceite pela generalidade dos cristãos”, advogando a aceitação do Vaticano II com uma “cautela” talvez excessiva: “Penso que em alguns aspectos a Igreja haveria de ser um pouco mais ousada”, sobretudo “no diálogo com o mundo” e na “organização intra-eclesial”. Depois de recordar que o Papa “foi um homem do Concílio”, o teólogo Juan Ambrosio sustenta, por seu lado, que é “urgentíssimo revisitar o Vaticano II”, extraindo todas as suas consequências ao nível da comunhão, inserção no mundo e participação na construção da História.“Há grandes intuições que é preciso revisitar, levando-as para diante e não para trás, para antes do Concílio”, frisa o professor da Faculdade de Teologia da UCP. Juan Ambrosio não preconiza a abertura de um novo concílio à imagem do Vaticano II, com uma assembleia fechada e reunida ao longo de vários anos, mas pensa que a Igreja deve aderir a uma dinâmica semelhante à dos sínodos dos bispos, que, diferentemente destes, abranja todos os fiéis. “Teríamos de ter a coragem de que o governo da Igreja não fosse executado apenas pela hierarquia. Teríamos que ensaiar caminhos com outras formas de participação que não fossem meramente colaborativas, mas que dessem protagonismo a outras sensibilidades”, realça o docente.
Ao olhar para a realidade nacional, Juan Ambrosio diz que a Igreja tem “muito caminho a fazer” para se tornar “mais madura e interventiva”, correspondendo deste modo a uma das principais orientações conciliares. Para o Frei José Nunes, a Igreja deveria “ser simples ao ponto de fazer experiências”, que posteriormente “seriam avaliadas”, aceitando-se a possibilidade de recusar essas tentativas ou de proceder a remodelações nas estruturas eclesiais, caso elas fossem bem sucedidas. “Não devemos ter medo de aceitar que na vida pastoral também caminhamos por experimentação. Essa perspectiva dá logo uma grande liberdade e tira o carácter de perigosidade de alguma medida que fosse errada”, conclui Frei José Nunes.

Todos chamados à mística

Entrevista com o carmelita Pe. Luigi Borriello, OCD
Por Miriam Díez i Bosch

O Pe. Luigi Borriello entende de místicos. Não somente porque sua família religiosa é a Carmelita, privilegiada por ter Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz ou Edith Stein, mas porque, além disso, este professor de teologia em várias universidades de Roma e consultor em diversas congregações vaticanas é codiretor do "Dicionário da Mística", da editora vaticana.

Para o Pe. Borriello, a mística não é um aspecto secundário da teologia; e é preciso esclarecer o que é a "mística cristã", em um momento no qual vemos que todas as religiões se interessam pelo tema.

ZENIT: Os místicos têm fama de ser de outro mundo, mas o senhor diz que não é verdade.
Pe. Borriello: Os místicos são homens e mulheres deste mundo. Hoje, há uma tendência a banalizar a mística, como se fosse algo de outro mundo, que não tem nada a ver conosco. E não é assim. Além disso, a experiência dos místicos se encaixa na Igreja e está relacionada com a fé, não é alheia a ela. A experiência mística não pode se separar da fé, só pode acontecer nela. Tal experiência requer uma teologia mística, uma reflexão que tem como base a própria mística. Hoje existe uma persistência do fato místico, faz parte do pós-modernismo. Esta riqueza mística universal se reencontra na religiosidade ocidental e na oriental. E a oriental exerce uma grande influência no Ocidente.
Também no clima atual de crise, confusão e sincretismo, dá-se a tentação de confundir a autêntica natureza da mística com realidades New Age ou Next Age. Religião e misticismo são realidades diferentes e é preciso fazer essa distinção.

ZENIT: De fato, muitos buscam no Oriente o que a mística cristã já oferece.
Pe. Borriello: Efetivamente. É um paradoxo: muitos cristãos não conhecem a riqueza da tradição mística própria e recorrem ao Oriente, buscando o que está no interior dessa tradição.
Por outro lado, é importante recordar que em toda experiência mística há uma mistagogia: você também pode fazer experiência como o outro; ainda que o místico seja reservado, o que diz é para todos. Neste sentido, temos que dizer que todos nós estamos chamados à santidade e à mística. E a experiência mística é um convite ao testemunho.

ZENIT: A mística cristã, ainda que seja fusão, reconhece o "Tu" de Deus, sempre.
Pe. Borriello: Sim: não é a dissolução, é o encontro. A mística cristã se caracteriza pela Encarnação, que sempre é um dom, não é algo que o ser humano conquista. Nela, o Tu, a dualidade de Deus que se dá e do homem que acolhe, ainda que haja fusão, sempre se reconhece o outro. Estamos falando de dualidade na unidade, como um matrimônio espiritual: os dois se reconhecem sempre, não se confundem, conservam sua própria identidade.

ZENIT: Seria apropriado desejar viver uma experiência mística?
Pe. Borriello: Não se trata de pedir isso, mas de acolher quando acontece, se acontecer. A experiência é uma categoria que se usa em todas as disciplinas. Eu prefiro que se fale de experiência mística, é algo que Deus dá ao homem que a recebe passivamente e, de fato, faz um esforço ao acolhê-la; é o que João da Cruz chama de "a noite".
Há uma colaboração na acolhida, mas a iniciativa é sempre de Deus, que se dá a conhecer. E a revelação maior acontece em Jesus Cristo; portanto, a experiência mística sempre é cristocêntrica e trinitária. E se revela exclusivamente de forma gratuita, sem nossos méritos.

jueves, 26 de agosto de 2010

Papa volta a falar de Agostinho, seu santo preferido

A poucos dias da data em que a Igreja Católica celebra a memória de Santo Agostinho e sua mãe, Santa Mônica, Bento XVI voltou a dedicar-lhe uma catequese, durante a audiência geral celebrada nesta quarta-feira na residência de Castel Gandolfo.

O Papa reconheceu junto aos peregrinos, muitos dos quais não puderam aceder ao pátio interior por falta de espaço, sua predileção pelo santo bispo de Hipona, ao lado de São José e São Bento, de quem leva o nome. “Santo Agostinho, que tive o grande dom de conhecer, por assim dizer, muito de perto, através do estudo e da oração”, tornou-se “um bom ‘companheiro de viagem’ na minha vida e no meu ministério”, disse.

Esse santo “um homem que nunca viveu com superficialidade; a sede, a busca inquieta e constante da Verdade é uma das características fundamentais de sua existência”. “Não, porém, das ‘pseudo verdades’ incapazes de levar paz duradoura ao coração, mas daquela Verdade que dá sentido à existência e é “a morada” em que o coração encontra serenidade e alegria.”

O caminho de vida de Agostinho, recordou o Papa, “não foi fácil, nós sabemos: pensava em encontrar a Verdade no prestígio, na carreira, na posse das coisas, nas vozes que lhe prometiam felicidade imediata”. Ele “cometeu erros, atravessou a tristeza, enfrentou insucessos, mas nunca parou, nunca se satisfez com aquilo que lhe dava apenas um vislumbre de luz; soube perscrutar o íntimo de si e percebeu, como escreve nas Confissões, que aquela Verdade, que o Deus que buscava com suas próprias forças era mais íntimo de si que ele próprio”.

Segundo Bento XVI, “Santo Agostinho compreendeu, em sua busca inquieta, que não era ele quem havia encontrado a Verdade, mas a própria Verdade, que é Deus, tinha-o buscado e encontrado”.
Bento XVI citou uma virtude de Agostinho como exemplo para os homens e mulheres de hoje: a capacidade de fazer silêncio. Trata-se de “uma ideia fundamental no caminho para a Verdade: as criaturas devem silenciar, deve prevalecer o silêncio, em que Deus pode falar”. “Isso é verdade ainda mais em nosso tempo: há uma espécie de medo do silêncio, do recolhimento, do pensar as próprias ações, do sentido profundo da própria vida, frequentemente se prefere viver o momento fugaz, iludindo-se de que traz felicidade duradoura, prefere-se viver assim pois parece mais fácil, com superficialidade, sem pensar; há medo de buscar a Verdade ou talvez haja medo de que a Verdade seja encontrada, que agarre e mude a vida, como aconteceu com Santo Agostinho.”

Seguindo a trilha de Santo Agostinho, o Papa convidou todos, também “os que vivem um momento de dificuldade no seu caminho de fé, os que participam pouco da vida da Igreja ou os que vivem ‘como se Deus não existisse’”, a que “não tenham medo da Verdade, não interrompam o caminho para ela, não deixem de buscar a verdade profunda sobre si e sobre as coisas, com os olhos interiores do coração”.
“Deus não falhará em oferecer a Luz para fazer ver e Calor para fazer sentir, ao coração que ama e que deseja ser amado”, afirmou.

Por outro lado, da mesma forma que Santo Agostinho o acompanhou em sua vida pessoal, o Papa propôs aos presentes que encontrem seu “santo companheiro” de viagem na vida. “Todos devem ter algum santo que lhe seja familiar, para senti-lo próximo por meio da oração e intercessão, mas também para imitá-lo”, disse.
Fonte: ZENIT

DIA 6 DE SETEMBRO, O 16º GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS EM FORTALEZA

No dia 6 de setembro, a partir das 15 horas, será realizado o 16º Grito dos Excluídos e Excluídas, no Centro de Fortaleza. O Grito já faz parte do calendário das lutas sociais do povo como forma de manifestação organizada, criativa e construída em mutirão pelas forças vivas da nossa cidade: comunidades, paróquias, áreas pastorais, movimentos populares, sociais, sindicatos, estudantes e diversas pessoas de boa vontade.
A programação deste ano consta de uma caminhada por algumas praças em que os excluídos passam, estão, convivem e até moram: Praça dos Mártires, de onde seguirá para a Praça da Igreja do Rosário e de lá para a Praça do Ferreira, onde será encerrado o evento por volta das 19 horas. Em cada praça serão realizadas manifestações socioculturais “em que diremos unissonamente: Vida em primeiro lugar. Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular.
Os organizadores do movimento esperam contar com a presença de cada pessoa que acredita numa sociedade construída sobre rocha firme: justiça, partilha, participação... numa palavra: VIDA!
A programação 1. Roteiro Saída da Praça dos Mártires - parada na Igreja do Rosário - encerramento Praça do Ferreira. Programação Praça dos Mártires - (Passeio Público) Concentração às 15h30min com acolhida, mística de abertura às 16h, fala do animador (embasada na história do lugar). Grito dos Mártires - Apresentação cultural - grupo Frei Tito de Alencar, saída às16h20. Igreja do Rosário - Chegada às 16h40, Introdução do animador. Grito dos Negros - Apresentação cultural com a Pastoral Afro, animação com cantos e saída para a Praça do Ferreira, às 17 horas. Praça do Ferreira - Chegada às 17h10, com Animação, cantos, palavras de ordem feitas pelo animador. Grito da Rua - Pastoral do Povo da Rua e Pastoral do Menor. Grito das Mulheres - Grupo formado por vários segmentos que trabalham com essa temática - Questão da remoção das famílias por causa da Copa 2014 - Comitê da Trilha. Animação com cantos e palavras de ordem feitas pelo animador. Fala final de cunho político.
Encerramento com distribuição de pães e cantos. Informações com Fernanda Gonçalves pelo o telefone (85) 88726947.

Teresa de Calcutá, “dom inestimável para o mundo”, afirma Papa

Mensagem de Bento XVI pelo centenário do nascimento da Madre Teresa
A Madre Teresa, "modelo exemplar das virtudes cristãs", foi em vida um "dom inestimável" para o mundo e continua sendo "por meio do amoroso e incansável trabalho de suas filhas espirituais".

Assim afirma o Papa Bento XVI, em uma mensagem enviada a Sor Mary Prema, superiora das Missionárias da Caridade, a congregação fundada pela Madre Teresa, por ocasião do centenário do nascimento da religiosa, que é comemorado hoje no mundo inteiro.

Na mensagem, divulgada hoje pela Rádio Vaticano, o Papa convida as filhas espirituais da Madre Teresa a seguirem seu exemplo. "Respondendo com confiança ao chamado direto do Senhor - diz o Papa -, a Madre Teresa exemplificou diante do mundo as palavras de São João: ‘Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar uns aos outros. Se nos amarmos uns aos outros, Deus está em nós e o seu amor é perfeito em nós' (1 Jo 4, 11-12)."
"Possa este amor continuar a inspirar-vos como Missionárias da Caridade e a doar-vos generosamente a Jesus, que vedes e servis nos pobres, nos doentes, nas pessoas sós e abandonadas."

O Papa conclui exortando as missionárias a "recorrer constantemente à espiritualidade e ao exemplo da Madre Teresa e, seguindo seus passos, a acolher o convite de Jesus: ‘Vinde, sede a minha luz'".
Fonte: ZENIT

lunes, 23 de agosto de 2010

Rezar é aprender a desejar, afirma mensagem pontifícia

"Aprender a rezar é aprender a desejar e, dessa forma, aprender a viver": este é o conselho dado por Bento XVI na mensagem enviada, por meio do seu secretário de Estado, ao Meeting pela amizade entre os povos, inaugurado na cidade italiana de Rimini.

A missiva ao multitudinário encontro convocado pelo movimento Comunhão e Libertação, que reúne durante a semana mais de meio milhão de pessoas, comenta o tema escolhido para esta 31ª edição: "Essa natureza que nos leva a desejar coisas grandes no coração". "Recorda-nos que no fundo da natureza de todo homem - comenta a mensagem pontifícia, lida neste domingo durante a Missa inaugural - se encontra a irreprimível inquietude que o leva a buscar algo que possa satisfazer seu anelo."

"Todo homem intui que precisamente na realização dos desejos mais profundos do seu coração pode encontrar a possibilidade de realizar-se, de encontrar seu cumprimento, de converter-se verdadeiramente em si próprio", acrescenta o texto.

"O homem sabe que não pode responder por si só às suas próprias necessidades. Por mais que acredite ser autossuficiente, experimenta que não é suficiente para ele mesmo. Tem necessidade de abrir-se ao outro, a algo ou a alguém que possa dar-lhe o que lhe falta. Em outras palavras, deve sair de si mesmo rumo àquilo que possa saciar a amplidão do seu desejo", acrescenta.

Pois bem, afirma a mensagem, "o homem se vê tentado frequentemente pelas coisas pequenas, que oferecem uma satisfação e um prazer 'baratos', que satisfazem por um momento e são tão fáceis de alcançar quanto ilusórias, em última instância".

No entanto, "só Deus basta. Só Ele sacia a fome profunda do homem. Quem encontrou Deus, encontrou tudo. As coisas finitas podem oferecer faíscas de satisfação ou de alegria, mas só o infinito pode preencher o coração humano", afirma, citando Santo Agostinho de Hipona: "Nosso coração estará inquieto enquanto não descansar em ti".

"No fundo - sublinha -, o homem só precisa de uma coisa que abrange tudo, mas antes deve aprender a reconhecer, inclusive por meio dos seus desejos e anelos superficiais, aquilo de que precisa verdadeiramente, isto é, o que realmente quer, o que é capaz de satisfazer a capacidade do seu coração."

O desejo de "coisas grandes" deve se transformar em oração", assegura o Pontífice, "expressão do desejo" de Deus frente ao qual "Deus responde abrindo nosso coração a Ele".

"Temos de purificar nossos desejos e esperanças para poder acolher a doçura de Deus." "Rezar diante de Deus é um caminho, uma escada: é um processo de purificação dos nossos pensamentos, dos nossos desejos. Podemos pedir tudo a Deus. Tudo o que é bom. A bondade e a potência de Deus não têm um limite entre coisas grandes e pequenas, materiais e espirituais, terrenas e celestiais."

"No diálogo com Ele, colocando nossas vidas diante dos seus olhos, aprendemos a desejar as coisas boas, em definitivo, o próprio Deus", afirma.

A mensagem conclui recordando que há cinco anos faleceu o sacerdote italiano Luigi Giussani (1922 - 2005), fundador de Comunhão e Libertação e amigo pessoal de Joseph Ratzinger, que o apresenta como mestre de jovens na hora de despertar neles o amor a Cristo.

Fonte: ZENIT
E hoje (22/8) as 15 horas, perdemos mais uma freirinha no Convento das Servas do Santíssimo Sacramento - Dom Cabral. Trata-se da Irmã Benigna.
Virginia Secretária e Leiga sacramentina

sábado, 21 de agosto de 2010

CNBB lamenta não aplicação plena da Lei da Ficha Limpa

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lamentou nessa quinta-feira que quatro dos 27 TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) não tenham aplicado plenamente a Lei da Ficha Limpa.
É o que afirma o organismo em nota divulgada após reunião do Conselho Episcopal de Pastoral (CONSEP), entre os dias 17 e 19 de agosto, em Brasília.

“A conquista da Lei da Ficha Limpa mobilizou o povo brasileiro na esperança de ver banidas as práticas da corrupção no cenário político do País. Nesta perspectiva, a sociedade almeja a sua plena aplicação nas eleições de 2010”, afirma o texto da presidência da CNBB.

Segundo o organismo, é “histórico o fato de que 25% dos pedidos de impugnação tenham sido acatados pelos Tribunais Regionais Eleitorais”.

Até o momento, foram 169 negações de registros de candidaturas que alcançaram candidatos aos cargos de Governador, Senador, Deputado Federal, Estadual e Distrital.
Ao lamentar que quatro TREs não tenham aplicado plenamente a Lei da Ficha Limpa, os bispos afirmam estar “seguros de que seus eventuais equívocos serão reparados pela posição segura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”.

A CNBB diz esperar “das instâncias do Poder Judiciário que têm a missão institucional de arbitrar as controvérsias em torno da aplicação da lei, marcadamente do Tribunal Superior Eleitoral e Supremo Tribunal Federal, o mesmo empenho efetivo que houve no Congresso Nacional na aprovação da iniciativa popular”.

Código Florestal
A CNBB também discutiu em sua reunião desta semana a possível alteração do Código Florestal Brasileiro, cuja proposta foi apresentada em junho à apreciação da Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, o presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, afirmou que “o atual Código Florestal Brasileiro responde melhor do que as emendas que estão sendo propostas pelo Congresso Nacional”.

A defesa da CNBB à manutenção do atual Código Florestal consta na nota divulgada pelo organismo, disponível em: http://www.zenit.org/article-25780?l=portuguese.

viernes, 20 de agosto de 2010

EUCARISTIZAI

O serviço de animação vocacional dos Leigos Sacramentinos - SAVSL, na entrega ao DESPERTAR VOCACIONAL realiza o Encontro Vocacional - EUCARISTIZAI, nas cidades de Uberaba (Dia 20 de Agosto - hoje) e Sete Lagoas (23 de Agosto - segunda-feira).
Este projeto foi uma iniciativa das promotoras vocacionais da província (Viviane e Glória Maria) que contaram com a ajuda do Diretor Nacional Ir. Marcelo, das promotoras vocacionais locais, colaboração das coordenações e todos os membros das comunidades locais, na organização deste evento.
Cumprimento especial à Viviane (Sete Lagoas), Selma e Bárbara (Uberaba) - promotoras vocacionais representantes do SAVSL local, pelo empenho e dedicação amorosa no acolhimento deste serviço apostólico e missionário sacramentino!
IMPORTANTE: Este projeto, DESPERTAR VOCACIONAL - EUCARISTIZAI está em fase de aperfeiçoamento, e no momento certo e de Deus será apresentado e realizado nas demais comunidades da província, num futuro bem próximo.
Contamos neste dia de hoje com sua oração, para que a vontade de Deus se faça e que o Reino de Deus se estabeleça entre nós à partir do acolhimento das pessoas que foram convidadas à redescobrir e a dar um selo de qualidade à sua autêntica vocação. Queremos responder aos anseios do ser humano a partir das riquezas do infinito amor que emanan da EUCARISTIA. Sejamos mediadores da Eucaristia com o nosso jeito de ser e agir integral.
Um abraço na fraternura
Glória Maria e Viviane

"O mais belo triunfo do amor", enviado pela irma Viviane

O MAIS BELO TRIUNFO DO AMOR
"Assim, pois, ver a Deus em tudo, ir a Deus por todas as coisas, abandonar-se inteiramente a seu bel-prazer de cada instante, tal é a regra invariável da alma interior. Deus, sua Glória, sua Vontade, é toda a vida do cristão. A única verdadeira felicidade da alma é permanecer na Santa Vontade de Deus, e se esta for cruciante, será o mais belo triunfo do amor. O homem mundano vai ao encontro dos acontecimentos, provoca-os, fá-los servir aos seus desejos. O homem de Deus aguarda o momento da divina Providência, ajuda o impulso da Graça, dedica-se à vontade integral de Deus, presente e futura, mas com esse abandono filial que deixa todo o cuidado e toda glória a Deus, seu Pai....
Vivei da vontade Divina; caminhai à claridade dessa luz sempre brilhante! Acreditai que a Providência de amor de Nosso Senhor vos guarda e vos conduz; é a nuvem do deserto para os hebreus. Sabeis que Moisés e Aarão só mudavam a Arca de lugar quando essa nuvem se levantava e ia em sua frente. Entrai no deserto com os olhos fechados.... Aproximai-vos tanto quanto possível da Vida íntima de Deus, pela união do coração e pela adesão da vontade a tudo quanto quiser ele de vós e a todo momento...... Toda perfeição do amor consiste em fazer cada coisa como Deus a quer e no espírito de Deus.
Deus não precisa de vosso trabalho, mas precisa de vosso coração, de vossos sacrifícios. É o trabalho de cada dia. Vós o glorificais às vezes nada fazendo, ou antes fazendo aquilo que Ele quer. Coragem, deixai-vos levar pelo Bom Mestre qual filho sem vontade, sem outro amor que o seu amor, que tudo suaviza."
Sao Pedro Juliao Eymard

jueves, 19 de agosto de 2010

Cristãos leigos não são apenas os que realizam atividades pastorais

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, afirma que os chamados “cristãos leigos” não são apenas aqueles que trabalham nas pastorais da Igreja Católica. Ele recorda que todos os batizados são convidados a testemunhar o Evangelho no ambiente em que atuam.

Os cristãos leigos e leigas “são todos os membros da Igreja que vivem sua fé e sua consagração batismal nas condições ordinárias da vida: na família, nas profissões, no mundo da cultura ou exercendo responsabilidades sociais”, explica o arcebispo, em artigo publicado na edição desta semana do jornal O São Paulo.
“É esse imenso povo de Deus presente em todo o tecido social, permeando-o com o sal e fermento do Evangelho e irradiando sobre as realidades deste mundo a luz de Cristo, que ilumina sua própria vida.”

Segundo Dom Odilo, com frequência se consideram como “‘cristãos leigos’ apenas aqueles que realizam atividades pastorais no ambiente eclesial propriamente dito”. A estes, a Igreja “agradece a sua colaboração generosa nas diversas responsabilidades das comunidades eclesiais”, já que eles desempenham atividades de “suma importância”, afirma o arcebispo.

No entanto, “nem todos os fiéis leigos poderiam estar empenhados em alguma pastoral”. “De fato, porém, a vocação primordial dos fiéis leigos é testemunhar a novidade do Reino de Deus no ‘mundo secular’, lá onde a Igreja não está presente de forma institucional”. Segundo o cardeal, trata-se de “um vastíssimo e desafiador campo para a ação missionária da Igreja, a ser atingido sobretudo através dos leigos”.

“A vida na comunidade eclesial, as celebrações litúrgicas e as organizações eclesiais são momentos e espaços necessários para o cultivo e a alimentação da fé, para o suporte e o preparo para a ação no mundo; toda a vida do cristão leva à Eucaristia e, dela, tira sua força toda a fecundidade para a vivência apostólica diária.”

O mesmo pode ser dito, de acordo com o arcebispo, da Palavra de Deus: “dela parte todo impulso para a missão e, ao mesmo tempo, toda ação cristã no mundo requer constante retorno à Palavra de Deus para iluminar, discernir, encorajar e sustentar a vivência da fé. Mas a vida cristã não se restringe a esses momentos e espaços”.

“A comunidade cristã, Igreja viva, e cada um de seus membros, deve irradiar o reino de Deus no mundo; pela ação missionária da Igreja, a cidade dos homens, edifica-se em cidade de Deus, até que chegue o grande ‘dia do Senhor’. Esta missão cabe, de maneira especial, aos cristãos leigos e leigas, que estão em contato direto com as ‘realidades terrestres’ e atuam no ‘mundo secular’”, afirma o cardeal.

“O Concílio indica que é lá que os leigos são chamados por Deus ‘para que, exercendo seu próprio ofício guiados pelo espírito evangélico, como o fermento na massa, de dentro contribuam para santificar o mundo. E assim manifestem Cristo aos outros, especialmente pelo testemunho de sua vida resplandecente de fé, esperança e caridade’ (Lumen Gentium, 31), cita o arcebispo.
Fonte: ZENIT

martes, 17 de agosto de 2010

Enviado pela nossa irma Erika Mesquita


Vida, família e paz: prioridades do novo arcebispo de Bogotá

Dom Rubén Salazar Gómez tomou posse no dia 13 de agosto

Durante a eucaristia celebrada na Catedral de Bogotá em que o novo arcebispo tomou posse, Dom Rubén Salazar Gómez garantiu que vem para realizar “uma colheita rica e continuar semeando”. Foi o que expressou em sua homilia, ao se referir à tarefa de seu antecessor, o cardeal Pedro Rubiano Sáenz.

Dom Salazar Gómez, que era até o momento arcebispo de Barranquilha, tomou posse de seu novo cargo na sexta-feira passada, 13 de agosto, em uma eucaristia assistida por milhares de fiéis.

“Acompanharei todos e cada um com carinho de pai, de irmão, de amigo, porque temos uma árdua tarefa comum”, disse o prelado. Ele garantiu que é necessário “discernirmos juntos a vontade do Senhor sobre seu povo e fortalecer condições que tragam um possível trabalho evangelizador de conjunto”.

O novo arcebispo, em entrevista com a Caracol Radio, expressou sua preocupação pelas tentativas de legalização na Colômbia do "casamento homossexual". “O Senhor criou homem e mulher e pediu que se unissem em uma união estável que nós chamamos de matrimônio”, disse. “Somente neste fundamento sólido se pode construir uma sociedade, somente aí há fecundidade e condições fundamentais para que uma sociedade possa seguir adiante”, afirmou.

Dom Rubén Salazar se referiu também ao tema da Igreja como mediadora no conflito armado colombiano: “Estamos sempre prontos para tudo que conduza à paz. É um tema que nos interessa profundamente”. “Está no próprio coração da nossa mensagem do Evangelho”, recordou o prelado. “O Senhor Jesus disse: ‘eu vim trazer a paz’. Nós, como Igreja, temos de ser fundamentalmente construtores de paz e temos de fazer tudo o que está ao nosso alcance para favorecer a paz em nossa pátria”, concluiu Dom Salazar Gómez.
Fonte: ZENIT

domingo, 15 de agosto de 2010

Vida consagrada

No primeiro domingo deste mês vocacional rezamos pelos nossos padres. Domingo passado agradecemos a vida e o dom da paternidade, colocando nossos pais, vivos e os que estão na glória de Deus, diante do altar. O terceiro domingo é dedicado a todos os consagrados: freiras, freis, irmãos e irmãs que dão a sua vida pelo Evangelho na contemplação ou na ação pastoral, segundo os conselhos evangélicos. A vida consagrada é um desdobramento da vida batismal, na esteira dos Conselhos Evangélicos da pobreza, da obediência e da castidade.

Toda a nossa existência de fiéis cristãos deveria ter como destaque a nossa vida batismal, pois nela somos incorporados a Cristo, nela somos libertos do pecado e assim regenerados pelo Espirito Santo. Nela nos tornamos participantes da vida trinitária. Portanto, a nossa consagração começa no batismo, pois este é fonte de responsabilidade e de deveres, tal como servir aos outros na comunhão da Igreja.

A vida consagrada em que se professa os três votos mencionados é uma resposta a esta consagração batismal dentro de um chamado a um carisma especial na Igreja. É uma resposta radical ao extraordinário amor de Deus sobre nossas vidas. É um ir além, numa vida comprometida com a implantação do Reino de Deus entre os homens e entre as mulheres.

O cristão sempre é chamado a jogar suas redes em águas mais profundas, ao se provocar pelo estímulo a uma nova vida, mais radicalizada e mais enraizada em Deus. Corre-se o risco para Deus, e descobre-se que só Deus basta para nossa vida.
No processo da consagração ouve-se a voz de Deus que chama. A Igreja reconhece este chamado e o autentica ao autorizar a existência dos Institutos de Vida Consagrada, que tanto bem fizeram e fazem ao Povo de Deus e a toda população, através da entrega da própria vida pelo irmão, e, além dos vários serviços de missão, evangelização, catequese, também nos diversos organismos de caridade, educacionais, do cuidado com a saúde, no desvelo com a terceira idade e de promoção humana existentes.

Deus chama homens e mulheres, através da vida consagrada, para um missão de amor em favor dos homens, e, principalmente, pelos preferidos: os pobres.

A riqueza da Igreja, já nos dizia o mártir São Lourenço, celebrado nesta semana, não está nos seus edifícios que são do Povo de Deus ou no propalado, cobiçado e imaginado poder financeiro, mas nos pobres, nos que sofrem, nos que a Igreja acolhe, educa, cuida e apresenta como o seu inexorável tesouro que jamais a traça comerá.

Os religiosos e consagrados são um dom precioso da Igreja e do mundo, este tão carente, tão sedento de Deus e de sua palavra, mas também de testemunhos.

Porém, antes mesmo do serviço que os religiosos prestam às pessoas, a sua mais importante missão é o «ser», quer dizer, o testemunho de vida em comunidade, doada diariamente com alegria e generosidade. São os «sinais escatológicos» do Reino de Deus. Nestes últimos tempos, ao lado de antigas tradições de consagrados juntaram-se muitas outras novas experiências de grupos de pessoas que atualizam dentro das atuais realidades e, muitas vezes, como sinais de contradição: o chamado de Deus para essa consagração radical. Dentro dos vários estilos de carismas encontramos o equilíbrio entre a vida de ação e contemplação, de oração, de trabalho – presentes em cada pessoa, em cada instituto e na própria estrutura eclesial.

No mundo do descartável, do prazer sem limites, na opulência do dinheiro e do ter, da autossuficiência, sentimo-nos atraídos, através da vida consagrada, a uma outra proposta de seguimento mais sublime de Jesus Cristo através da dedicação a Deus pelos conselhos evangélicos e, desta forma, são um doce e eloquente sinal de Deus neste mundo.

Agradecemos a Deus por nos proporcionar tantas vocações na vida consagrada, e pedimos-Lhe que estes continuem a ser um sinal de graça perene no mundo, na construção da justiça e do amor.

Por isso, agradecidos a Deus pela vocação consagrada, peçamos novas e autênticas vocações para este serviço e que a Trindade ilumine todos os que continuam dando passos para que o Reino de Justiça e de Paz se estabeleça entre nós pelo testemunho dos que deixam tudo para trás, por amor, para ser totalmente de Jesus e da Igreja. Que Deus guarde, abençoe e proteja os consagrados!

Dom Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

Mãe do belo amor / enviado pela nossa irma Viviane

Família Sacramentina

Celebrando juntos a Assunção de Nossa Senhora e para que tenhamos nela, mulher eucarística, modelo e inspiração partilho com vcs um pequeno trecho dos sermões de S. Pedro Julião (A Divina Eucaristia) quando se dirigia às servas do Santíssimo Sacramento.
MARIA MODELO DO DOM DE SI
"Eis o dom de si mesma; uma consagração cujo espírito se estende a todos os atos da vida, em virtude da qual não nos consideramos mais perante Deus como alguém, mas como membro do corpo de Jesus Cristo, de que Ele é chefe, alma e pessoa; que nos anima a nada julgar, a nada empreender por nós mesmos... E esse dom é motivado por um amor generoso e desinteressado que nos inspiram as belezas e amabilidades de Jesus Cristo, o reconhecimento de seus direitos, sobremodo daqueles que derivam da Comunhão, quando vem a nós para tomar posse da nossa alma, em nós viver, em nós mandar, qual Senhor soberano.
Ora, essa vida que vos entrega inteiramente a Deus, oferece-vos, em primeiro lugar, a Santíssima Virgem Maria como seu modelo acabado."Eis a Serva do Senhor". É a fórmula do dom de si mesma... assim também Maria é para sempre a escrava de amor do Espírito Santo e toda sua vida será apenas a manifestação de sua submissão, de sua obediência e do total esquecimento de sua pessoa.
Sendo o amor que a impele, será chamada a Mãe do belo amor, isto é, desse amor que ama a Deus por Ele mesmo, pelas suas Perfeições e Belezas, por ser Ele o princípio e o fim de tudo. Observai-a durante toda sua vida, vítima desse puro amor, amando a seu Divino Filho por Ele, e não por ela, nunca lhe pedindo consolação para si, nunca tentando desviá-lo da morte, nem mesmo a fim de gozar mais um pouco de um Filho tão querido, ou retardar a hora, mas sim acompanhando-o ao Calvário para lá sofrer com Ele, disposta a substituí-lo, se assim quisesse o Pai, ou até imolá-lo para cumprir com as ordens da Justiça Divina. Em tudo isso poderá se preocupar a si mesma? Não é de fato amor por amor?"
Abraço fraterno,
Viviane
Leiga sacramentina - pastoral vocacional

viernes, 13 de agosto de 2010

Eleições 2010 – Vida Limpa

O direito à vida é o primeiro dos direitos naturais, é um dos direitos supra-estatais (como ensinava o eminente jurista Pontes de Miranda – Comentários à Constituição de 1946, 3ª ed., Tomo IV, pg. 242-243: “não existem conforme os cria ou regula a lei; existem a despeito das leis que os pretendem modificar ou conceituar. Não resultam das leis, precedem-nas; não têm o conteúdo que elas lhes dão, recebem-no do direito das gentes”), porque diz respeito à própria natureza humana e daí o seu caráter inviolável, intemporal e universal (cf. Manoel Gonçalves Filho, Comentários à Constituição Brasileira de 1988, Saraiva 1990, vol. I, p. 23).

Direito originário, condicionante dos demais direitos da personalidade – direito fundamental absoluto – o direito à vida é um direito-matriz, explicitamente mencionado no artigo 5º da Constituição Brasileira de 1988 (“à inviolabilidade do direito à vida” é gratuito ‘petreamente’, isto é, qualquer ação contra a vida, toda medida que permite interrompê-la em seu desenvolvimento intra-uterino ou em qualquer fase da existência, seja qual for a justificação, é, inequivocamente, inconstitucional e anticonstitucional e, portanto, um ato de lesa-sociedade).

Convém considerar que desde a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, o caráter laical do Estado Brasileiro marcou profundamente a legislação do país, e nas Constituições de 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988, tutelaram, e atualmente continua tutelando, os direitos humanos fundamentais: “à liberdade, à segurança individual e à propriedade” (Constituições de 1891, 1934, 1937), “à inviolabilidade dos direitos concernentes à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade” (Constituições de 1946, art. 141 e de 1967, art. 150), “à inviolabilidade do direito à vida” (Constituição de 1988, art. 5º).

Certamente esse Estado brasileiro laical, desvinculado logicamente da religião, mas respeitando todas as crenças existentes no Brasil, não se inspirou em princípios e em sentimentos religiosos ao redigir esses artigos que assegura constitucionalmente os direitos fundamentais dos seus cidadãos e certamente fundamentaram-se somente na dignidade da pessoa humana e não apenas na fé religiosa.

A ordem jurídica repetindo, – não só a religiosa – é quem socialmente exige o respeito e a proteção ao bem supremo da pessoa, que é a vida humana em todas as fases de suas manifestações. Reconhece assim que a vida humana jamais é uma concessão jurídico-estatal e, inclusive, o direito a ela transcende ao direito da pessoa sobre si mesma, mas é um direito natural anterior à constituição do Estado e da própria sociedade.

A pessoa humana não vive só para si, mas também, para a sociedade, e para o bem do Estado, já que ela não só é portadora de humanidade, mas é patrimônio da humanidade.

Nelson Hungria, conhecido e afamado jurista brasileiro, afirmava que quem pratica o aborto não opera ‘in materiam’, mas atua contra um ser humano na ante-sala da vida civil, o que acaba acarretando com esse ato homicida numa civilização da violência e da morte.

O titular da vida humana é unicamente a própria pessoa, que desde a sua concepção tem seus direitos garantidos (conforme o artigo 2º do Código Civil Brasileiro de 2002, o artigo 41 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e o preâmbulo da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança), e tem personalidade jurídica formal, desde seu momento inicial na fecundação, embora adquira só com o nascimento a sua personalidade jurídica material.

Ainda que não nascida tem capacidade de direito, não de exercício, devendo aos pais ou o curador zelar pelos interesses como são amparados pelo sistema jurídico brasileiro.

Não é válido portanto o argumento de que cabe à mulher o direito absoluto de dispor livremente da sua saúde reprodutiva, pois uma vez que há uma vida semelhante à sua no seu útero e em desenvolvimento, esse caráter absoluto deixa de existir. Uma vez que é mãe a sua saúde reprodutiva continuará sendo um direito associado a deveres constitucionais básicos: assistir socialmente ao filho (cf., art. 203), proporcionar-lhes alimento (cf., art. 5º, LVII), cuidar do filho se tem anomalias físicas ou psíquicas (cf, art. 227, § 1º, II). Inclusive se corre o risco de vida estando grávida ou se o filho resultou de um estupro, deve saber que a vida humana concebida é um bem jurídico maior e qualquer ação contra ela é um crime horrendo, ainda que não se aplique uma pena contra ele (caput do artigo 128, do Código Penal Brasileiro). A exclusão da culpabilidade não significa a exclusão da juridicidade, já que o aborto sempre é um crime contra a pessoa humana (conforme o Título I – “Dos crimes contra a Pessoa”, parte especial do Código Penal Brasileiro).

O crime do aborto existe sempre e mesmo que haja discussão acadêmicas, política-partidárias, legislativas e, até mesmo, haja um plebiscito com resultado a favor do aborto legal, não se irá tornar ético um ato profundamente anti-ético, anti-social e, sobretudo, anti-natural e sangrento.
Nesse período de campanha eleitoral quando se procura uma renovação dos quadros executivos e legislativos do país e dos estados brasileiros o tema do aborto e demais temas correlatos – eutanásia, anticoncepção abortiva, distanásia, segurança pública, atendimento hospitalar público – podem ficar escondidos, sob o manto midiático de manchetes chamativas a respeito das pesquisas de opinião pública ou do crescimento econômico-social promovido por governantes e partidos a eles ligados.

O povo brasileiro não pode continuar sendo ingênuo e continuar na atitude de omissão política. O exemplo que ele deu na campanha ficha limpa é demonstrativo do seu poder transformador da sociedade.

É necessário que os brasileiros tirem a venda dos olhos e enxerguem com nitidez nos olhos dos seus candidatos e vejam neles a intenção, sem eufemismos de palavras, de defender realmente a vida humana desde a sua concepção até o seu final natural, que eles e elas mostrem nos seus programas de governo e nos seus projetos legislativos a vontade política de promover a natureza e a finalidade social da família brasileira fundada sobre o casamento entre o homem e a mulher, e que respeitem de verdade a inteligência dos cidadãos, não enganando-os mais com palavras e slogans políticos vazios.

Votar conscientemente é um direito e não só um dever político! Enganar conscientemente e “marqueteiramente” os eleitores é um crime contra a nação! Governar e legislar a favor da Vida Limpa, sem manchas ou poças sanguinolentas, é a esperança dos milhões de eleitores que são a favor da vida do brasileiro!

Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Avanços e competências

Os avanços na sociedade contemporânea são medidos, quase exclusivamente, considerando os aspectos envolvendo a tecnologia e a economia. Há, no entanto, uma demanda muito pertinente que remete à questão do sentido da vida. Torna-se indispensável conhecer o significado da própria vida, das suas atividades e da própria morte. Há, por exemplo, uma progressiva insatisfação que toca desde a condição existencial do indivíduo, tornando-se veneno que corrói o altruísmo e a alegria do viver, até o alto padrão de vida sonhado nas sociedades contemporâneas. Essa insatisfação contracena com o crescimento da consciência acerca dos direitos invioláveis e universais da pessoa, tornando mais viva a aspiração pelo estabelecimento de relações mais justas e mais humanas. Aspiração que se concretizará no exercício das responsabilidades cidadãs, profissionais e governamentais.

Esse exercício, no entanto, não se efetiva apenas por intermédio de mecanismos técnicos, por mais sofisticados que sejam. O contexto atual está refém de um déficit humanístico, fator que causa uma incompetência generalizada para a adequada condução de processos, a efetivação de projetos e a fecundidade de ações. Essa convicção não encontra lugar na formação acadêmica e nem nos investimentos permanentes que toda pessoa, seja qual for a sua condição e em qualquer âmbito de ação profissional, precisa fazer para respaldar suas ações e garantir a indispensável sabedoria de ver frutos naquilo que se faz.

Por isso mesmo, a importância da formação integral que traz em sua essência os aspectos humanísticos, cujas raízes têm nascedouro também na opção religiosa e no que é próprio de uma prática confessional - o amálgama que rejunta e tempera o que se aprende em qualquer campo do saber e da ciência. É inquestionável a situação deficitária desse substrato humanístico advindo de referências, com força de princípio e de fonte como o cristianismo. Além, é claro, dos valores para consertar situações e garantir ao indivíduo uma indispensável capacidade para ocupar cargos, exercer lideranças e conduzir processos.

É uma lástima e um prejuízo enorme para a sociedade e toda instituição, civil ou religiosa, a distância de um substrato humanístico indispensável e sua substituição pela pretensão ingênua e néscia de ocupar lugares, garantir benesses e dignificar-se pela ocupação de uma cadeira na instituição religiosa, governamental, civil. Há um déficit humanístico que assola o mundo contemporâneo e está precipitando as pessoas à inversão de um entendimento importante e necessário para a saúde da sociedade. Pensa-se mais na ocupação de cadeiras e de cargos para se tornar importante.

O substrato humanístico, alargado e fecundado, gera pessoas de referência que, assentadas na cadeira e ocupando cargos, os dignificam e fazem destes uma alavanca importante nos avanços desse tempo. Confunde-se liderança com domínio autoritário de súditos, ou com artimanhas de conchavos que escondem a verdade e não prezam a transparência e o respeito aos direitos e à justiça; com barganhas que acobertam as mediocridades. Só o substrato humanístico alavanca exercícios profissionais e a condução de processos, nas responsabilidades governamentais e institucionais, com fecundidade.

Não se trata de uma maquiagem externa para impressionar com a mudança de visual ou com o retoque à moda do que se pode fazer com o photoshop. Trata-se de um tratamento da interioridade, aquela que sustenta a capacidade do diálogo, evita os destemperos, equilibra com sabedoria a insubstituível capacidade de interpretação adequada da realidade e dos fatos. É muito difícil porque a interioridade é uma realidade não palpável. Sua revelação se dá na leveza das condutas e na inteireza dos atos entrelaçados com a clareza nobre das ideias e argumentações expostas na inteligência do que se diz, se compreende e se vive na prática.

O momento atual está clamando por pessoas de uma considerável envergadura humanística, entendida como a mais importante competência, emoldurando o que se aprendeu a fazer profissionalmente. A sociedade precisa ser governada por homens e mulheres com essa têmpera. As instituições precisam alargar seus horizontes e construir suas identidades e missões fundamentadas na competência humanística e, assim, escrever outra história.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

jueves, 12 de agosto de 2010

Astitit regina a dextris tuis, in vestitu deaurato, circumdata varietate

Querida família sacramentina,
Em preparação para as festas de Nossa Senhora da Assunção (padroeira de Fortaleza) e de Nossa Senhora da Boa Viagem (padroeira de BH), partilho com vocês um texto retirado das "Pregações Gerais" de Pe. Eymard. Que possamos ler e meditar cada palavra e assim animarmos o nosso espírito para as celebrações do final de semana.

Assunção
Astitit regina a dextris tuis, in vestitu deaurato, circumdata varietate
[1]

É o dia glorioso da realeza de Maria. Através do poder de seu divino [filho], ela saiu vitoriosa do túmulo, se elevou do deserto da vida para o céu, cheia de graças, apoiada em seu bem amado. Sua gloriosa assunção alegra a corte celeste e enobrece a terra, pois a terra já devolveu ao céu o rei da glória, ele fez neste dia a dádiva de sua rainha bem amada.

Voltemos os olhos e o coração. Ela entra triunfante no paraíso de Deus. Ela atravessa todas as fileiras da milícia celeste. Ela sobe acima de todas as hierarquias da glória. A Santíssima Trindade a coloca em um trono acima de todos os tronos criados, proclamando-a e coroando-a rainha do céu e da terra.
Saudemos esta admirável rainha, pois ela também é nossa terna mãe.

15 de agosto de 1843
Pe. J.Eymard

[1] A rainha está a tua direita vestida com ouro e rodeada de ornamentos

miércoles, 11 de agosto de 2010

VI dia da novena preparatória para o dia de Nossa Senhora da Boa Viagem

Hoje, dia 11 de agosto, é o 6º dia da Novena para celebrar o 22º Jubileu de Nossa Senhora da Boa Viagem.

18 horas - Oração da Tarde - Vésperas - Recitação do Terço.
19 horas - Celebração Eucarística presidida pelo Pe. Sérgio Luiz e Silva, CSSR, Vigário da Forania Nossa Senhora da Boa Viagem preside.
20 horas- Apresentação da Orquestra Brasileira de Minas Gerais

Participe das celebrações, momentos culturais e da confraternização nas barracas, com venda de artigos religiosos e tortas.

Prepare-se para homenagear Nossa Senhora da Boa Viagem

No dia da Padroeira de Belo Horizonte, 15 de agosto, haverá concentração na Praça da Rodoviária às 16h, seguida da recepção da imagem da santa, dando início à Procissão Luminosa até a Praça da Catedral. Às18h o Arcebispo Metropolitano preside missa solene pelo Dia de Nossa Senhora da Boa Viagem. Participe deste grande momento de fé e oração.

Atenciosamente,
Danielle Domingos.
Assessoria de Comunicação Catedral Nossa Senhora da Boa Viagem
3222-2361 / 8473-2779
comunicacao@catedraldaboaviagem.org.br / catedraldaboaviagem@yahoo.com.br

martes, 10 de agosto de 2010

Benefícios do perdão

Perdoar é uma das atitudes mais difíceis na vida de milhares de pessoas. O fato de alguém pedir perdão a outrem equivale a dizer que reconhece seu erro e sua culpa, por isso, vai ao encontro de quem foi, efetivamente, atingido por sentimentos, palavras e atos que feriram a sua dignidade. O fato de alguém perdoar significa dizer que reconhece sinceridade no arrependimento daquele que vai ao seu encontro, com a disposição de mudar de atitude.
A Revista Veja, em sua edição de 28 de Julho passado, tem como “matéria de capa” o perdão, mais precisamente, “O poder do perdão”. Não deixa de ser, deveras, significativo o fato de estarem a ciência e a midia tratando de um assunto que, por certo, na mente da maioria das pessoas tinha lugar apenas no mundo das religiões e na prática de seus seguidores. O enfoque desse assunto na relação interpessoal e institucional, numa visão psicológica, filosófica, sociológica e política, com sua referência à face do perdão, biblicamente revelada, representa uma contribuição muito especial para a compreensão da necessidade de superação das linhas cruzadas e da eliminação das rupturas que se estabeleceram nas relações humanas, por numerosos motivos.
Na matéria, encontram-se depoimentos de pessoas, empresários e governantes que tiveram a capacidade de perdoar ou se mantiveram fechados em relação ao perdão. Segundo um professor da Universidade de Boston, o pedido de perdão contém “três passos básicos par obter perdão.
Primeiro, deve-se assumir a responsabilidade pelo erro.
Segundo, é preciso repudiar claramente esse erro, mostrando que não se pretende repeti-lo.
Terceiro, deve-se exprimir o arrependimento pela dor causada ao próximo.”
O que é hoje descoberta da pesquisa e conquista da ciência, o Catecismo da Igreja já o proclama, há milênios, ao apresentar as exigências para que o fiel, ao recorrer ao Sacramento da Penitência, obtenha o perdão dos pecados cometidos contra Deus e contra o próximo.
Com efeito, para que esse Sacramento produza seus efeitos, exigem-se atitudes que levem o penitente à mudança de vida e à reconciliação: Contrição (reconhecimento dos pecados); Confissão (revelação, perante o confessor, desses pecados, “por pensamentos, palavras e obras”); Absolvição (recepção da perdão dos pecados confessados); Satisfação (reparação dos pecados cometidos, não os repetindo, deliberadamente).
Como penitência, o confessor impõe uma pena ao penitente, correspondente, “na medida do possivel, à gravidade e à natureza dos pecados cometidos.”No plano psico-religioso, o perdão é um ato muito benéfico, sob vários aspectos, como confirma a voz da experiência de cada um. Um desses aspectos é a paz da consciência. O relacionamento entre pessoas, grupos e nações fica ameaçado quando determinados sentimentos, palavras e atitudes ferem o seu direito. Quando isso acontece, criam-se estremecimentos no relacionamento humano que, em muitos casos, rompem fortes vínculos de consanguinidade e sólidos laços de amizade.
O perdão é sempre muito benéfico para as pessoas que conseguem refazer sua história, não apenas porque minimizam a razão do distanciamento que se criou na convivência familiar e no relacionamento social, mas, antes, porque dão um passo de qualidade, ao cancelá-la de seu coração e de sua mente. A psicologia e a espiritualidade identificam os benefícios do perdão na vida das pessoas. A melhor linguagem dessa experiência é testemunhada por aquelas pessoas que conseguiram perdoar-se, mutuamente.
Para muitos, o perdão é benéfico, por ser uma conquista humana; para os cristãos, além dessa dimensão, está muito clara a exigência que Jesus colocou na oração do Pai Nosso: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.”
Dom Genival Saraiva

Valor do Voto

A minha palavra é destinada a todos os diocesanos e às pessoas cidadãs, de boa vontade, querendo assim contribuir para a vida do nosso povo no momento tão especial como estamos agora vivendo, com a chegada das Eleições. Faço isto vendo a grande importância da participação política dos cristãos na vida social, para construir uma sociedade fraterna, justa e solidária.

É importante acompanhar o processo político, vendo de perto o perfil dos candidatos para criar consciência e responsabilidade, ajudando assim nos destinos do País e do Estado. Sabemos que o papel do eleitor vai além do seu voto. Começa pelo conhecimento dos candidatos, sua vida, atuação, propostas e posturas apresentadas. Continua depois, acompanhando a gestão dos que forem eleitos.

A sociedade almeja uma ética na política e uma coerência dos políticos. Não é por acaso que tivemos a iniciativa popular para criar a Lei chamada “Ficha Limpa”. Para que ela seja aplicada, efetivamente, é preciso haver uma mudança de mentalidade e de ação, tendo em vista uma política marcada por princípios e valores éticos fundamentais para o povo.

A Palavra de Deus e a Doutrina Social da Igreja, seguramente credenciadas por uma prática histórica milenar, podem dar fundamentos para isto. Aí os candidatos devem buscar os critérios de ação, dando aos eleitores as bases para o exercício da cidadania para um voto consciente e comprometido podendo, dentro do processo, agir com corresponsabilidade.

Alguns dados devem ser identificados nos candidatos, sem os quais não merecem o sufrágio dos cidadãos cristãos. Um deles é se defendem a vida, da concepção até a morte natural, já que a vida é o maior dom que todos temos. Não merece o nosso voto quem tem iniciativas contra a dignidade das pessoas e das famílias, defendendo o aborto e a eutanásia.

Quando a pessoa governa, deve ter em mente o bem comum, olhando para os mais pobres, promovendo uma sociedade mais fraterna e em condição de todos terem vida com dignidade. Para isto deve cuidar da saúde, educação, moradia, trabalho e justiça social. Os interesses do povo precisam estar acima dos particulares. É bom candidato quem é comprometido com o bem comum.

Olhar também o comportamento ético dos candidatos: sua honestidade, competência, transparência, vontade de servir o bem comum, idoneidade moral e suas propostas de ação política. As propagandas podem ocultar os interesses particulares do candidato. Olhar se seu histórico não é de corrupção e de má gestão, de “ficha suja” e de uso da máquina pública para fins eleitoreiros.

Não transformar o voto em mercadoria. Ele não pode ser vendido. Tanto quem compra, como quem vende, é corrupto. É atitude que deve ser denunciada à Comissão Contra a Corrupção Eleitoral, da Lei 9840, que deve tomar as devidas providências. Diante de tudo isto, suplico a Deus para iluminar e abençoar a todos, candidatos e eleitores, nessas próximas Eleições.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto, SP
Fonte: CNBB

lunes, 9 de agosto de 2010

CONFIAMOS NA PROMESSA DE JESUS: A RESSURREIÇÃO


QUERIDOS AMIGOS E AMIGAS DA FAMILIA SACRAMENTINA

COMUNICO-LHES QUE MEU PAI, O SR. JOSÉ ALCANTARA NOGUEIRA, FALECEU NO FINAL DESTA MANHÃ, 76 ANOS, NATURAL DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE- CEARÁ, VITIMA DE INSUFICIENCIA RESPIRATORIA.
ONTEM, TIVE A GRAÇA DE MINISTRAR-LHE A SANTA UNÇÃO NO DIA DOS PAIS. AGORA, ESTOU ME DIRIGINDO AO CEMITÉRIO PARQUE DA PAZ PARA PODER CELEBRAR A RESSURREIÇÃO DAQUELE QUE FAZ PARTE DA MINHA VIDA E DA MINHA IRMÃ, JAQUELINE.
A TODOS QUE ME CONHECE ROGO ORAÇÕES E A AMIZADE DE SEMPRE.

UM ABRAÇO E MINHA BENÇÃO
PADRE ANT. JACKSON ALCANTARA FROTA, SSS

viernes, 6 de agosto de 2010

Brasil: Igreja celebra semana da família


A Igreja no Brasil celebra a partir deste domingo, dia 8, a Semana Nacional da Família.


A edição deste ano, a 14ª realizada, repete o tema do 6º Encontro Mundial das Famílias (México, janeiro de 2009): “Família, formadora de valores humanos e cristãos”.


“Nessa semana, as comunidades eclesiais, escolas, clubes, associações, animadas pela Pastoral Familiar, têm um espaço para preparar e organizar programações diversas, revigorando a integração familiar e ressaltando as virtudes e valores da família”, afirmou no site da CNBB o presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, Dom Orlando Brandes.


Segundo o bispo, a Igreja quer cada vez mais criar a tradição da Semana Nacional da Família nas dioceses e nas paróquias de todo o Brasil. “Fazer com que as famílias possam refletir sobre os temas, não somente na Semana Nacional, mas todos os dias”, disse.


Durante a semana, as paróquias trabalharão o tema de acordo com o livro “A Hora da Família 2010”, elaborado pela Comissão. O livro traz roteiros para celebrações nos lares, nos grupos e escolas.

A partir das das 18h desta sexta-feira tem início o 22° jubileu da padroeira de Belo Horizonte - Nossa Senhora da Boa Viagem, com o tema: Maria, Mulher Eucarística, Mãe da Unidade.

Programa do dia:
18h - Oração da Tarde - Vésperas - Recitação do terço
19h - Celebração Eucarística presidida pelo Pe. Danilo Mamede Rodrigues, paróquia N. Sra. Mãe da Igreja (Vila Paris)
20h - Banda Musical N. Sra. da Conceição
Junto às comemorações da Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, será realizado, no período de 6 a 15 de agosto, um Bazar de artigos religiosos e a venda de tortas doces e salgadas em benefício das Obras Sociais da Catedral da Boa Viagem.
Não deixe de conferir!

jueves, 5 de agosto de 2010

O que é o ser presbítero hoje?

“Neste mundo confuso e até preconceituoso com a figura do Bom Pastor, que deve ser todo ministro do altar”, o que é o ser presbítero hoje?
É a pergunta que propõe o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta.

“Como deve agir o padre, hoje, na cena deste mundo em grande transformação?”, questiona ainda o prelado.

O presbítero – afirma Dom Orani –, “antes de tudo, é o homem da Palavra de Deus, o homem do sacramento, o homem do ‘mistério da fé’”. Os padres “têm o dever primário de proclamar o Evangelho de Deus a todos os homens”, explica, citando a Presbyterorum Ordinis. Mas nesta proclamação “está o dever também de levar cada homem e cada mulher deste mundo a um encontro pessoal com Jesus”.

Dom Orani considera que hoje, mais do que antes, “devemos nos empenhar para que cada pessoa possa fazer esta experiência do encontro com Deus, o devemos fazer com uma renovada esperança, mesmo nas adversidades de um mundo extremamente secularizado, liberal, ateísta e até cético”.

“As pessoas devem perceber no sacerdote ‘Aquele’ a quem ele está a serviço: o que chamamos na teologia da configuração com Cristo.”
“Nesta dimensão, encerra-se a sua vital presença na celebração eucarística, ápice da vida espiritual da Igreja, em que o sacerdote age na pessoa de Cristo. Em suma, o Sacerdote deve ser um homem em contato com Deus, e que nos leva a fazer esta mesma experiência de santidade.”
“A mais sublime missão do sacerdote hoje – afirma o arcebispo – é, sem dúvida, ser um Cristo agora, pois ‘Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre’”.

Porém – prossegue Dom Orani –, o padre “deve avançar com o tempo, com a história, mas não deve ter uma atenção superficial sobre tal ‘modernidade’. É chamado a ser crítico e também vigilante com a realidade que se lhe apresenta”.

“O grande salto qualitativo na vida de qualquer padre seria uma autêntica renovação, que é possível e necessária, e ao mesmo tempo uma grande afeição a uma plena e radical fidelidade à Palavra de Deus e à tradição da Igreja, aos quais ele serve no seu ministério. A sua primeira e fundamental vocação é a da santidade, juntamente com a de toda a Igreja”, afirma o arcebispo.
Dom Orani assinala que o sacerdote “é chamado a ser capaz de se entreter com cada pessoa, acreditando que o outro vale à pena; a ser uma pessoa mística e que, ao mesmo tempo, se interessa pelas coisas do mundo, pela vida do homem, nas suas angústias e alegrias, para que elas se tornem algo sagrado e agradável ao Senhor”.

“O sacerdote é também aquele que procura uma nova linguagem para se comunicar com o mundo de hoje, principalmente neste mundo da multimídia.”

De acordo com o arcebispo do Rio de Janeiro, o sacerdócio ministerial “é entrega, é imolação, é doar-se integralmente, é cruz. Tomar a cruz significa comprometer-se para derrotar o pecado que impede o caminho rumo a Deus, acolher cotidianamente a vontade do Senhor, aumentar a fé, sobretudo diante dos problemas, das dificuldades, do sofrimento”.
Fonte: ZENIT