Blog de comunicación del Escolasticado Latinoamericano Sacramentino

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miércoles, 27 de octubre de 2010

As muralhas do Coração

Jericó tornou-se famosa pelo fato da destruição de suas muralhas, não pela força das armas, mas pela intervenção de Deus. é nesta cidade que outro tipo de muralha vem abaixo, como nos relata Lucas (19,1-10).

É o que aconteceu com Zaqueu que queria ver Jesus. Como era pequeno de estatura, para poder ver Jesus, que estava cercado por uma grande multidão, subiu num sicômoro. As palavras de Jesus fizeram com que as muralhas da resistência, no coração de Zaqueu, viessem abaixo: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. Prossegue o relato: “Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria.”

A alegria de Zaqueu em acolher tem uma explicação. Tudo começa com o seu interesse em ver Jesus. Mas, na realidade, é o Mestre quem quer encontrar-se com aquele que o hospeda com tanta alegria. Pois “o Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido.”

A troca de olhares domina a cena: Zaqueu quer ver, mas o olhar de Jesus é que é decisivo. A sua iniciativa de subir numa árvore não teria consequências se Jesus não o tivesse acolhido. Deste modo, o breve encontro não termina ali. Repercute na vida de Zaqueu; “Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais.”

O evangelista evoca o conceito que a multidão tinha a respeito de Zaqueu, “chefe dos cobradores de impostos e muito rico”. E por isso reprova a atitude de Jesus: “Ele foi hospedar-se na casa de um grande pecador.”

Zaqueu tinha necessidade de um olhar diferente daquele da sua gente. Um olhar penetrante, acompanhado de palavras, que iria transformar o seu coração e mudar a sua vida: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é filho de Abraão.”

Dom Joviano de Lima Júnior, sss
Arcebispo de Ribeirão Preto

Cardeal Geraldo Majella anuncia a beatificação de irmã Dulce

O cardeal arcebispo de Salvador (BA), dom Geraldo Majella Agnelo anunciou, na manhã desta quarta-feira, 27, a beatificação da irmã Dulce.
O pronunciamento foi feito na sede das Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador, e o cardeal informou que até o fim do ano será conhecida a data da cerimônia de beatificação. Para ser considerada beata, foi necessária a comprovação da existência de um milagre atribuído a religiosa; fato que aconteceu esta semana em Roma. O processo ainda precisa ser assinado pelo papa para ser concluído.
De acordo com dom Geraldo, a religiosa é exemplo para os cristãos e a sua história de vida é o que justifica a beatificação e o processo de canonização. “Todo santo é um exemplo de Cristo, como foi o caso dela (Irmã Dulce); aquela dedicação diuturna durante toda a vida aos pobres e sofredores”.
Irmã Dulce é a primeira baiana a tornar-se beata e agora está a um passo da canonização. O título de santa só poderá ser conferido após a comprovação de mais dois milagres intercedidos pela religiosa e reconhecidos pelo Vaticano. A causa da beatificação de Irmã Dulce foi iniciada em janeiro do ano 2000 pelo próprio dom Geraldo Majella. Desde junho de 2001, o processo tramita na Congregação para a Causa dos Santos no Vaticano.
Fonte: ZENIT

lunes, 25 de octubre de 2010

Em vigor o Estatuto da Igualdade Racial

Depois de tramitar por quase uma década pelas duas casas legislativas do país e ter sido sancionado pela atual presidencia, o Estatuto da Igualdade Racial passou a vigorar.

Trata-se da lei que define uma nova ordem de direitos para os cidadãos negros brasileiros. Alcançando cerca de 90 milhões de brasileiros, o Estatuto da Igualdade Racial, com seus 65 artigos, é um instrumento legal que possibilitará a correção de desigualdades históricas, no que se refere às oportunidades e direitos ainda não plenamente desfrutados pelos descendentes de escravos do país. Uma parcela da população que representa, atualmente, 50,6% da sociedade. E que se encontra em situação desprivilegiada, tanto no mercado de trabalho, quanto no que diz respeito à escolarização, às condições de moradia, à qualidade de vida e saúde, de segurança e de possibilidades de ascensão social.

O ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Eloi Ferreira de Araujo, vem percorrendo o país de modo a estabelecer o diálogo com a sociedade civil organizada e autoridades governamentais sobre a importância da implementação das medidas apresentadas na nova lei; cuja a próxima fase será a de regulamentação.

De acordo com o ministro da Igualdade Racial, a lei 12.288/2010 é um diploma de ação afirmativa voltado para a reparação das desigualdades raciais e sociais, ainda derivadas da escravidão e do desenvolvimento desigual que o país experimentou e ainda experimenta. O Estatuto da Igualdade Racial dá as condições para a construção de um novo Brasil.

Veja o que determina o Estatuto Projeto de Lei do Senado nº 213, de 2003 (nº 6.264, de 2005, na Câmara dos Deputados). Texto Aprovado pelo Senado Federal, em 16.06.2010* Abrange uma população de cerca de 100 milhões de pessoas.* Estabelece uma nova ordem de interesse na sociedade brasileira, uma vez que impactará todos os poderes da República e a sociedade.* Dialoga com o Plano Nacional de Mulheres e com o de Direitos Humanos.


1. Contra todo preconceito e discriminação racial. O Estatuto da Igualdade Racial estabelece que discriminação racial ou étnico-racial é toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada. Estabelece o que é população negra: o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, conforme o quesito cor ou raça, usado pelo IBGE, ou que adotam autodefinição análoga. Deixa explícito, portanto, o sujeito de direitos.

2. Garante as ações afirmativas e os meios para a sua implementação. As ações afirmativas permeiam todo o Estatuto da Igualdade Racial e estabelece que são os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela iniciativa privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de oportunidades, com o objetivo de reparar as distorções e desigualdades sociais e demais práticas discriminatórias adotadas, nas esferas públicas e privadas, durante o processo de formação social do País, em todos os setores, como na educação, cultura, esporte e lazer, saúde, segurança, trabalho, moradia, meios de comunicação de massa, financiamento público, acesso a terra, à justiça, e outros.

3. Saúde. São fixadas as diretrizes da política nacional de saúde integral da população negra, já detalhados na Portaria 992, de 13 de maio de 2009, do MS. Estabelece a participação de representantes do movimento negro nos conselhos de saúde, a coleta de dados desagregados por cor, etnia e gênero; o estudo e pesquisa sobre o racismo e saúde da população negra, bem como acesso universal e igualitário ao SUS para promoção, proteção e recuperação da saúde da população negra. Os moradores das comunidades de remanescentes de quilombos serão beneficiários de incentivos específicos para a garantia do direito à saúde, incluindo melhorias nas condições ambientais, no saneamento básico, na segurança alimentar e nutricional e na atenção integral à saúde.
4. Educação. Esta Seção reforça a Lei 10.639/2003, que obriga o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil em escolas públicas e privadas. São asseguradas as ações afirmativas para a ampliação do acesso da população negra ao ensino gratuito; fomento à pesquisa e à pós-graduação com incentivos a programas de estudo voltados para temas referentes às relações étnicas, aos quilombolas e às questões pertinentes à população negra; programas para aproximação de jovens negros e negras às tecnologias avançadas.

5. Cultura, esporte e lazer. Reconhece as Sociedades Negras, Clubes Negros, e outras formas de manifestação coletiva da população negra com trajetória histórica comprovada, como patrimônio histórico e cultural. Assegura os direitos culturais dos remanescentes das comunidades quilombolas. Afirma que haverá incentivo à celebração das personalidades e das datas comemorativas relacionadas ao samba e a outras manifestações culturais de matriz africana. Garante o registro e proteção da capoeira como bem de natureza imaterial e o seu reconhecimento como desporto de criação nacional - o que facilitará o acesso a recursos públicos e privados. Faculta o ensino da capoeira nas instituições públicas e privadas pelos capoeiristas e mestres tradicionais, pública e formalmente reconhecidos.

6. Liberdade de consciência e de crença e direito ao livre exercício dos cultos religiosos e combate à intolerância religiosa. Garante a liberdade de consciência e crença e assegura o livre exercício dos cultos religiosos de matriz africana e a proteção, na forma da lei, aos locais de culto e liturgias, ente outros direitos, inclusive acesso aos meios de comunicação, para a sua divulgação. Assegura a participação proporcional de representantes das religiões dematrizes africanas, ao lado da representação das demais religiões, em comissões, conselhos, órgãos e outras instâncias de deliberação vinculadas ao Poder Público. Assegura que o poder público adotará as medidas necessárias para o combate à intolerância com as religiões de matrizes africanas e à discriminação de seus seguidores.


7. Acesso à terra. Está assegurada a elaboração e implementação de políticas públicas para promover o acesso da população negra a terra e às atividades produtivas no campo, ampliando e simplificando o seu acesso ao financiamento agrícola, assegurando assistência técnica e o fortalecimento da infraestrutura para a comercialização da produção, e promovendo a educação e a orientação profissional agrícola para os trabalhadores negros e as comunidades negras rurais. Assegura que os remanescentes das comunidades dos quilombos que estão ocupando suas terras terão a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir os títulos respectivos e afirma que os quilombolas se beneficiarão de todas as iniciativas previstas nesta Lei e em outras leis para a promoção da igualdade.

8. Acesso à moradia adequada. Estabelece que o poder público garantirá políticas públicas para assegurar o direito à moradia adequada da população negra que vive nas favelas, cortiços, áreas urbanas subutilizadas, degradadas ou em processo de degradação; com políticas de infra-estrutura e equipamentos comunitários e a assistência técnica e jurídica para a construção, a reforma ou a regularização fundiária da habitação. Afirma que os programas, projetos e outras ações governamentais no âmbito do Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social - SNHIS devem considerar as peculiaridades sociais, econômicas e culturais da população negra e os conselhos deste Sistema, constituídos para a aplicação do Fundo Nacional da Habitação de Interesse Social (FNHIS), deverão ter a participação das organizações e movimentos representativos da população negra.

9. Trabalho. Afirma que o poder público promoverá ações que assegurem a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho para a população negra, inclusive mediante a implementação de medidas visando à promoção da igualdade nas contratações do setor público e o incentivo à adoção de medidas similares nas empresas e organizações privadas. Afirma que o poder público promoverá ações para elevação de escolaridade e qualificação profissional nos setores da economia que contém alto índice de ocupação por trabalhadores negros de baixa escolarização, o que inclui as trabalhadoras domésticas. Estabelece que o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) formulará programas e projetos para a inclusão da população negra no mercado de trabalho e orientará a destinação de recursos para seu financiamento.Estimula o empreendedorismo negro, garantindo incentivo à criação e manutenção de microempresas administradas por pessoas autodeclaradas negras e às atividades voltadas ao turismo étnico. Possibilita a que o poder executivo federal estabeleça critérios para provimento dos cargos e funções de confiança, destinados a ampliar a participação de negros.

10. Meios de comunicação. A produção veiculada pelos órgãos de comunicação valorizará a herança cultural e a participação da população negra na história do País e a igualdade de oportunidades para a participação dos negros nos filmes, peças publicitárias, sempre respeitando as produções publicitárias quando abordarem especificidades de grupos étnicos não negros. Os Órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica ou fundacional, as empresas públicas e sociedades de economia mista federais deverão incluir cláusulas de participação de artistas negros nos contratos de realização de filmes, programas ou quaisquer outras peças de caráter publicitário. Respeitado as ações/filmes com identidade étnica específica.

11. Cria o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial - SINAPIR forma pela qual o Estado Brasileiro se organizará para a efetiva promoção da igualdade racial. Fortalece a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR/PR), o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), o Movimento Negro, legaliza o Fórum Intergovernamental de Promoção da igualdade Racial (FIPIR). Incentiva a criação de conselhos de promoção da igualdade racial paritários nos Estados, Distrito Federal e Municípios, inclusive com priorização de repasse de recursos referentes aos programas e atividades previstos nesta Lei aos Estados, Distrito Federal e Municípios que tenham criado os conselhos.

12. Das ouvidorias permanentes e do acesso à Justiça e à segurança. Assegura que poder público federal instituirá Ouvidorias Permanentes em Defesa da Igualdade Racial, para receber e encaminhar denúncias de preconceito e discriminação com base em etnia ou cor e acompanhar a implementação de medidas para a promoção da igualdade. Afirma que o Estado adotará medidas especiais para coibir a violência policial incidente sobre a população negra e implementará ações de ressocialização e proteção da juventude negra em conflito com a lei e exposta a experiências de exclusão social.

13. Do financiamento das iniciativas de promoção da igualdade racial. Estabelece que nos planos plurianuais e nos orçamentos anuais da União deverão ser observada a implementação das políticas de ação afirmativa. E que o Poder Executivo está autorizado a adotar medidas necessárias para a adequada implementação das políticas de promoção da igualdade racial, podendo estabelecer patamares de participação crescente dos programas de ação afirmativa nos orçamentos anuais.

14. Disposições finais. O Art. 59 estabelece que o Poder Executivo Federal criará instrumentos para aferir a eficácia social das medidas previstas nesta Lei e efetuará seu monitoramento constante, com a emissão e a divulgação de relatórios periódicos, inclusive pela rede mundial de computadores. Os demais artigos aperfeiçoam a legislação antidiscriminatória existente.

SEPPIR
Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial


Cresce interesse pelos santos, diz porta-voz vaticano


Comenta as últimas canonizações
Os santos voltaram a estar na moda, afirma o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, ao constatar a extraordinária participação nas últimas canonizações presididas por Bento XVI.

O padre Federico Lombardi, S.J., analisa no último número de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano, a proclamação como santos de Stanislaw Soltys, André Bessette, Cândida Maria de Jesus Cipitria y Barriola, Mary of the Cross MacKillop, Giulia Salzano e Battista Camilla Varano.

Essas canonizações “foram um tanto particulares. Sobretudo dois destes novos santos mobilizaram um interesse muito especial em seus países”. O porta-voz refere-se à australiana Mary MacKillop e ao canadense André Bessette.

“Os outros santos e santas eram italianos, espanhóis e poloneses e, portanto, apesar de sua grandeza, não eram uma novidade absoluta. Mas a Austrália ainda não tinha uma santa e o Canadá tinha uma menor familiaridade com as canonizações”.

“Grupos de milhares de peregrinos enfrentaram viagens muito longas e dispendiosas para estar presentes na Praça de São Pedro; muitos jornalistas e equipes de televisão vieram a Roma para escrever artigos, fazer reportagens, entrevistas, transmissões ao vivo sobre a cerimônia e as outras celebrações”, recorda o padre Lombardi.

“Normalmente os meios de comunicação movem-se quando entendem que há um interesse popular amplo e difundido”, recorda.

“A Igreja propõe solenemente nos santos os modelos de vida cristã, mas o faz reconhecendo aquilo que o povo já entendeu: que certas pessoas encarnam o Evangelho de forma extraordinária, e assim se convertem para aqueles que os descobrem em amigos espirituais, fantásticos guias para chegar ao amor de Deus, à fé, à esperança.”

“Alguns santos são reconhecidos solenemente; a grande maioria não se faz universalmente famosa, mas difunde igualmente ao ser redor esperança e amor. Esta é a face mais bela da Igreja”, afirma.

Fonte: ZENIT

viernes, 22 de octubre de 2010

Mesmo que você ainda não esteja na idade de risco do Alzheimer, passe as informações para frente, para seus pais, tios, avós, amigos etc.

A cada 1 minuto de tristeza perdemos a oportunidade de sermos felizes por 60 segundos.
Sobre o Alzheimer
Roberto Goldkorn é psicólogo e escritor
Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se dizia 'o Infalível'. Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática, disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastóideo.
O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer.
Aliás, fico até mais tranqüilo diante do 'eu não sei ao certo' dos médicos; prefiro isso ao 'estou absolutamente certo de que.....', frase que me dá arrepios. E o que fazer... para evitarmos essas drogas? Como? Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida 'bandida'.
Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai; não cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho: descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória, não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos. Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos. Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos sessenta anos. Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas 'bobagens' e viveram vidasmedíocres e infelizes - muitos nem mesmo tinham consciência disso. Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro. Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha? Hum...Preocupante). Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que disse 'melhor morrer de vodca do que de tédio', eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer.
Dicas para escapar do Alzheimer: uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões. Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que NEURÓBICA, a 'aeróbica dos neurônios', é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso; limitam o cérebro. Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios 'cerebrais' que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando- se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional.
Tente fazer um teste:- use o relógio de pulso no braço direito;- escove os dentes com a mão contrária da de costume;- ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal treinando isso num parque);- vista-se de olhos fechados;- estimule o paladar, coma coisas diferentes; (conheço tanta gente que só quer comer a mesma coisa)- veja fotos de cabeça para baixo;- veja as horas num espelho;- faça um novo caminho para ir ao trabalho. A proposta é mudar o comportamento rotineiro! Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar! Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado? Que tal começar agora enviando esta mensagem, usando o mouse com a mão esquerda? FAÇA ESTE TESTE E PASSE ADIANTE PARA SEUS (SUAS) AMIGOS (AS).
'Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer!'Sucesso para você!!!

Brasil: Não há divisão na Igreja por causa das eleições

Presidente da CNBB considera positiva discussão do tema do aborto

O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio Rocha, afirmou que as discussões em torno das eleições presidenciais no país não causaram um “racha” na Igreja.

Dom Geraldo Lyrio falou aos jornalistas nessa quinta-feira, em coletiva de imprensa em Brasília, no encerramento da reunião do Conselho Permanente da CNBB.

Ao destacar que o clima da reunião desta semana entre os bispos dirigentes da CNBB foi “muito sereno”, o prelado afirmou: “não há um ‘racha’ na Igreja por causa do momento político”.

“As decisões mais importantes do Conselho Permanente não estão tendo divisões e distanciamentos. Isso prova que não há racha nenhum”, disse, segundo informa a assessoria de imprensa da CNBB.

O presidente da CNBB considera normal que haja divergências em uma Conferência episcopal como a brasileira, que tem quase 450 bispos. “Em um clima de liberdade que a Igreja procura cultivar, é perfeitamente compreensível que aqui ou ali alguém dê acentuação maior num aspecto e noutro. Não é porque eu discordei de você que eu devo interpretar que está havendo um racha”, disse.

Mesmo que tenha havido uma acentuação maior nas discussões ao redor do tema do aborto, o prelado afirma que “o estranho seria se nós chegássemos ao final do segundo turno sem que assuntos dessa gravidade tivessem entrado em pauta”.

Sobre a manifestação do bispo de Guarulhos (São Paulo), Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que orientou os católicos de sua diocese a não darem o voto à candidata Dilma Rousseff, Dom Geraldo Lyrio afirmou que cada bispo, na sua diocese, tem o direito de se manifestar conforme sua competência de pastor.

“Tenho uma admiração muito grande por Dom Luiz Gonzaga Bergonzini e os seus procedimentos estão dentro daquilo que a Igreja espera. Ele, dentro da sua competência de pastor, tem o direito e até o dever de, segundo sua consciência, orientar seus fiéis do modo que julga mais eficaz e mais conveniente.”

“Ele está no exercício de seus direitos como bispo diocesano de Guarulhos e cada instância fala só para o âmbito de sua competência, tanto que ele não se dirigiu à nação brasileira. Este procedimento está absolutamente dentro da normalidade no modo como as coisas da Igreja se encaminham”, afirmou Dom Geraldo.

O arcebispo recordou também que não cabe à CNBB repreender nenhum bispo. “Acima do bispo no governo da Igreja só existe uma autoridade: o Papa. A CNBB não é um organismo para interferir nas dioceses, dar normas aos bispos ou repreendê-los”.

“O papel da Conferência é articular os bispos para facilitar o diálogo, a convivência e o exercício da nossa corresponsabilidade diante dos grandes desafios vividos pela Igreja e pela sociedade da qual a Igreja também deve se ocupar”, disse.
Fonte: ZENIT

miércoles, 13 de octubre de 2010

Deus tem mil formas de mostrar que existe, afirma Papa

"Deus tem mil maneiras - para cada um a sua - de fazer-se presente na alma, de mostrar que existe, que me conhece e ama", considera Bento XVI.

O Pontífice chegou a esta conclusão ao apresentar, na catequese, a figura da Beata Angela de Foligno, mística italiana que viveu entre 1248-1309, da Ordem Terceira Franciscana.

O Papa recordou que Angela havia levado uma vida mundana, afastada do pensamento de Deus, até que, em 1285, invocou São Francisco de Assis, quem lhe apareceu em uma visão, e depois ela decidiu confessar-se.

Começou então um rico e tortuoso caminho espiritual. Em primeiro lugar, explicou Bento XVI, ela não tinha a sensação de ser amada por Deus, senão que sentia "vergonha".

Angela, explicou, "sente o dever de ter de dar algo a Deus para reparar seus pecados, mas lentamente compreende que não tem nada para dar-lhe; pelo contrário, é 'nada' diante d'Ele; compreende que não será sua vontade que dará amor a Deus, porque esta só pode dar-lhe seu 'nada', o 'não amor'".

Acompanha-a "o pensamento do inferno, porque quanto mais a alma progride no caminho da perfeição cristã, mais se convencerá não somente de ser 'indigna', mas de merecer o inferno".

O Crucificado que salva da indignidade
"Em seu caminho místico, Angela compreende de maneira profunda a realidade central: o que a salvará da sua 'indignidade' e de 'merecer o inferno' não será sua 'união com Deus' e seu possuir a 'verdade', mas Jesus crucificado, 'sua crucifixão por mim', seu amor."

A conversão de Angela, inciada com a confissão de 1285, chegará à maturidade somente quando o perdão de Deus aparecer à sua alma como o dom gratuito de amor do Pai, fonte de amor, reconheceu o Papa.

À luz da vida desta mística, o Papa concluiu deixando uma lição para nossos dias: "Hoje estamos todos em perigo de viver como se Deus não existisse: Ele parece muito longe da vida atual. Mas Deus tem mil maneiras - para cada um a sua - de fazer-se presente na alma, de mostrar que existe, que me conhece e ama. E a Beata Angela quer nos deixar atentos a estes sinais com os quais o Senhor nos toca a alma, atentos à presença de Deus, para aprender, assim, o caminho com Deus e rumo a Deus, na comunhão com Cristo Crucificado. Oremos ao Senhor para que nos torne atentos aos sinais da sua presença, que nos ensine a viver realmente".

Fonte: ZENIT

viernes, 8 de octubre de 2010

Semana pela Vida: a vida é bela!

Por decisão da CNBB, a Igreja no Brasil realiza cada ano, no início de outubro, a semana pela defesa da vida. Não é que somente nesta semana devamos fazê-lo, mas todos os dias, ao longo do ano inteiro. Os cristãos são chamados a escolher, amparar, defender e proteger a vida: “escolhe, pois, a vida”, recordava-nos a Campanha da Fraternidade em 2008. Nós cremos no Deus da vida, que ordenou – “não matarás” -, e somos discípulos daquele que é vencedor da morte e restaurador da vida: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

O início de outubro nos traz boas motivações adicionais para manifestarmos nossa posição em defesa da vida, ameaçada de diversas formas, inclusive a vida humana. Estamos no início da primavera, uma explosão de vida, de cores e beleza. O papa Bento XVI, na encíclica Caritas in Veritate, nos adverte sobre a importância de preservar a vida e o meio ambiente no planeta Terra, nossa casa comum (cf. n. 48-50). Cuidar bem da natureza e da nossa casa comum é questão de justiça e solidariedade para com os demais seres que povoam este belo e abençoado paraíso da vida, talvez único no universo; é questão também de justiça e solidariedade para com as futuras gerações, para as quais não deveremos deixar em herança um mundo estragado e sem condições boas de abrigar a vida.

A Igreja também recorda, no dia 4 de outubro, São Francisco de Assis, poeta e cantor da natureza; ele, santo e alma pura, não se deixou corromper pela ganância e o egoísmo, que matam a vida; por isso podia dizer “mãe terra” e reconhecer em cada criatura um irmão e uma irmã; ele se reconhecia como filho querido do Pai muito amado, que fez boas todas as coisas e as abençoou. Por essa mesma razão, também o Papa Bento XVI nos diz na encíclica citada acima que a questão ecológica não deve ser o sonho de alguns ativistas e sonhadores, mas um assunto que envolve nossa fé em Deus Criador e nossos deveres morais. Respeitar e defender a vida é prestar homenagem ao Deus da vida. O contrário seria ofensa ao Criador e pecado contra os irmãos.

A semana de defesa da vida, porém, tem um significado específico para nós: Manifestamos nosso grito de alerta diante dos desprezos, ameaças e agressões contra a vida humana e, assim, queremos desenvolver mais e mais uma cultura favorável à vida humana. De muitas formas a vida humana é desrespeitada e ameaçada: pela miséria, que não permite viver dignamente; pelos vícios, que estragam a saúde e roubam a vida prematuramente; pela violência difusa, de tantas formas, onde muitas pessoas perdem a vida de maneira trágica; pelo aborto, que ceifa um número assombroso de vidas inocentes e indefesas. Não podemos ficar indiferentes diante da cultura da morte, que faz, inclusive, negócios muito rentáveis com o comércio de morte! Lembramos a advertência do Papa Bento XVI, na Fazenda da Esperança, no dia 12 de maio de 2007, contra os que tiram lucros vultosos do comércio da droga: deverão dar contas a Deus pelas vidas que fizeram perder em decorrência desse comércio de morte!

Muito grave é a questão do aborto provocado. Há projetos de lei para legalizar esta prática, até mesmo para que possa ser realizada com dinheiro público! Há mesmo quem argumente que isso é um “direito humano”. Tirar a vida de seres humanos inocentes e indefesos seria um direito humano?! Fala-se em “despenalização”, ou “descriminalização” do aborto, ou em “interrupção da gravidez”, ou “parto antecipado”. São formas de linguagem que escondem a realidade, mas o objetivo e a dura realidade é a mesma: A supressão da vida de um ser humano inocente e indefeso. A interrupção da gravidez, ou o parto feito antes de certo tempo de gestação levam inevitavelmente à morte do feto, ou bebê. Espalhou-se o uso da pílula do dia seguinte (“método contraceptivo de emergência”), que também pode ser abortiva se já houve fecundação após uma relação sexual.

Há quem argumente pelo direito que as mulheres teriam para decidir sobre seu corpo; tratando-se de uma gravidez, há nisso um equívoco primário, pois o feto ou bebê que a mulher traz no seu útero não é parte do seu corpo, mas é um outro corpo, diverso do dela; melhor dito, é um outro ser humano, diverso dela; a natureza da mulher recebeu de Deus a bela e gratificante missão de acolher a vida, de dar-lhe condições para nascer, de amparar e proteger esta vida frágil. Evidentemente, se somos contrários ao aborto, não significa isso que queremos a todo custo o castigo das mulheres que, por alguma razão, o praticam. Mas como proteger a vida nascente, se o aborto fosse legalizado? A defesa da vida, além disso, também requer a cobrança das autoridades para que o Estatuto do Nascituro seja aprovado quanto antes e que seja usado o rigor da lei contra as clínicas clandestinas (ou pouco clandestinas), que exploram o comércio do aborto, para tirar lucros.

Além disso, a defesa da vida nascente também requer, de nossa parte, o amparo e a solidariedade para com a mulher que gera um filho, ou tem uma gravidez problemática, ou até indesejada. A medicina, a psicologia e a assistência social podem fazer muito por ela, sem precisar fazer o aborto; as organizações da Igreja podem estar ao lado dela para ajudá-la. A semana pela defesa da vida deveria ainda ser marcada por homenagens às mulheres grávidas, ou que têm filhos pequenos; elas prestam um grande serviço à humanidade! Em nossas igrejas poderiam ser realizadas celebrações especiais para elas, inclusive previstas no ritual de bênçãos.

Dia 8 de outubro, por iniciativa da CNBB, é o Dia do Nascituro em todo o Brasil. Seja um dia para dizer: Bem-vindos à vida! Felizes são as mães de vocês! Sejam abençoados e abençoadas por Deus!

Cardeal Odilo Pedro Scherer

Liturgia do Voto: fé na democracia

Maria Clara Lucchetti Bingemer *


O brasileiro foi às urnas no território nacional e fora dele, maciçamente, após uma campanha tensa e que baixou muito o nível nos últimos momentos. É por isso e mais que nada que o segundo turno é algo positivo.
Positivo para quem? Podemos e devemos perguntar sem medo. Certamente alguns intransigentes de plantão discordarão. Prefeririam a vitória da candidata petista já no primeiro turno. Fim das agonias, das expectativas, vitória líquida, certa. Mas trata-se apenas da certeza da continuidade da política do presidente Lula, ou de crescer na democracia na qual ainda engatinhamos como nação?

Creio que, se é importante o primeiro ponto, o segundo não fica atrás. Certamente o Brasil fez um gesto simbólico colocando um operário na cadeira de presidente da República. Isso marcou nossa história para sempre. Nunca mais o país será o mesmo depois disso. Acresce o fato de a política econômica do operário-presidente ter surpreendido todos, a direita, a esquerda e o centro. E como se não bastasse, o país dos vira-latas com complexo de inferioridade, pedindo desculpas por existir, foi guindado à convivência com grandes potências, sendo a palavra de seu presidente respeitada e a nação olhada como uma das mais promissoras para o futuro da humanidade.


Quanto a este ponto, mesmo os que não gostam de Lula, que discordam de seu governo em um ou vários pontos, devem concordar. Hoje Brasil é palavra respeitada onde quer que se vá. Olham para nós com respeito e admiração. Esperam de nós sinalizações de futuro e liderança como nunca aconteceu.

Porém, uma vitória no primeiro turno para Dilma Rousseff não faria bem ao Brasil novo que hoje somos. Seria fácil demais, rápido demais. Fará bem a todos e a todas que acreditamos na democracia, no voto livre como expressão da vontade da maioria, ir outra vez às urnas e depurar nosso exercício cívico e democrático.

Para isso a entrada de Marina Silva no cenário eleitoral foi tão fundamental. Figura de alto coturno ético, comprometida com as lutas mais nobres de nosso país, da pobreza à ecologia, entrou na disputa com ínfima percentagem, menos de 10%. Mas cresceu, cresceu e encerrou a eleição com quase 20%. Porém, mais importante que tudo, introduziu um "terceiro" na equação da campanha que lhe deu mais qualidade, mais vibração e mais seriedade na disputa.

A medida do crescimento de Marina foi a medida pela qual a campanha se dinamizou, se abriu e não ficou restrita às brigas feias e de baixo nível dos dois candidatos que agora vão ao segundo turno. A frágil magreza do norte da candidata que é a cara do Brasil fez a diferença e levou a eleição ao segundo turno.

Ganhou a democracia, ganhou o povo brasileiro, que terá a oportunidade de pensar mais detida e profundamente sua escolha agora decisiva. Ganhamos todos os que apoiamos Marina. Saímos do primeiro turno dessa eleição orgulhosos de nossa candidata e esperançosos de vê-la em Brasília em outra futura eleição, oxalá não tão longínqua.

Há liturgias sagradas, onde o ser humano cultua a divindade em que crê através de gestos, símbolos, cantos e expressões corporais. E há liturgias seculares, nas quais o ser humano expressa suas atitudes cívicas, suas utopias, suas esperanças intra-históricas. A eleição é uma delas. Ao marcar na urna o número do candidato que escolhemos, estamos realizando e fazendo acontecer o ritual que, esperamos, dará o rumo que desejamos à história e criará fatos políticos compatíveis com nossas crenças e esperanças.

Ao participar da imensa liturgia de 200 milhões de cidadãos neste domingo, introduzindo na urna nosso voto, reafirmamos uma vez mais nossa fé na democracia. O resultado que leva ao segundo turno reafirma e confirma essa fé. Uma vez mais, aqui vamos nós. É preciso celebrar a liberdade e participar, para que esse país cumpra seu destino histórico e ocupe seu lugar no mapa do mundo. Que venha o segundo turno!

* Teóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio

Que é um rito?

Por Hani Bakhoum Kiroulos

O termo “rito” não é uma inovação da cristandade, mas foi retomado pela Igreja e tem sido utilizado com toda sua riqueza e ambiguidade.

Rito e liturgia

O termo “rito” sempre teve um sentido religioso ligado à esfera litúrgica que permanece até nossos dias. Já a Vulgata fazia deste termo um sinônimo de cerimônia, de prescrições e de costumes ligados à liturgia.

Com o “rito”, a Igreja indicava no início a praxis de uma certa liturgia, como rito da aspersão da água ou o rito de acrescentar a água no vinho, na Santa Missa. Depois começa a indicar uma cerimônia de culto, quer dizer, toda a função litúrgica, como o rito do batismo e o rito da missa, por exemplo: ou inclusive indicava-se com o termo “rito” o próprio conjunto da liturgia, como o rito romano, ou o rito ambrosiamo em Milão [1].

Rito entre lei e disciplina

A finais do século XII, com Celestino III (1191- 1198), o termo “rito” foi usado para indicar o conjunto de leis ou de costumes que se devem respeitar e observar atentamente. Celestino III, de fato, aos bispos gregos que tentavam impor a observância de seus ritos e costumes ao clero latino, ele impedia de mesclar os diversos ritos.

Em seguida, o rito começou a indicar toda a comunidade que observa estas leis, disciplina e liturgia. Aparece, portanto, o sentido de “igreja particular”.

Rito e igreja particular

Desde o século XVII, começa-se a falar do rito Latino, do rito Armênio e do rito Grego. Aparece, portanto, este novo significado do termo “rito”, como igreja particular. A primeira codificação oriental seguia usando o termo “rito” em seus diversos significados, seguindo o código de 1917. Por exemplo, o Motu Proprio Cleri Sanctitati [2], de Pio XII, no can. 200, utiliza o termo “rito” no sentido de cerimônia litúrgica. O Motu Proprio Crebrae Allatae [3], em contrapartida, no can. 86 § 1. 2°, com o termo “rito” indica os fiéis que pertencem a uma igreja particular.

Do Vaticano II ao Código dos Cânones das Igrejas Orientais

O Concílio utiliza o termo “rito” de duas formas diferentes – ou para dizer melhor – de duas formas complementares [4]. Na primeira, o Concílio Vaticano II abre uma nova dimensão ao termo “rito”, dando-lhe uma nova definição. Na segunda forma, o Concílio utiliza o termo “rito” com o significado já recebido no passado.

Por uma parte, o decreto conciliar Orientalium Ecclesiarum [5], que é um decreto sobre as Igrejas Orientais, no número 3, dá uma definição bem precisa do termo “rito”: “Tais igrejas particulares, tanto do Oriente como do Ocidente, embora difiram parcialmente entre si em virtude dos ritos, isto é, pela liturgia, disciplina eclesiástica e património espiritual, são, todavia, de igual modo confiadas o governo pastoral do Pontífice Romano, que por instituição divina sucede ao bem-aventurado Pedro no primado sobre a Igreja universal” [6]. Observa-se, portanto, que com o termo “rito” indica-se o conjunto do patrimônio litúrgico, disciplinar e espiritual de uma igreja particular. Definindo assim o termo “rito”, o Concílio prolonga seu sentido recebido já desde o passado e lhe atribui um sentido canônico.

O Concílio Vaticano II segue utilizando o termo “rito” indicando também o conjunto dos atos litúrgicos ou a própria função, por exemplo, no número 71 de SC [7] utiliza a expressão “rito da Confirmação”; no número 19 de PO [8], “rito da Ordenação”, etc.

Por outro lado, o Concílio Vaticano II utiliza o termo “rito” como sinônimo de “igreja particular”. De fato, o decreto conciliar Orientalium Ecclesiarum, nos números 2, 3, 4 e também no título do parágrafo utiliza esta expressão: “As Igrejas Particulares ou os Ritos”. Para o Concílio Vaticano II, portanto, o termo “rito” é uma expressão com a qual se entende também a “igreja particular”.

Em seguida, o Codex Iuris Canonici [9] de 1983 simplifica a terminologia, dando um só e único sentido ao termo “igreja particular”. Como igreja particular, no Codex Iuris Canonici se entende só a diocese. Enquanto que com o termo “rito”, entendem-se as celebrações litúrgicas, como se afirma no can. 2.

Para as Igrejas orientais que estão em comunhão com Roma, o Codex Iuris Canonici, em diversos cânones, usa o termo “iglesia ritual sui iuris”. Observa-se também que o Codex Iuris Canonici segue utilizando o termo “rito” para indicar uma igreja oriental.

O Código dos Cânones das Igrejas Orientais, no can. 28 § 1, dá uma definição muito precisa da noção de “rito”: O rito é o patrimônio litúrgico, teológico, espiritual e disciplinar, diferente por cultura e circunstâncias históricas dos povos, que se expressa no modo de viver a fé que é próprio de cada Igreja sui iuris.

Observa-se deste cânon que o rito converte-se no patrimônio de um grupo. Este patrimônio não é comum, portanto, a todas as Igrejas orientais: cada uma tem o seu. O rito é um patrimônio que tem quatro elementos essenciais: litúrgico e teológico, espiritual e disciplinar. Este é depósito e totalidade de uma comunidade religiosa em seu conjunto.

A noção de “rito”, desta forma, recebe uma riqueza e clareza pela primeira vez na história da Igreja. Converte-se na maneira em que um povo vive sua própria fé.

O Codex Canonum Ecclesiarum Orientalium não fica sozinho em definir a noção de “rito”, ao contrário, para evitar qualquer ambiguidade, estabelece seu nascimento e origem:

28 § 2. Os ritos dos que se trata no Código são, a menos que não conste o contrário, os que têm origem nas tradições Alexandrina, Antioquena, Armênia, Caldeia e Constantinopolitana.

Cinco são as tradições, as matrizes, de todos os ritos. A tradição é a origem do rito. A própria tradições, inclusive, poderia ser a origem de vários ritos diferentes.

Concluindo, observa-se que no Codex Canonum Ecclesiarum Orientalium a noção de “rito” toma o sentido de patrimônio e com ela se expressa a maneira de um grupo viver sua própria fé em sua totalidade litúrgica, espiritual, cultural e disciplinar.

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1) Cfr. E. EID, Rite, Église de Droit Propre e Juridiction, en L’année canonique, 40 (1998), 7.

2) AAS, 49 (1957) 433- 600.

3) AAS, 41 (1949) 89- 117.

4) Cfr. E. EID, Rite, Église de Droit Propre e Juridiction, 9.

5) CONCILIUM OECUMENICUM VATICANUM II, Decretum de Ecclesiis Orientalibus Catholicis, Orientalium Ecclesiarum, (21.XII. 1964), in AAS, 57 (1965), 76- 89.

6) OE 3.

7) CONCILIUM OECUMENICUM VATICANUM II, Constitutio de Sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, (4. XII. 1963), in AAS, 56 (1964) 97- 138.

8) CONCILIUM OECUMENICUM VATICANUM II, Decretum de Presbyterorum Ministerio et Vita, Presbyterorum Ordinis, (7. XII. 1965), in AAS, 58 (1966) 991- 1204.

9) I. PAULI II PP., Codex Iuris Canonici, in AAS, 75 (1983), pars II, 1– 317.

A gramática das urnas

As urnas, neste primeiro turno das eleições, desenharam uma gramática cuja sintaxe traz o desafio de ser destrinchada e compreendida. Uma complexa tarefa que inclui diferentes intérpretes, desde os analistas políticos, partidos, especialistas de variados campos do saber, entrelaçando a opinião pública, até os marqueteiros com suas incursões nos propósitos de exitosos resultados. Contudo, a interpretação argumentada mais importante é aquela do eleitor que voltará às urnas no segundo turno. Não só. Está posta a exigente tarefa de configurar o mapa atual do Congresso Nacional e também das assembleias legislativas. Não é bom relegar o acompanhamento dos executivos estaduais com suas tarefas e obrigações de intervenção mais rápida e determinante nos problemas de infraestrutura e necessidades básicas da população. A tarefa de acompanhar, promover o diálogo e participar das discussões que definem as políticas públicas, é o lado exigente da condição cidadã de ser eleitor. Nessa direção há que se avançar de modo político mais amadurecido enquanto se compreende que o eleito, no exercício de sua função, está a serviço da sociedade e de suas necessidades, sempre ancorado na justiça social e no direito.

Sem esse monitoramento e permanente discussão em fóruns, comitês e grupos de acompanhamento, cria-se a situação propícia de se deixar que o serviço político perca sua finalidade, sendo regido por interesses cartoriais. Se a sociedade se omite e não se envolve nas necessárias discussões e vigilâncias, tratando de modo substantivo as questões e carências, abre portas para cenários deprimentes e abomináveis na política, permitindo que esta não dê conta de sua tarefa central, a de garantir a justa ordem da sociedade e do Estado. Adverte o Papa Bento XVI, na sua Carta Encíclica Deus Caritas est, n. 28, que assim sendo, o Estado não seria regido pela justa ordem e “reduzir-se-ia a uma grande banda de ladrões, como disse Santo Agostinho uma vez”. E ainda: “A justiça é o objetivo e, consequentemente, também a medida intrínseca de toda política. A política é mais do que uma simples técnica para a definição dos ordenamentos públicos: a sua origem e o seu objetivo estão precisamente na justiça, e esta é de natureza ética”.

A natureza ética da justiça, em se considerando o mapa das urnas no primeiro turno, e o que vai acontecer no segundo turno, de importância determinante para o futuro na sociedade brasileira, comprova um equívoco quando opiniões desclassificam ou desconsideram o papel da religião, dos grupos religiosos confessionais ao redesenhar o quadro político. Ouve-se por aí a opinião de que seitas e a Igreja Católica se envolveram indevidamente no processo eleitoral. É exato considerar essa participação indevida quando há mistura de caráter partidário com a inabilidade ao tratar candidatos de modo a influenciar preconceituosamente. Este é um risco que inclui uma compreensão que pode levar a uma idealização dos candidatos, com a conclusão de que nenhum é perfeito, portanto não merecedor de seu voto. Não se encontra candidato perfeito. Basta pensar que são candidatos de um partido com suas coligações. É claro que não vai se desconsiderar um dos inumeráveis aspectos que a gramática das urnas indicou: trata-se do anseio por pessoas com integridade que garantam um exercício adequado e indispensável da autoridade moral. Um anseio que aparece aqui e ali contracenando, de modo oposto, com escolhas que revelam protesto, sinal de descrédito.

Mas apareceram também as surpresas reveladoras do desejo de inovação. Voltando à participação eleitoral a partir dos valores nos quais a confissão religiosa se pauta, não se pode deixar de considerar a força advinda daí influenciando nos resultados. Não será, para não ser inadequada, uma influência partidária, nem aquela da constituição de bancada, não apreciada, decisivamente, pela Igreja Católica. Mas a influência da impostação ética, oferecendo critérios que respeitem o exercício soberano de escolha do eleitor, na sua liberdade e na sua capacidade de refletir e decidir. Não se pode estacionar na idealização de um candidato. As condições do candidato, iluminadas pela ética, que é e deve ser o coração da confissão religiosa, funcionarão como uma lâmpada iluminando o caminho - com seus altos e baixos, luzes e sombras - na gramática de sintaxe complexa que as urnas configuraram e estão exigindo novos entendimentos para definições adequadas na sociedade. É indispensável multiplicar diálogos em todos os níveis, debates e intercâmbios com analistas de campos diferentes e distintos pontos de vista na tarefa cidadã de compreender, decifrar e posicionar-se diante da gramática das urnas.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

jueves, 7 de octubre de 2010

Bento XVI: crise de fé impõe desafio comunicativo à Igreja

A atual crise de fé impõe à Igreja um “desafio comunicativo” muito “empenhativo”, afirma Bento XVI. Este desafio consiste em “ajudar o homem contemporâneo a se orientar para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança para viver dignamente o hoje e construir adequadamente o futuro”.

O Papa compartilhou esta inquietude com os 230 participantes, procedentes de 85 países, no congresso mundial da imprensa católica, a quem recebeu em audiência, ao concluir este evento convocado pelo Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais.

“Os cristãos não podem ignorar a crise de fé que chegou à sociedade. Ou simplesmente confiar em que o patrimônio dos valores transmitido ao longo dos séculos passados possa seguir inspirando e moldando o futuro da família humana”, assegurou o bispo de Roma.

“Parece evidente que o desafio comunicativo é, para a Igreja e para quantos partilham sua missão, muito comprometido. Os cristãos não podem ignorar a crise de fé que chegou à sociedade”, assegurou na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano.

“A ideia de viver ‘como se Deus não existisse’ se demonstrou mortífera – acrescentou o Papa –: o mundo necessita de viver ‘como se Deus existisse’, ainda que não tenha a força de crer, ou, do contrário, se produz apenas um ‘humanismo inumano’”.

Neste contexto, “a busca da verdade deve ser perseguida pelos jornalistas católicos com mente e coração apaixonados, mas também com o profissionalismo de operadores competentes e dotados de meios adequados e eficazes”.

Em sua análise do desafio comunicativo que se impõe hoje à Igreja, o pontífice constatou que antes de tudo está “o risco da indiferença pela verdade”.

“De fato, as novas tecnologias, junto com os progressos que trazem, podem fazer intercambiável o verdadeiro e o falso, podem induzir a confundir o real com o virtual.”

“Ademais, a gravação de um acontecimento, alegre ou triste, pode ser consumida como espetáculo e não como ocasião de reflexão.”
“A busca dos caminhos para uma autêntica promoção do homem passa então ao segundo plano, porque o acontecimento é apresentado principalmente para suscitar emoções.”

Para o Papa, “estes aspectos soam como sinal de alarme: convidam a considerar o perigo de que o virtual afaste da realidade e não estimule a busca do verdadeiro, da verdade”.
Nas palavras de saudação que dirigiu durante a audiência ao Papa, o arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, reconheceu que para os jornalistas católicos “não faltam dificuldades, tensões no trabalho cotidiano”.

“Em um contexto de ‘ditadura do relativismo’, em uma ‘época de paixões tristes’, onde é problemático encontrar uma resposta para a profunda busca de infinito, de um sentido da vida, temos necessidade de seu magistério”, disse, dirigindo-se ao pontífice.

Fonte: ZENIT
ENVIO AOS AMIGOS UMA ENTREVISTA FEITA HOJE PELA TV JANGADEIRO SOBRE A SEMANA DA FAMILIA E O DIA DO NASCITURO. MUITO ME HONROU TEREM ME ESCOLHIDO PARA FALAR EM NOME DA IGREJA NO CEARÁ. QUE AS PALAVRAS AQUI DITAS NOS AJUDEM A BEM CELEBRAR ESTES DIAS.

UM ABRAÇO A TODOS OS AMIGOS DA VIDA.

PADRE JACKSON FROTA, SSS


ACESSE: http://blog.jangadeiroonline.com.br/tag/semana-nacional-da-vida/

Itinerario Brasil - Perú

Estimados hermanos, desde el día de mi salida a este nuevo viaje el Espíritu del P. Eymard sentía que bendecía esta travesía misionera que emprendía con gozo y paz para dar lo mejor de mi hasta donde el señor me lo permitiera.

Así que el viaje hacia Belo Horizonte pasando por Sao Paulo estuvo matizado por una larga espera en Lima, de tal modo que, saliendo desde el día 2 hacia las 9pm, llegue el día 3 a las 2pm a la comunidad de Boa Viajem. Siendo muy bien acogido por los hermanos de esta hermana nación.

Luego estuve en el Novinter. Ya en casa estuve coordinando las palestras que iniciamos por cerca de 16 días efectivos sobre el voto de pobreza, además de las reflexiones compartidas de un modo critico y directo, se oró y confraternizo en comunidad, finalmente visitamos una ONG dedicada a trabajar con los niños mas pobres de Sete Lagoas, tuve participación con un encuentro de laicos SSS de allí. Todo esto siendo muy enriquecedor para mí.
Hacia el día 20 de agosto llegue a Lima, la adaptación fue rápida y pronto, entre en el ritmo de la comunidad de San Pablo en canto Chico.

Qué elementos resaltaría de modo general?
1 La acogida y la experiencia de nuestra única comunidad sacramentina en Lima. Con el calor de los hermanos y el frio de este tiempo final de invierno respire la fraternidad que allí se vive con diversos matices, como: la oración común de laudes y la adoración del día viernes hecha en el lugar donde el hermanito Leonidas pasó sus últimos años. Da gusto rezar allí en este lugar de este “santo anónimo más de nuestra comunidad”. Él ha sido el último fundador de Lima que testimonia los cerca de 50 años de nuestra presencia en el Perú. Luego los almuerzos comunitarios, los momentos de recreación y de deporte enriquecido con la presencia de algunos jóvenes los sábados fue y es algo enriquecedor.”

2 Otro elemento enriquecedor y desafiante es la enfermedad “extraordinaria” que vive Rigoberto, su cáncer caminándole por su cuerpo, las quimios, los exámenes, las consultas las valoraciones después de cada proceso y sus consecuencias no nos mantuvieron indiferentes a su dolor y llanto por momentos muy fuertes. La gran obra de caridad con el P. Víctor Hernán al frente con el apoyo del P. Camilo y laicos como Isabelita y otros más, entre ellas las señoras marcela y Gaby, han sido muy importantes. Igualmente su familia, dos hermanas y un hermano y algunos sobrinos se suman a todo esta situación que nos desafía en aquella comunidad.

3 El acompañamiento de Jorge y su familia, de José, (un nuevo vocacioado en contacto desde abril y en seguimiento con el P, Víctor) fue mi aporte en este sentido, a José y a Jorge les veo muchas posibilidades de continuar los caminos nuestros como sacramentinos.

4 La participación con los sacerdotes mayores diocesanos que ahora ocupan nuestra anterior casa de formación en Caja de Agua, los días martes con la Eucaristía y el desayuno fue una verdadera alegría especial con estos hermanos veteranos y curtidos por la fe. El almuerzo con el P. Juan fue el cierre con ellos que sigue muy cercano a nosotros junto con sus compañeros. El apoyo admirable del p. Jorge Álvarez a Hernán en su gestión y en el acompañamiento a la enfermedad de Rigoberto es digno de destacar.

5 El acompañamiento a José Carlos en su estilo particular también ha sido una oportunidad para convivir con él.

6 Ya el abrirme a la experiencia de las 9 comunidades y la alegría que expresaban por el reencuentro y su perseverancia en sus celebraciones y encuentros del mes, ha sido para mi algo reconfortante. El acompañar de lunes a sábado a la gente de Canto Chico fue algo nuevo para mi y desde luego en las celebraciones de estos días. Las eucaristías, las confesiones, los bautismos, las charlas de orientación y enriquecimiento mutuo fue algo muy especial para mí.

7 El Señor sigue hablándome y hablándonos para ser mejores discípulos suyos, los eventos extraordinarios del Huanchito (encuentro de jóvenes a nivel de 11 parroquias), fue algo de mucho esperanza para la Iglesia Luriganchina. El acompañar la celebración del 34 aniversario de Fe y Alegría 4 y 5, el cumpleaños de la religiosa directora: la hermana Gloria, la reunión vicarial de presbíteros y diáconos han sido ocasiones de alimentar nuestra fe, cuestionar y enriquecer los procesos de evangelización que allí se llevan en esos espacios.

8 Finalmente el encuentro y la animación de los laicos sacramentinos, acompañado de modo especial por el P. Hernán orar, celebrar y escuchar sus inquietudes y recibir su aprecio es otro elemento de este caminar que comparto con mucha esperanza y humildad con los hermanos del escolasticado y de la región, nuestra y quienes tengan la oportunidad de apreciar este servicio vivido por mí en estos meses. Admiro y alegro la entrega especial del P. Víctor Hernán ahí en Lima, como hermano, presbítero, animador y constructor en la comunidad de caja de Agua.
P. Álvaro, SSS

lunes, 4 de octubre de 2010

COMUNICAÇÃO CATÓLICA MUNDIAL VAI DEBATER FUTURO DA IMPRENSA

De amanhã, dia 4 até o dia 7, realiza-se no Vaticano um Congresso Mundial da Imprensa Católica, organizado pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais (PCCS). Uma iniciativa que vem fechar o ciclo de trabalhos iniciado com os congressos sobre televisão e rádio, que decorreram em 2006 e 2008, respectivamente.
O futuro da imprensa, face ao desenvolvimento da informação online e dos conteúdos multimídia, a liberdade de expressão e a busca pela verdade serão alguns dos temas que vão estar em destaque ao longo dos 4 dias de encontro.
A natureza dos debates segue a linha que está estabelecida para a celebração do 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, marcada para 5 de Junho do próximo ano, e que terá como tema “Verdade, anúncio e autenticidade de vida na era digital”.
Numa conferência de imprensa nos últimos dias, o secretário do PCCS, Dom Paul Tigue, declarou que “o objetivo é criar uma comunhão dinâmica entre os participantes”. Em declarações à agência SIR, ele realçou “as boas iniciativas que têm sido feitas em vários países”, mostrando-se a favor da implementação de “uma rede informal de colaboração” entre todos aqueles que estarão presentes no Congresso.
A internet poderá ser uma grande ajuda nesta matéria, tendo o secretário do PCCS garantido que “o Pontifício Conselho quer oferecer um apoio concreto ao mundo da comunicação, especialmente através de uma análise e reflexão profundas”.

Bento XVI: evangelizar não é violentar a liberdade religiosa

Evangelizar não é violentar a liberdade religiosa, porque não nasce de uma imposição à consciência, mas do anúncio respeitoso da verdade, afirmou hoje o Papa Bento XVI a um grupo de bispos brasileiros.

Em seu discurso aos prelados dos Regionais Norte 1 e Noroeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se encontram em Roma para a visita ad limina apostolorum, o Papa falou da importância do chamado à evangelização.

Primeiramente, quis esclarecer que a evangelização não deve ser entendida como uma imposição e que a crença de que evangelizar não é necessário é um equívoco. "Deus pode realizar esta salvação por vias extraordinárias que somente Ele conhece. Entretanto, se o seu Filho veio, foi precisamente para nos revelar, pela sua palavra e pela sua vida, os caminhos ordinários da salvação; e Ele mandou-nos transmitir aos outros essa revelação, com a sua própria autoridade."

"Sendo assim, não podemos furtar-nos a este pensamento: os homens poderão salvar-se por outras vias, graças à misericórdia de Deus, se não lhes anunciar o Evangelho; mas poderei eu salvar-me se por negligência, medo, vergonha ou por seguir ideias falsas, deixar de o anunciar?", perguntou.

Frente à objeção de certas correntes de pensamento, que consideram que evangelizar é "impor" uma crença e, portanto, "uma violação da liberdade religiosa", o Papa respondeu com uma citação da Evangelii nuntiandi de Paulo VI, recordando o que a Igreja entende por "evangelização". "Propor a essa consciência a verdade evangélica e a salvação em Jesus Cristo, com absoluta clareza e com todo o respeito pelas opções livres que essa consciência fará - e isso, sem pressões coercitivas, sem persuasões desonestas e sem aliciá-la com estímulos menos retos -, longe de ser um atentado à liberdade religiosa, é uma homenagem a essa liberdade, à qual é proporcionado o escolher uma via que mesmo os não crentes reputam nobre e exaltante."

Alem disso, destacou, os não-crentes têm o direito de receber, por meio dos cristãos, o anúncio da Boa Nova da salvação. "O desejo de anunciar o Evangelho nasce de um coração enamorado por Jesus, que anela ardentemente que mais pessoas possam receber o convite e participar no banquete das Bodas do Filho de Deus", acrescentou.

Por isso, "o chamado à missão não é algo destinado exclusivamente a um restrito grupo de membros da Igreja, mas um imperativo dirigido a cada batizado, um elemento essencial da sua vocação".

Neste sentido, recordou o "chamado à evangelização" do continente americano, realizado pela 5ª Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe em Aparecida (2007). Também quis advertir contra o perigo de uma "visão reducionista do conceito de missão", que "não pode ser limitada a uma simples busca de novas técnicas e formas que tornem a Igreja mais atrativa e capaz de vencer a concorrência com outros grupos religiosos ou com ideologias relativistas".
Por isso, convidou os presentes a refletirem se "o esmorecimento do espírito missionário talvez não se deva tanto a limitações e carências nas formas externas da ação missionária tradicional quanto ao esquecimento de que a missão deve alimentar-se de um núcleo mais profundo", que é "a Eucaristia".

"Esta, como presença do amor humano-divino de Jesus Cristo, supõe continuamente o passo de Jesus aos homens que serão seus membros, que serão eles mesmos Eucaristia. Em suma, para que a Missão Continental seja realmente eficaz, esta deve partir da Eucaristia e conduzir para a Eucaristia", concluiu o Papa.

Por Inma Álvarez
ZENIT

viernes, 1 de octubre de 2010

HERMANOS entre HERMANOS

Con alegría, recibimos la presencia de padre Jésus, SSS, que pasó un mes en nuestra comunidad compartiendo su experiencia desde los espacios fraternos. Aprovecho su estadia y nos brindo con una mañana de espiritualidad trabajando el tema de San Pedro Julián y su experiencia con las Sagradas Escrituras.


También tubimos la presencia de padre Hernaldo, SSS, que fue invitado, juntamente con otros dos compañeros y obispos, por la Congregación para el Culto Divino y la Disciplina de los Sacramentos, para presentar la realidad litúrgica de Brasil. Estando entre nosotros por algunos días aprovechó la oportunidad y nos ofreció dos bellísimos días de reflexión sobre el CULTO EUCARÍSTICO.
La comunidad agradece nuestros dos hermanos por su disponibilidad en la misión SSS y por la sensibilidad en participar del ritmo del Escolasticado CLAS.

Súplica a deus brasileiro no tempo eleitoral


Meu Deus Brasileiro concede que assim te chame e assim ti clame,
Ao contemplar a grandeza e a beleza que de ti emana em nossos mares e biomas,
Em nossa gente tão diversa e tal capaz, em nossa Pátria tão grandiosa e graciosa, Brasil!

Eu sei que És a fonte e a origem da Vida,
e que é pouco demais chamar-te com nossas palavras e títulos.
E nenhuma intenção, por melhor que seja, pode reduzir-te ao nosso gênero homem ou mulher e às nossas intenções particulares! És tudo em todos e em todas as criaturas!

Ó Deus Brasileiro, que o teu Espírito sopro e luz, se faça presente nestes instantes em que estamos mergulhados na maior campanha eleitoral de nossa história.

Ilumine-nos e desarme-nos das ambições pessoais, de nossos medos e preconceitos, que nos aprisionam ao que já passou e não serve mais como sementes do futuro!

A presença das mulheres nesta campanha para Presidente é sinal e elemento de Esperança e afirmação de mudança, para o país que precisamos construir.

Que nada, ó Divina Estrela Guia, possa interromper essa caminhada rumo ao dia em que uma mulher possa assumir o posto de Servidora Pública Número 1 de nossa Pátria e de nossa gente, principalmente das grandes maiorias sem terra, sem teto, sem toda assistência que um Governo e um Estado devem ao seu povo!

Dá-nos, a nós homens, a humildade que nos livra de todo machismo!
Cura as mulheres que também foram contaminadas por tal doença!
Liberta-nos de candidatos e candidatas que usam o dinheiro, as ameaças, as mentiras para confundir e entravar nosso caminho de amadurecimento na democracia popular!

Confunde, sim, a quem em teu nome sagrado, usa a palavra, a fé e os altares, numa falsa postura não partidária, para semear nos corações a dúvida, o medo e o preconceito, contra quem não reza de seu jeito!

Livra-nos dos poderosos escondidos na escuridão e nos bastidores do poder, criminosos e traficantes de interesses dos inimigos do Brasil!

Tua força esteja na nossa união, quando movida para o bem maior!

Tua justiça brilhe em nossos sonhos e atos para criamos leis e instrumentos como a da Ficha Limpa e outras que precisamos para fazer da Política bons ensaios do teu Reino entre nós!

Bendito seja, ó Deus Brasileiro, pelos avanços conquistados, pelos homens e mulheres que não se venderam e nem se renderam ao poder das elites do dinheiro, do latifúndio, da grande mídia, do grande mercado!

Bendito és, pela juventude militante, que sabe distinguir onde está o rumo certo e segue adiante, sem medo de aprender com os possíveis erros, contando com tua luminosa presença!

Seremos vigilantes em teu nome! Seguiremos adiante, animados pelo firme exemplo de Maria, mãe de teu filho, que canta pelos séculos a derrota dos poderosos e a vitória dos humilhados em todas as nações da terra, também do nosso Brasil! Assim seja!

Zé Vicente - poeta e cantor da caminhada popular.