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martes, 7 de septiembre de 2010

Padre Libânio fala sobre a teologia do discipulado e da missão no Congresso Vocacional

Teologia do discipulado e da missão. Este foi o tema da conferência de hoje, 5, no 3º Congresso Vocacional do Brasil, que acontece desde sexta-feira, 3, na Casa de Retiro Vila Kostka, em Itaci, município de Idaiatuba (SP). Muito aplaudido, o conferencista, padre João Batista Libânio, falou do seguimento de Jesus ao Pai e apontou a linguagem como grande desafio à evangelização."Seguimos Jesus que segue o Pai", disse o teólogo. Segundo Libânio, Deus vai se revelando na realidade e Jesus faz esta experiência ao longo de sua vida pública. "O real é o grande lugar de Deus falar", explicou. "Trata-se de encontrar Deus em todas as realidades. Não mais ‘amar a Deus sobre todas as coisas , mas ‘em todas as coisas ", acrescentou.
Para Libânio a teologia da missão passou, pelo menos, por três momentos. O primeiro teve como base a afirmação de que "fora da Igreja não há salvação"."A salvação aqui é entendida como uma realidade que possuímos antes e que vamos levar", sublinhou. Segundo o teólogo, isso equivale a dizer que cristianismo tinha a salvação e todos os outros povos não tinham a salvação. "Nunca uma afirmação histórica é totalmente falsa. Onde estavam certos os que afirmavam isso? No fato de que a Igreja é responsável por anunciar a salvação. Não podemos perder a consciência de anunciar e comunicar esta salvação", esclareceu. Para Libânio, o limite desta afirmação está em identificar o cristianismo como a única visão de Deus. "Deus não está limitado a nada, a ninguém, a espaço nenhum, a lugar nenhum. Deus se derrama em toda parte. O limite desta visão é querer enquadrar Deus num projeto nosso".
Outra fase na teologia da missão apontada por Libânio foi quando se disse que a "salvação está na pessoa". Segundo o teólogo, um dos defensores desta teologia foi Karl Rahner e tem como fundamento o Deus Trindade que chama para a comunhão."Rahner diz que se você comunga com seu irmão, você realiza a Trindade, então você se salva. Salvação é ser o que sou, mas não somos por nossa força. Somos porque Deus está a nos criar continuamente como seres de comunhão, na comunhão, para a comunhão", destacou o conferencista.
Na América Latina, segundo Libânio, os teólogos começaram a se perguntar também a cerca da realidade e concluíram que a salvação está na transformação desta realidade. O teólogo esclareceu o que é uma práxis transformadora. "Práxis é a ação humana transformadora da realidade para a qual existe uma reflexão, uma teoria, elementos que a explicam", disse, fazendo a distinção entre teoria e ideologia.
Libânio chamou a atenção, ainda, para a pós-modernidade que, em sua opinião, é caracterizada pelo apego ao presente e rejeição ao passado e desprezo ao futuro. Ele chamou isso de "presentismo". "O presentismo é o corrosivo maior da salvação. Por que? Porque o presentismo quer dizer que só interessa o meu prazer, aqui e agora. Todo o resto gira em torno disso. Isso é a negação radical do cristianismo, que é a comunhão. No presentismo tudo gira em torno do eu".O conferencista apontou, ainda, a linguagem como grande desafio à evangelização. Nossa linguagem, queiramos ou não, é autoritária. Vem de quem comunica algo pronto. A linguagem do jovem é inversa. É preciso encontrar o mundo existencial do jovem e falar a linguagem dele".
Fonte: Revista Missoes

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